Envelhecimento aumenta o risco de hipotireoidismo

A meia-idade pode trazer mudanças sutis na pele, no cabelo, nas unhas. Mas antes de gastar todo seu dinheiro em shampoos e cremes, avalie a função da sua tireóide. Esta pequena glândula em forma de borboleta influencia praticamente todos os tecidos do corpo. Os hormônios da tireóide regulam o metabolismo, o uso da energia e do oxigênio.

Entre os 35 e os 65 anos de idade, 13% das mulheres desenvolvem hipotireoidismo. Após os 65 anos a proporção aumenta para 20%. A queda na produção hormonal provoca uma variedade de sintomas como fadiga, constipação, intolerância ao frio, queda de cabelo e unhas quebradiças, dores nas pernas, alterações emocionais, ganho de peso, dificuldade de concentração e problemas de memória. Também pode aumentar o risco de hipercolesterolemia, pressão alta e doenças cardíacas. Com o hipotireoidismo, o metabolismo torna-se mais lento, o que reduz a transpiração e a hidratação natural da pele, que acaba ficando mais escamosa e seca.

Durante uma consulta seu médico fará a palpação da tireóide para averiguar se há aumento da glândula (bócio). Também poderá solicitar exames de sangue para avaliação das concentrações de TSH (hormônio estimulante da tireoide), que é o melhor teste de triagem para doenças da tireoide. Também solicitará a avaliação do hormônio tireoidiano tiroxina (T4) livre. Você provavelmente obterá um dos seguintes resultados. Pessoas com funcionamento normal da tireóide tem TSH entre 0,45 e 4,5 mU / L. Neste caso, a queda de cabelo e secura da pele podem ser resultado de outros atores como desidratação, baixo consumo de frutas, verduras ou proteínas de boa qualidade.

Se o seu TSH estiver elevado (acima de 4,5 mU / L) e a quantidade de T4 disponível (livre) for normal (0,8 a 2,0 ng / dl), você tem hipotireoidismo subclínico. Neste caso vale a pena suplementar iodo, zinco e selênio. A dieta também precisa ser antiinflamatória e rica em antioxidantes.

Caso seu TSH esteja alto e seu T4 baixo, você tem uma tireóide pouco ativa, que deve ser tratada, com medicação (levotiroxina sódica, que é o T4 sintético). Esta condição pode ser permanente ou temporária, como acontece, por exemplo, após uma infecção viral, gravidez (tireoidite pós-parto) ou um ataque auto-imune.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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