Sabia que indivíduos que consomem dieta mais rica em fibra vivem mais? As fibras mantém o trato digestório funcionando corretamente, o que diminui o risco de câncer local e também em outras partes do corpo. Além disso, as bactérias que metabolizam as fibras produzem substâncias a partir delas que reduzem também o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, doenças infecciosas e respiratórias. Estudo publicado este mês no Archives of Internal Medicine avaliou 219.123 indivíduos entre os 50 e 71 anos de idade. Após 9 anos do estudo observou-se que a incidência de óbitos foi 22% menor naqueles que ingeriam pelo menos 26 gramas de fibra ao dia em relação aos que consumiam apenas 13 gramas de fibra ou menos ao dia. Para aumentar o seu consumo de fibras ingira pelo menos 5 porções de frutas e verduras ao dia e substitua a maior parte dos cereais refinados da sua alimentação por cereais integrais. Para saber o que significa uma porção de fruta ou verdura consulte o guia alimentar para a população brasileira, observando o anexo C.
Refrigerante diet pode aumentar o risco de derrame
Estudo divulgado este mês aponta que indivíduos que ingerem refrigerantes diet diariamente tem um risco 61% maior de sofrerem eventos vasculares em relação a indivíduos que não tomam refrigerantes. O problema maior neste caso, é que os refrigerantes diet tem um alto conteúdo de sódio.
Uma ingestão superior a 4g ao dia mais que dobra o risco de derrames. Mesmo que o indivíduo não seja hipertenso a cada 500 mg adicionais de sódio o risco de derrame aumenta em 16%. Por isto, o ideal é reduzir o consumo de alimentos diet em geral, evitar adoçantes que contenham sacarina sódica e/ou ciclamato de sódio, moderar no consumo de sal, evitar o consumo de salgadinhos, embutidos e molhos para salada industrializados.
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Remoção das amígdalas aumenta o risco de excesso de peso
Sabia que crianças que passam por amigdalectomia/tonsilectomia (remoção cirúrgica das amígdalas) têm risco aumentado de ganhar peso acima dos padrões esperados para a idade?
Dados de 9 estudos dos últimos 40 anos foram analisados e observou-se que no período compreendido entre 6 meses e 1 ano após a cirurgia a média de aumento do Índice de Massa Corporal foi de 7%. Em outra análise foi evidenciado que entre 50 e 75% das crianças ganham peso após a cirurgia.
Existem algumas teorias sobre as causas do ganho de peso após a cirurgia. Uma é que as amígdalas inflamadas ocupam mais espaço na cavidade oral e por isto as crianças gastariam mais calorias para respirar. Uma vez que as mesmas são removidas e a respiração torna-se mais fácil o gasto calórico torna-se mais difícil.
Outra teoria é que durante o processo inflamatório a criança se alimentaria mal devido a dor ou falta de apetite. Após a cirurgia as crianças consumiriam mais alimentos do que anteriormente, podendo eventualmente exagerar na dose. Contudo não se sabe porque algumas crianças não ganham peso após a cirurgia. Provavelmente não é apenas a cirurgia a causa do problema mas também os hábitos alimentares inadequados da maior parte das famílias. Além disso, antes de se optar pela cirurgia devemos buscar entender a causa da hipertrofia das amígdalas. A alergia alimentar, por exemplo, pode provocar tais eventos.


