Aos sobreviventes do câncer

Felizmente mais e mais pacientes estão ganhando a batalha contra o câncer porém, lembre-se que após os meses e anos mais duros de tratamento o acompanhamento não pode ser deixado de lado. Isto porque a perda de massa muscular, problemas cardíacos associados, perda óssea são comuns como resultado da exposição prolongada à medicamentos e tratamentos hormonais.

Além disso, há o risco de uma reincidência e, desta forma, estratégias preventivas tornam-se cruciais. Portanto, além de adotar um estilo de vida mais saudável, livre de drogas, álcool cigarro, não se esqueça de praticar exercícios regularmente e conversar com seu nutricionista sobre uma dieta mais rica em antioxidantes, cálcio e outros nutrientes importantes. Aprenda a apreciar os alimentos integrais e ricos em fibras, coma mais frutas e verduras, diminua a porção dos alimentos, caso necessário, perda peso lentamente e aprenda estratégias de combate ao estresse. :-)

Pacientes com câncer: a troca de leite por whey é benéfica

Pacientes que adoram um leite precisam ter mais cuidado. O leite e o queijo estimulam muito a secreção de IGF-1 e a proliferação celular. O whey tem um efeito muito mais brando neste sentido (Melnik et al., 2012). Estudos também mostram que o whey ajuda a evitar a caquexia do câncer. Por isso, se está fazendo tratamento contra o câncer, indico que troque seu leite por uma proteína vegana neutra sem corantes ou um whey isolado sem corantes.

Opções de whey isolado sem corantes e sabor neutro:

Proteína vegana sem corantes e sabor neutro:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Ganho de peso na gestação

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O excesso de peso na gestação representa um risco tanto para a mãe quanto para o bebê. As novas recomendações do instituto de medicina (IOM) explicam em detalhes quanto peso as gestantes devem ganhar. Um grande problema é a falta de planejamento para a gestação. Engravidar acima do peso (ou muito abaixo) é perigoso. Assim, recomenda-se que para entrar na gestação, a mulher esteja com um IMC entre 19.8 e 26 kg/m2, valores associados a menor risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e problemas no parto.

O sobrepeso e a obesidade também aumentam o risco de defeitos estruturais no feto, incluindo espinha bífida, defeitos cardíacos, atresia anoretal, problemas abdominais e na uretra, hérnias diafragmáticas dentre outros. Mulheres obesas também apresentam maior dificuldade para iniciar o aleitamento materno e mantê-lo por mais que 1 a 3 meses. O ganho de peso depende portanto do peso anterior a gestação. Mulheres acima do peso devem ganhar menos peso do que mulheres baixo peso.

Mulheres esperando gêmeos precisam de um adicional de 500kcal/dia já no primeiro trimestre gestacional. Mulheres esperando um bebê só precisam adicionar 340 kcal diárias e após o segundo trimestre. No terceiro trimestre o adicional deverá ser de 450 kcal diárias. Contudo, isto pode variar de acordo com o peso pré-gestacional.

Suplementação para um bebê saudável

A suplementação na gravidez varia para cada mulher e deve ser prescrita e avaliada durante a consulta, a partir da anamnese, resultado de exames, sinais e sintomas. Mas, de forma geral, a mulher deverá utilizar vitamina D, metilfolato, ômega-3, probióticos e um suplemento multivitamínico específico para esta fase da vida. Muitas mulheres também beneficiam-se do uso da melatonina.

A modulação da microbiota intestinal também é importante. Um intestino inflamado contribui para o aumento do risco de diabetes gestacional. Aprenda mais aqui.

Moro hoje fora do Brasil mas se desejar pode marcar comigo uma consultoria online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Receptor exclusivo para glutamato é descoberto na língua

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A palatabilidade e aceitação de um determinado alimento depende de vários fatores, porém existem sabores básicos, mais aceitos. Nossa língua é forrada por receptores capazes de sentir sabores específicos. Agora um receptor foi encontrado especificamente para o glutamato. De acordo com Ana San Gabriel, existem outros receptores ativados quando o glutamato está presente na dieta, porém os mesmos não são específicos já que precisam estar em contato com nucleotídeos e outros aminoácidos para serem ativados.

O glutamato é um aminoácido não essencial, estável e de fácil dissolução. Na culinária é usado por alguns restaurantes para reduzir o tempo de cocção de alguns alimentos ou para ressaltar sabor e cor. O problema é que o uso do glutamato aumenta a perda de vitaminas e ainda pode ser perigoso contribuindo para o aumento da pressão em indivíduos hipertensos.

Existem ainda controvérsias sobre a segurança do glutamato, porém de acordo com os mesmos pesquisadores responsáveis pelo artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o sabor umami, do glutamato está presente desde a mais tenra idade, visto que é encontrado também no leite materno. Um bebê de 5kg que mama cerca de 800 ml de leite, ingere aproximadamente 0,16 g de glutamato ao dia. Dependendo do tipo de alimento consumido, a ingestão de adultos varia em torno de 10 gramas ao dia (100 a 150 mg/kg/dia). Já o consumo do condimento glutamato de sódio varia entre 0,4g/dia nos EUA, 0,6g na Inglaterra, 1,5g no Japão e 3g em Taiwan.

Referência principal:

Ana San Gabriel, Takami Maekawa, Hisayuki Uneyama, y Kunio Torii. Metabotropic glutamate receptor type 1 in taste tissue. American Journal of Clinical Nutrition, 2009; 90 (3): 743S.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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