Ração Humana: Jogada de marketing

racao-humana-186133690.jpg

Ração Humana. Nunca achei que esse nome ia pegar já que uma das coisas mais importantes na alimentação é o sabor. Mas onome chamou a atenção e tem dado certo. Os fabricantes estão muito felizes, é muito fácil encontrar em tudo quanto é loja de produtos naturais, na internet então...

Mas o que é isso? A ração humana na verdade é uma mistura de vários alimentos que os nutricionistas já indicam há anos: gergelim, quinua, germe de trigo, soja, levedo de cerveja, agar agar e outros, variando de fabricante para fabricante. O ponto principal é que você não precisa comprar, você pode fazer sua própria mistura de sucesso em casa. Além disso, ao contrário do que dizem por aí, não deve ser utilizada em excesso já que fibras além da conta interferem na absorção de minerais fundamentais ao bom funcionamento do organismo e ao emagrecimento como zinco, magnésio e cálcio. 

Por falar em emagrecimento tenho lido reportagens que prometem perda de até 8 kg em pouco tempo com o uso da ração. Verdade? Claro que não, a não ser que vários outros hábitos sejam modificados. O que adianta acrescentar fibras e vitaminas e continuar na batata frita e chocolate? Nada! No consultório eu vivo falando da quinoa e de outros cereais integrais pois os mesmo realmente melhoram o funcionamento intestinal, logicamente associados ao consumo adequado de água, além de diminuírem a absorção de colesterol. Além disso dão saciedade, o que é realmente muito bom para quem está em processo de emagrecimento. Mas realmente prefiro que você prepare em casa, sabe-se lá como estão sendo feito estas misturas. Aliás, já tivemos muitos problemas no passado com a utilização da multimistura, lembram? 

E não se enganem, a ração humana não alimenta como a ração animal, que você compra para o seu gato ou cachorro. Ela deve ser utilizada junto às refeições: no suco, vitamina, iogurte, sopa, feijão. Se for malhar aumente a energia (valor calórico) do produto batendo com uma fruta, leite de soja e duas colheres de sopa da sua mistura. Acabou? Use quinoa, granola ou aveia. Já se você for competir fique longe destas ou qualquer outra fonte de fibras. Pessoas muito sensíveis ao alto consumo de fibras ou mesmo com doenças inflamatórias intestinais em fases críticas ou indivíduos em preparos para certos exames ou cirurgias do trato digestório também devem evitar estímulos adicionais. Ou seja, ração não é bom para todo mundo!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

A salada pode salvar sua vida!

As palavras da sua mãe ("Coma a salada") ainda ecoam em sua mente? Bom, ela está certíssima, os vegetais não só fornecem vitaminas e minerais, mas também clorofila. De acordo com pesquisadores uma pequena dose deste composto ou da clorofilina - encontrada principalmente em vegetais verde escuros, como espinafre, brócolis, rúcula, agrião - pode reverter o efeito da intoxicação por aflatoxinas, salvando sua vida. A aflatoxina é uma micotoxina potente e potencialmente carcinogênica (principalmente a AFB1) encontrada em fungos.

Alimentos propensos à contaminação incluem sementes, castanhas, amendoins e leite. Os doutores Graham Bench e Ken Turteltaub em conjunto com pesquisadores da Universidade do estado de Oregon, nos EUA e com a indústria Cephalon Inc., conseguiram  demonstrar o efeito protetor dos vegetais após a inoculação em voluntários humanos com aflatoxina. Após a inoculação um dos grupos fazia refeições normais enquanto os outros ainda recebiam cápsulas de clorofila e clorofilina. Os grupos ingerindo os suplementos impediram a absorção da aflatoxina, o que foi comprovado pela menor concentração do composto no plasma e urina.

Consuma pelo menos 400g de frutas e verduras ao dia!

Nosso cérebro precisa muito de vitamina B9. Os vegetais verde escuros fornecem ainda magnésio, carotenóides, vitamina C, vitamina E, fibras, vitamina K, potássio, cálcio, ferro, luteína e zeaxantina. Está tudo caro? Aproveite ao máximo aos alimentos. Coma as hiper nutritivas folha de beterraba, folha de rabanete, folha de couve-flor, folha da cenoura... Talvez você nunca tenha visto estas folhas pois geralmente são cortadas e jogadas fora. Vá à feira e peça para o feirante.

Corte-as fininhas como faria com a couve da feijoada, coloque na frigideira com um pouquinho de água, tampe a frigideira, e abafe. Cozinhe em fogo médio para baixo. Folhas abafadas são ótimas para a saúde. Quando for comer, coloque um pouquinho de limão para facilitar a absorção do ferro. Depois tempere a gosto (azeite de oliva, óleo de gergelim, de chia, de linhaça, de girassol extra virgem, sal...). Cozinha bem rapidinho, 2 a 3 minutinhos. O sabor amargo é derivado de substâncias contendo enxofre que ajudam o fígado a eliminar toxinas.

PRECISA DE AJUDA? MARQUE AQUI SUA CONSULTA ONLINE

Para saber mais: 

Jubert, Carole, Mata, John, Bench, Graham, Dashwood, Roderick, Pereira, Cliff, Tracewell, William, Turteltaub, Kenneth, Williams, David, Bailey, George. Effects of Chlorophyll and Chlorophyllin on Low-Dose Aflatoxin B1 Pharmacokinetics in Human Volunteers. Cancer Prev Res 2009 2: 1015-1022.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Depois dos 50, não abuse de ferro e cobre

2016-10-27-1477574377-6125494-Humanaging-thumb.jpg

Apesar de serem nutrientes essenciais à vida, não é de hoje que os cientistas ligam os altos níveis de cobre e ferro a doenças como Alzheimer, as cardiovasculares e outras comuns na terceira idade.

Relatório publicado no ACS' Chemical Research in Toxicology sugere passos específicos que consumidores a partir dos 50 anos deveriam adotar afim prevenir o acúmulo desnecessário destes metais, como não ingerir suplementos que contenham cobre e ferro, a não ser em caso de deficiência, diminuir o consumo de carne (principalmente vermelha), doar sangue com regularidade, não ingerir água que venha de encanamentos de cobre e ingerir suplementos de zinco afim de diminuir a absorção deste mineral (Brewer et al., 2009).

Alimentos ricos em ferro:

  • Carne vermelha

  • Fígado

  • Melaço da cana

  • Açúcar mascavo

  • Uva passa e damasco secos

Alimentos ricos em cobre:

  • Carne bovina

  • Carne de cordeiro

  • Fígado bovino

  • Rim bovino

  • Cacau em pó

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/