Aleitamento materno melhora a composição corporal das crianças

Vários estudos já mostraram que o ambiente é um fator importante no desenvolvimento da obesidade infantil. Agora, um estudo utilizando absormetria de raios X de dupla energia (DEXA) mostrou que quanto maior o tempo em que as crianças são amamentadas melhor é a composição corporal das mesmas, com mais músculos e menos gordura. O estudo também mostrou que a composição foi melhor quanto mais nutritiva era a alimentação complementar. A mesma é definida como a alimentação no período em que outros alimentos ou líquidos são oferecidos à criança, em adição ao leite materno.

Alimento complementar é qualquer alimento dado durante o período de alimentação complementar e que não seja leite materno. No estudo em questão, quanto mais rica em frutas, verduras e alimentos preparados em casa maior era o percentual de massa magra aos 4 anos de vida. Aprenda como introduzir a alimentação complementar de seu bebê no curso online.

Artigo citado:

Robinson et al. Variations in infant feeding practice are associated with body composition in childhood: a prospective cohort studyJournal of Clinical Endocrinology & Metabolism, August 2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Gestantes: comer por 2 faz mal para você e para o bebê

Após revisão dos dados de mais de 1.300 gestantes, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, concluíram que as mulheres cujo o consumo chega a 500 kcal extras ao dia ganham até 15 kg acima do recomendado. O problema é que o ganho excessivo de peso não só aumenta o desconforto da coluna e articulações mas também a pressão sanguínea e as chances de complicações durante a gravidez e o parto. Além disso, bebês que nascem grandes (e gordos demais) tem também um maior risco de desenvolverem obesidade em fases posteriores da vida.

Comer 500 kcal a mais é conseguido facilmente. Um cheeseburguer com maionese tem 500 kcal, assim como 2 brownies, 1,5 fatias de pizza, 100g de mousse de chocolate ou 2 fatias de bolo. Por isto é muito importante a orientação de um nutricionista assim como é essencial a substituição destes alimentos por outros menos calóricos e a inclusão de mais frutas e verduras na dieta afim de aumentar o consumo de vitaminas e minerais importantes para a mãe e para o bebê.

De acordo com o estudo americano foi também observado que as mulheres vegetarianas ganham menos peso na gestação, que o aumento do consumo de gorduras monoinsaturadas, presentes no azeite, nas nozes, nas castanhas e no abacate também promoveu menos ganho de peso, enquanto o consumo de apenas uma porção de alimentos fritos ao dia aumenta o risco de engordar demais em 4 vezes.  Segundo dados apresentados pela Dra. Alison Stuebe,  o consumo de laticínios também está associado com maior ganho de peso nesta fase da vida.

A quantidade de peso que a mulher deve ganhar na gestação varia de acordo com o Índice de Massa Corporal pré-gestacional:

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Suplementação para um bebê saudável

A suplementação na gravidez varia para cada mulher e deve ser prescrita e avaliada durante a consulta, a partir da anamnese, resultado de exames, sinais e sintomas. Mas, de forma geral, a mulher deverá utilizar vitamina D, metilfolato, ômega-3, probióticos e um suplemento multivitamínico específico para esta fase da vida. Muitas mulheres também beneficiam-se do uso da melatonina.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Deficiência de vitamina D em gestantes aumenta risco de infecções vaginais no período

Mulheres grávidas com baixos níveis de vitamina D estão mais susceptíveis a sofrer de infecções vaginais bacterianas, as quais aumentam o risco de partos prematuros.  De acordo com novos estudos a vitamina D pode desempenhar um papel na regulação da produção de moléculas com função antimicrobianas, as quis fortalecem o sistema imunológico e controlam as infecções bacterianas. Contudo, a deficiência de vitamina D na população tem se tornado mais comum com o passar dos anos. Desta forma, o acompanhamento nutricional das gestantes torna-se fundamental, beneficiando a saúde tanto da mãe quanto do bebê.

Fonte: Bodnar, Lisa M., Krohn, Marijane A., Simhan, Hyagriv N. Maternal Vitamin D Deficiency Is Associated with Bacterial Vaginosis in the First Trimester of Pregnancy. J. Nutr. 2009 139: 1157-1161.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/