Coma mais maçãs

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As variedades são muitas e a composição química magnífica:  0,5% de proteínas, 14% de carboidratos e muitos micronutrientes essenciais à saúde como potássio, magnésio, fósforo, além das vitaminas A, B1, B2, B6 e C. Estudos antigos já mostravam que o consumo de uma mação ao dia era capaz de reduzir os níveis de colesterol no sangue, melhorar a eliminação de metais tóxicos, reduzir a incidência de doenças periodontais e facilitar a digestão.

Fora isso, são muito fáceis de serem carregadas na bolsa, sendo um lanche muito prático. Para complementar, um novo estudo publicado no MC Microbiology mostrou que as bactérias boas presentes no trato digestório adoram os compostos presentes nas maçãs, o que fortalece o sistema imunológico local e mantém as células do intestino saudáveis, algo fundamental para a prevenção do câncer de cólon e de doenças inflamatórias intestinais.

  No estudo realizado com camundongos, os que ingeriram mais pectina, um componente das fibras dietéticas da mação, tinham quantidades aumentadas de bactérias benéficas, que melhoram a saúde intestinal. Estas bactérias conseguem utilizar a pectina para produzir ácidos graxos de cadeia curta, matéria prima que mantém o pH do meio em condições ótimas não só para a sobrevivência delas mesmas mas também para a boa absorção de nutrientes. O butirato produzido também mantém as células do intestino saudáveis. 

Pesquisa: 

Tine R Licht, Max Hansen, Anders Bergstrom, Morten Poulsen, Britta N Krath, Jaroslaw Markowski, Lars O Dragsted and Andrea Wilcks. Effects of apples and specific apple components on the cecal environment of conventional rats: role of apple pectinBMC Microbiology, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Plástico e doenças crônicas

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O bisfenol A (BPA), composto utilizado na fabricação do plástico, já foi implicando no câncer, obesidade, problemas reprodutivosdiabetes, doenças hepáticas e cardiovasculares. Por isto, alguns países proibem seu uso em mamadeiras e chupetas.

O problema é que diversas outras embalagens como garrafas de refrigerantes, utensílios como colheres e conchas de plástico, filmes plásticos para embalar alimentos e recipientes tipo tupperware. O uso do bisfenol nos plásticos os tornam mais resistentes à lesões, arranhões e até a aquecimentos. O problema é que desde 2007 foi comprovado que o composto é absorvido pelo organismo, indo parar em nossa corrente sanguínea.

De acordo com estudos recentes, quanto maior é a concentração em nosso organismo maior são os efeitos deletérios. Estudo publicado este ano confirma mais uma vez a relação entre as concentrações de bisfenol medidas na urina (sinal de que foi absorvida) e as doenças cardiovasculares nos americanos. Mesmo assim, a própria Tupperware, a mais famosa fabricante de embalagens plásticas no mundo, diz não estar convencida com estas pesquisas e afirma não utilizar o bisfenol apenas em embalagens destinadas ao público infantil.

Se você está pensando em fugir dos plásticos, adote as dicas:

- Nunca aqueça os plásticos pois isto facilita a passagem do bisfenol para os alimentos. Ou seja, nada de colheres e conchas de plástico dentro da panela e nada de potes de plástico no microondas!

- Não cubra os alimentos com filmes plásticos ao menos que o mesmo não toque o alimento. Uma alternativa é substituir os filmes por papel manteiga.

- Gradativamente, vá substituindo as embalagens e potes plásticos da sua casa por aquelas de vidro temperado.

Fonte: 

David Melzer, Neil E. Rice, Ceri Lewis, William E. Henley, Tamara S. Galloway. Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06PLoS ONE, 2010; 5 (1).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta rica em metionina aumenta o risco de Alzheimer

A metionina é um aminoácido, constituinte de proteínas, cujos níveis são altos principalmente em alimentos de origem animal, como as carnes. Quando os níveis de metionina estão muito altos o corpo tenta se proteger transformando-a em outro aminoácido denominado homocisteína. O problema é que estudos prévios já haviam demonstrado que altos níveis de homocisteína aumentam o risco de doenças cardiovasculares e demência.

Para testar a hipótese de que altos níveis de homocisteína afeta o o funcionamento do sistema nervoso, camundongos de 15 meses (o equivalente aos 70 anos de idade humanos) foram alimentados durante 7 meses com uma dieta rica em homocisteína. O grupo de ratos que consumiu a dieta rica em metionina, teve as concentrações de homocisteína muito aumentadas. Além disso houve uma deposição 40% maior de placa amilóide no cérebro, uma medida para o grau no qual a doença de Alzheimer evoluiu. Os pesquisadores também observaram uma menor capacidade de aprendizado e de ganho de novas habilidades nos camundongos com dietas ricas em metionina.

É importante salientar que a metionina é um aminoácido essencial ao organismo e que retirá-la da dieta não irá prevenir a doença, porém o consumo exagerado de carnes poderá acelerar o processo de envelhecimento do sistema nervoso. Por isto, não abuse, a dieta equilibrada é a chave para a prevenção desta e de muitas outras condições associadas com a idade.

Artigo: 

J.-M. Zhuo, D. Pratico.  Normalization of hyperhomocysteinemia improves cognitive deficits and ameliorates brain amyloidosis of a transgenic mouse model of Alzheimer's diseaseThe FASEB Journal, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/