Cada coisa em seu lugar!

Artigo publicado este mês no Journal of Agricultural and Food Chemistry mostrou que substâncias cristalinas como a vitamina C, algumas vitaminas do complexo B entre outros suplementos são mais afetados pela umidade e o calor, que pode dissolvê-los. De acordo com a pesquisadora Lisa Mauer (foto) a instabilidade química criada diminui o tempo de vida do suplemento.

A vitamina C, por exemplo, pode ser destruída em apenas uma semana quando armazenada em banheiros ou cozinhas.  O problema maior é que ao abrir a tampa do suplemento a umidade do banheiro, por exemplo, entra no pote dissolvendo e danificando o produto. A umidade no banheiro pode chegar a mais de 98%,  valor superior ao suportadopor muitos compostos incluíndo o ascorbato de sódio, a frutose e o ácido ascórbico (vitamina C). Depois que a temperatura diminui, o produto solividifica novamente porém o estrago já foi feito. Algumas vitaminas podem apresentar manchas marrons, principalmente em suplementos infantis. O consumo não chega a ser perigoso, mas não funcionará como fonte de nutrientes e sim como fonte de corantes e açúcar - como as balas comuns. Por isto, lembre-se estes produtos devem ser armazenados em locais secos e frescos, como instrução do rótulo.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Carne vermelha aumenta o risco de câncer de cólon

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Não é de hoje que se sabe que a carne vermelha aumenta o risco de câncer de cólon. Porém, agora alguns mecanismos foram revela dos.

De acordo com estudo publicado no Cancer Research os principais compostos envolvidos seriam o ferro heme, os nitritos/nitratos e as aminas heterocíclicas. No estudo, que levou 7 anos e envolveu 300.000 pessoas, foram diagnosticados 2.719 casos de câncer de cólon sendo que o risco foi 24% maior naqueles que consumiam carne vermelha e 16% maior nos que consumiam carnes processadas (presunto, mortadela, salsicha, linguiça).

Carnes fritas em altas temperaturas também aumentam o risco por produzirem aminas herocíclicas que não estão presentes nas carnes que passaram por outras formas de preparo. As aminas herocíclias aparecem quando a creatina (composto químico rico em energia encontrado nas carnes) se combina com outros aminoácidos em altas temperaturas. Na pesquisa, foram encontradas 17 tipos diferentes de aminas heterocíclicas que podem ser mutagênicas aumentando o risco de câncer.

Fonte: Amanda J. Cross, Leah M. Ferrucci, Adam Risch, Barry I. Graubard, Mary H. Ward, Yikyung Park, Albert R. Hollenbeck, Arthur Schatzkin, Rashmi Sinha. A Large Prospective Study of Meat Consumption and Colorectal Cancer Risk: An Investigation of Potential Mechanisms Underlying this AssociationCancer Research. 09/03/2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O sabor da gordura

Esta semana eu só falei mal da gordura, mas porque será que gostamos tanto de alimentos ricos em lipídios? A resposta pode estar na pesquisa de cientistas das Universidades Deakin e Adelaide, na Austrália. As papilas gustativas localizadas na lingua possuem receptores para a detecção dos sabores doce, salgado, azedo, amargo e umami, certo? Certo. Mas de acordo com os pesquisadores existe um sexto sabor: gordura. Segundo os achados publicados na última edição do British Journal of Nutrition, indivíduos com maior sensibilidade ao sabor das gorduras, sentem-se menos atraídos por alimentos ricos em lipídios e por isto possuem um IMCmenor. Algumas pessoas parecem ter receptores para gordura menos sensíveis tornando-as vulneráveis ao ganho de peso, em um mundo onde muitos alimentos são ricos neste nutriente. O próximo passo da pesquisa será entender porque algumas pessoas são mais sensíveis do que outras, o que pode no futuro ajudar no desenvolvimento de novos produtos, principalmente aqueles voltados para a perda de peso.

Fonte: Jessica E. Stewart, Christine Feinle-Bisset, Matthew Golding, Conor Delahunty, Peter M. Clifton and Russell S. J. Keast. Oral sensitivity to fatty acids, food consumption and BMI in human subjectsBritish Journal Of Nutrition, 2010; 1.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/