Benefícios da aveia

A aveia foi o primeiro alimento funcional autorizado a ser divulgado no Brasil pela ANVISA. Os estudos com este alimento são antigos, principalmente quanto ao papel da fibra beta glucana reduzir a absorção de colesterol. Quantidades pequenas (5g/dia) já mostram resultados positivos (http://www.nutricionhospitalaria.com/pdf/5560.pdf).

Estudos mostram que o consumo deste cereal estimula a produção e excreção de ácidos biliares, que são naturalmente ricos em colesterol, outro motivo para a melhoria do perfil lipídico (http://www.ajcn.org/content/76/5/1111.full).  Possui também polifenóis com ação antioxidante (avenantramidas) capazes de reduzir a inflamação e as concentrações plasmáticas de IL-6 e TNF, reduzindo a incidência ou a gravidade de problemas como asterosclerose, obesidade, doença inflamatória intestinal... De acordo com Coenig et al (2011) as avenantramidas são absorvidas chegando a coração, fígado, músculo esquelético permanecendo nestes tecidos por até 12 horas, o que é ótimo.

Ajuda também no controle da glicemia, tanto em virtude de seu conteúdo de fibras mas também por mecanismos moleculares que começam a ser estudados. Estudos mostram que diminuem o risco de câncer de cólon, aumentam a colonização por lactobacilos, aumenta a produção de IgA local (melhora a imunidade) e, além disso, também reduzem o tamanho do câncer já instalado.

Por este conjunto é considerada um super-alimento. Veja artigo de 2012: http://www.springerlink.com/content/p513x44g2n658438/

Outro de 2012: Principais propriedades biológicas da aveia - http://www.springerlink.com/content/j77668053681325u/

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Taurina e Síndrome de Down

A taurina, ou ácido 2-aminoetanossulfônico é um peptídio sintetizado a partir dos aminoácidos metionina, cisteína e da vitamina B6 como co-fator. Fundamental ao adequado funcionamento do sistema nervoso, musculatura esquelética, sistema cardiovascular, intestinos e ossos.  Também tem efeito desintoxicante, facilitando a excreção de substâncias tóxicas, por meio da bile. Intensifica os efeitos da insulina favorecendo o anabolismo. 

Sua ação no cérebro contribui para a redução da ansiedade, hiperatividade e favorece a integridade das membranes celulares. Juntamente com o zinco mantém as estruturas oculares saudáveis.  Os alimentos de origem animal são as principals fontes por isto o ideal é que veganos façam a suplementação do peptídio.

Além disso, crianças com síndrome de down, cuja síntese protéica e de enzimas tende a ser menos eficiente e a excreção urinária aumentada, podem se beneficiar do uso do peptídio, principalmente durante a primeira infância, fase de grande desenvolvimento cognitivo.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Chia

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Este grão parecido com o gergelim é uma das sensações do momento devido ao seu excelente perfil nutricional, o que confere a ele propriedades antiinflamatórias e hipoglicemiantes. Tudo isto devido ao seu alto conteúdo de fibras, ômega-3, proteínas vegetais, magnésio e potássio. O grão pode ser ingerido misturado a frutas, sucos, sopas, vitaminas ou iogurte. As fibras aumentam a saciedade, o que torna o alimento um bom coadjuvante para a perda de peso. Um benefício adicional é a melhoria do peristaltismo intestinal.

Outra opção é o óleo de chia que pode ser utilizado como tempero para saladas. Aqui as fibras foram removidas mas o óleo é rico em ômega-3, com propriedades antiinflamatórias, o que também auxilia no controle da fome, reduz dores e melhora o perfil lipídico, protegendo o organismo contra doenças cardiovasculares. E, caso você queira um bolo, farofa, mingau ou purê mais saudável, substitua parte da farinha da receita pela farinha de chia, que também pode ser adicionada a sucos ou iogurtes. Contudo não abuse das quantidades, já que a chia é um alimento calórico e o consumo excessivo pode causar ainda desconforto gástrico. Além disso, o uso é contra-indicado para indivíduos com doenças inflamatórias intestinais, diverticulite e intolerância ao produto.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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