Produtos orgânicos são mais saudáveis

De acordo com o Dr. Alyson Mitchell, do UC Davis Department of Food Science and Technology, compostos bioativos encontrados naturalmente em plantas, tais quais flavonóis, vitaminas e pigmentos são muito importantes para nossa saúde e para o combate à doenças como câncer, doenças degenerativas e cardiovasculares. Mas será que existem diferenças nas quantidades destes nutrientes entre um cultivar orgânico e outro não orgânico? O que diz o pesquisador:

  1. Estudos com maçãs demonstram que culturas orgânicas melhoram a qualidade do solo e também a qualidade nutricional e sabor dos frutos.

  2. Tomate orgânicos contém mais flavonóides, licopeno e vitamina C.

  3. Pesquisas tem demonstrado que o uso contínuo de fertilizantes impacta negativamente a densidade de alguns nutrientes nos alimentos, algo conhecido como efeito diluidor. Especificamente no caso de tomates, o uso de compostos orgânicos mantém as concentrações de compostos fenólicos constante, ao passo que as concentrações de compostos benéficos declinam com o crescimento das frutas quando se utilizam fertilizantes e outros métodos convencionais.

  4. Estudos com 27 cultivares de espinafre orgânico mostrou que os mesmos continham mais flavonóides e vitamina C.

Vários outros estudos apontam resultados similares, o que mostra a importância de se incentivar o cultivo orgânico, de se melhorar os sistemas produtivos e de se maximizar a qualidade do solo e os benefícios nutricionais destes produtos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Vegetarianos: vamos melhorar a dieta?

Nem todo o vegetariano tem uma dieta apropriada já que a retirada das carnes, leite ou ovos nem sempre é compensada com um maior consumo de alimentos benéficos e protetores. Por isto, para que a dieta vegetariana realmente beneficie o corpo, precisa-se atentar à alguns pontos:

  • Sódio. O brasileiro típico consome mais sal do que o necessário. Vegetarianos tendem a consumir menos porém se o consumo de alimentos industrializados é grande (com batata fraita, sopas industrializadas, nozes e castanhas salgadas, pizzas, biscoitos e outros alimentos preparados), a quantidade de sódio continuará acima do recomendado. O sódio em excesso aumenta o risco de doenças cardiovasculares e aumenta a perda de cálcio.

  • Açúcar. Você pode se surpreender com a quantidade de açúcar consumida por alguns vegetarianos. Biscoitos doces, chocolates, açúcar (e também mel, melado, rapadura) no suco, no chá e em outros alimentos aumenta a glicemia, o peso, o risco de doenças como diabetes, câncer e problemas no coração.

  • Alimentos refinados. Troque-os pelos integrais, mais ricos em fibra, zinco, magnésio, ferro e outros minerais. Importantíssimo para os vegetarianos!

  • Melhore o consumo de gorduras boas. Gorduras saturadas e hidrogenadas devem ser reduzidas. As mesmas estão presentes no óleo de palma, de coco, na manteiga e nos alimentos industrializados. Substitua-as por óleo de canola, azeite, nozes, castanhas, sementes, abacate, açaí... Evite também as frituras.

  • Aumente o consumo de vegetais verde escuros: este grupo é rico em antioxidantes, ferro e magnésio, contém poucas calorias, açúcar e sódio.

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  • Varie ao máximo frutas e verduras. Tente incluir todos os dias frutas cítricas (laranja, tangerina, kiwi, morango etc) pois são ricas em vitamina C. Também faça pratos bem coloridos para garantir o consumo de ferro e cálcio. O ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e verduras diariamente. Se você não consegue procure um nutricionista para averiguar a necessidade de suplementação.

  • Compre alimentos fortificados com B12. Esta vitamina essencial está presente em alimentos de origem animal e em algas. Existem, contudo, cereais (como aveia) e leite de soja fortificados.

  • Não esqueça dos exercícios. Um programa de exercícios é parte importante de uma vida saudável. Apesar disso não ser novidade, alguns estudos mostram que tanto vegetarianos quanto não vegetarianos exercitam-se menos do que deveriam. A atividade física é essencial para a manutenção dos ossos e musculatura fortes, para melhoria da flexibilidade e equilíbrio e para a prevenção de doenças. Faça seu check-up e comece já!

A dieta vegetariana pode ser saudável, completa e benéfica para as pessoas, os animais e o meio ambiente. Contudo, muitas pessoas sentem dificuldade na transição da dieta onívora para a dieta vegetariana.

Também possuem muitas dúvidas acerca da combinação dos alimentos e da necessidade de suplementação. Neste curso 100% online o papel dos nutrientes são discutidos, assim como a forma de atingir a recomendação dos mesmos e preservar a saúde. Saiba mais assistindo ao vídeo:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ômega-3 para vegetarianos

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Tenho que confessar. Adoro falar de ômega-3. Claro! Este tipo de ácido graxo (gordura) reduz o risco de doenças cardiovasculares, inflamação, depressão e até de prematuridade em bebês. Há! O mesmo ainda é um nutriente importantíssimo para o cérebro. O mesmo é derivado do ácido alfa-linolênico, um tipo de ácido graxo que não produzimos e por isto precisa vir da dieta. As melhores fontes de ômega-3 são os peixes e os ovos enriquecidos. Porém veganos acabam dependendo de algas (cujo consumo na população é baixo ou mesmo inexistente) ou de alimentos com o ácido alfa-linolênico. Este é encontrado na linhaça, no óleo de canola, na soja e nas castanhas.

A linhaça em grãos não é bem digerida e por isto o ideal é a moída ou o óleo. Porém, aqui vai uma dica: é importante evitar as gorduras trans, presentes em alimentos industrializados (como sorvetes, biscoitos, bolos, margarinas) pois estas interferem na conversão do ácido linolênico em ômega-3. Substitua também o óleo de milho e girassol por azeite de oliva. Os primeiros possuem mais ácido linoléico que acaba interferindo na produção de ômega-3. Também não gosto tanto do óleo de canola pois alguns estudos mostraram que aumenta a susceptibilidade do LDL-c à oxidação.

Mulheres gestantes e lactantes vegetarianas, pessoas com maior risco para doenças cardiovasculares e diabéticos são os grupos cuja suplementação é mais benéfica. Converse com seu nutricionista!

Indivíduos com síndrome de Down, autismo, gestantes e lactantes também devem considerar a suplementação contínua de Ômega-3. Busque mais sobre este assunto neste blog.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/