Os 7 motivos pelos quais o bebê para de chorar quando mama

Os bebês choram por muitos motivos. Pode estar com fome, com sede, com a fralda suja, com sono, com dor de barriga, carentes, com frio, com os dentinhos nascendo, entediados, doentes. Quando o bebê é amamentado recebe muito mais do que nutrientes da mãe. Aqui estão 7 razões pelas quais crianças param de chorar quando são amamentadas:

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1) O leite tem a quantidade de calorias, carboidratos, lipídios e proteínas perfeitas para o desenvolvimento do bebê. Se está com fome, não precisa de mais nada até os 6 meses, além do leite da própria mãe. Bebês de todos os mamíferos ficam irritados se estão com fome e calmos quando estão alimentados.

2) Se o bebê está com sede também pedirá para mamar. O leite humano é composto de 90% de água. Por isso, o bebê que está sendo exclusivamente amamentado estará bem hidratado, não precisando de água extra na alimentação.

3) Os bebês sentem-se seguros quando mamam. Existem estudos mostrando que o aleitamento ajuda o bebê a sentir-se menos estressado.

4) Ajuda a dormir. Mamar cansa. Além disso o leite materno contém melatonina (hormônio do sono), aminoácidos e nucleotídeos que facilitam o sono. Quando o bebê mama ele próprio também libera colecistocinina, que facilita o relaxamento e o descanso (Urväs-Moberg, Marchini & Winberg, 1993; Engler et al., 2012).

5) O bebê fica mais quentinho quando está perto da mãe. Sugar é difícil. Mamar é o maior esforço que um bebê recém-nascido faz durante o dia. Por isso, ele acaba aquecendo, como se estivesse fazendo uma atividade física. Se estava com frio, a atividade e o contato com o corpo da mãe farão com que fique bem confortável. Se já estava com calor, vai suar para regular a própria temperatura corporal.

6) O leite materno possui gosto levemente adocicado e o ser humano ama este sabor. Ao entrarmos em contato com açúcares produzimos dopamina, neurotransmissor da recompensa, do prazer.

7) A boca é a zona corpórea inaugural que possibilita ao bebê um encontro com o outro e com o mundo. Mamando o bebê é muito estimulado e o tédio vai embora. Ele sente diferentes sabores com o leite materno. No colo da mãe sente cheiros, texturas. Ele toca a mãe, olha. É um momento de grande aprendizado. Neste vídeo falo um pouco sobre a oralidade, que também é importante em outras fases da vida:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Altas temperaturas e a formação de toxinas (acroleína, acrilamida, aldeídos) - saiba como progeger-se

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De forma geral, qualquer alimento queimado, como vegetais, carnes, café, entre outros, podem apresentar acrilamida, aldeídos e acroleína. O consumo habitual destes alimentos queimados, fritos ou grelhados a altas temperaturas (como batata, nuggets, carnes defumadas, pastel, churrasco), segundo estudos, apresentam relação com malefícios a saúde, como a disfunção mitocondrial e o aumento do risco de câncer.

Compostos tóxicos na fumaça do cigarro (Papoušek et al., 2014)

Compostos tóxicos na fumaça do cigarro (Papoušek et al., 2014)

Estas substâncias são formadas também no processo de combustão do cigarro, que além de câncer, aumenta o risco de problemas pulmonares e cardiovasculares.

A acrilamida é produzida quando há combinação entre carboidrato, proteína e alta temperatura (acima de 120oC).

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COMO PROTEGER-SE?

As mais importantes estratégias são não fumar e evitar o consumo de frituras. Quanto maior é a dose de frituras na dieta mais toxinas estará entrando em contato com suas células e maior será a toxicidade. Mas podemos de vez em quando? Sim, o consumo eventual e em pequenas doses faz com que o corpo aprenda a defender-se. Este é um conceito chamado de hormese, que leva a uma adaptação gradual do corpo (Sthijns et al., 2014). Além disso, o efeito no corpo dependerá da quantidade de glutationa que está disponível no corpo.

Para produzir glutationa você precisa consumir alimentos ricos em cisteína, aminoácido rico em enxofre (como brócolis, couve, repolho, couve-flor, agrião, rúcula, alho, cebola). Pessoas com carências de determinados nutrientes podem ter dificuldade de produzir glutationa. Neste caso, um nutricionista pode sugerir suplementação adequada (incluindo B9, B12, B2, vitamina E, ômega-3, magnésio e selênio.

Há muito mais que podemos fazer para protegermos nossas células e DNA. A glutationa também está presente em alguns alimentos crus (mas não necessariamente nos cozidos). O consumo adequado de frutas e verduras (pelo menos 400g ao dia) e condimentos ricos em substâncias protetoras, reduz o impacto negativo destas toxinas em nosso organismo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplementação adequada para pacientes em uso de metotrexato

O metotrexato (MTX) é um dos medicamentos usados no tratamento da leucemia infantil, psoríase, reumatismo, artrite, eczema e outras doenças da pele. O uso por curto tempo pode causar náuseas, diarreia, cansaço. Por longo tempo pode causar neurotoxicidade. O que acontece é que a droga interfere no metabolismo da vitamina B9. Por isso, a vitamina deve ser suplementada na forma de ácido folínico ou metilfolato para que os efeitos colaterais agudos sumam.

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Metotrexato na artrite

As ações do MTX no ácido fólico não estão relacionadas à sua capacidade de reduzir a inflamação e o dano articular nas baixas doses usadas no tratamento da artrite reumatóide. Assim, o uso da vitamina B9 reduz o risco de efeitos colaterais, sem comprometer o tratamento. Existe B9 em suplementos multivitamínicos. Porém a quantidade ali presente é geralmente de 400 mcg e pacientes com artrite fazendo uso de MTX podem precisa de dosagens entre 1.000 mg e 2.000 mg para adequado controle dos sintomas. Além disso, o ácido folínico e o metilfolato serão mais eficientes do que o ácido fólico contido na maioria dos multivitamínicos

Metotrexato no câncer

O metotrexato também é usado no tratamento de células malignas, como na leucemia. O remédio inibe a enzima que reduz o ácido diidrofólico (DHF) em tetrahidrofolato (THF). Dessa forma, o medicamento reduz a síntese de DNA, a replicação e restauração celular, a proliferação de tecidos, contribuindo para o tratamento do câncer.

Neste caso, não é possível o uso do suplemento de B9 já que o que se quer é justamente o impedimento destas reações. Porém, o metotrexato, assim como o óxido nítrico (frequentemente usado no tratamento da leucemia) reduzem a vitamina B12, aumentando o risco de neuropatias e manifestações neuropsiquiátricas como depressão, fraqueza, fadiga, ataxia. Por isso, a suplementação de vitamina B12 é recomendada para este grupo.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/