Beta-alanina melhora capacidade muscular de idosos

De acordo com pesquisa publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition,  a beta-alanina (BA), um suplemento utilizado por levantadores de peso parece melhorar os níveis físicos de idosos. O estudo conduzido pelo Dr. Jeffrey Stout e colaboradores, da Universidade de Oklahoma - EUA, mostrou que a BA (aminoácido que junto com a histidina forma o dipeptídeo carnosina) aumenta a quantidade de carnosina no organismo. A carnosina é encontrada no tecido muscular e contribui para a manutenção do pH das células, o que é vital para a função do tecido como um todo. Durante a pesquisa 26 idosos de ambos os sexos receberam BA por 90 dias. Foi observado melhorou a função muscular, o que é muito importante para se evitar quedas e melhorar a capacidade para realizar tarefas da vida diária, como caminhar, movimentar-se, cozinhar, passear...

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Para saber mais:

Jeffrey R. Stout, B SUE Graves, Abbie E Smith, Michael J Hartman, Joel T Cramer, Travis W Beck and Roger C Harris. The effect of beta-alanine supplementation on neuromuscular fatigue in elderly (55-92 Years): a double-blind randomized study. Journal of the International Society of Sports Nutrition (disponível online).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta gordurosa na gestação predispõe cérebro do bebê à obesidade

Estudo em ratos mostrou que a exposição durante a gestação à uma dieta gordurosa produz mudanças permanentes no cérebro do feto levando à obesidade nas crianças. A pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Rockefeller foi publicada ontem (12/11/08) na revista Neuroscience, e fornece mais uma chave para a compreensão dos mecanismos de programação fetal envolvendo a produção de novas células no cérebro. Os neurônios formados podem posteriormente conduzir a um consumo excessivo de alimentos. Outras pesquisas em animais já havia mostrado que o consumo excessivo de triglicerídeos (gorduras) estimula compostos químicos no cérebro conhecidos como peptídeos orexigênicos que fazem com que sintamos mais fome. Estudos anteriores também verificaram que mulheres obesas e diabéticas dão a luz a bebês mais gordos que, se expostas a muita gordura durante a infância tem uma tendência grande à obesidade em fases posteriores. Todos estes estudos tem em comum as hipóteses de que um exposição ainda uterina a um excesso de lipídos pode programar o cérebro de tal forma que o ganho de peso passa a ser provável. Apesar de a maioria dos estudos ter sido feitos em animais, acredita-se que mecanismos similares ocorram em seres humanos devido a maior vulnerabilidade do cérebro em formação. Assim, mais uma vez comprova-se a necessidade de uma alimentação saudável mesmo antes do nascimento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Gestantes: reduzam o consumo de cafeína

De acordo com um estudo publicado no site do British Medical Journal, o consumo de cafeína durante a gestação aumenta o risco do bebê nascer com baixo peso. Apesar de alguns outros estudos também terem demonstrado o mesmo, esta nova pesquisa mostra que qualquer quantidade de cafeína - vinda de café, refrigerantes a base de cola ou guaraná, cacau e até medicamentos - podem ter o mesmo efeito.

No estudo as gestantes consumiram em média 159mg de cafeína ao dia, menos do que o limite diário máximo recomendado (300mg/dia) pelo governo no país do estudo, a Inglaterra. A maior parte da cafeína consumida (62%) veio dos chás, seguidos do café (14%), chocolate (8%), e outros, incluindo refrigerantes (14%). A maioria dos bebês nasceram atermo (aos 9 meses de gestação) e com um eso adequado (3.450g), porém dentre os que nasceram prematuros ou com baixo peso, o risco foi maior quanto maior era o consumo de cafeína. Comparado às mães que ingeriram menos de 100mg de cafeína ao dia (o equivalente a uma xícara de café), aquelas que tiveram uma ingestão entre 100 e 199 mg/dia tiveram um risco 20% maior de bebês com baixo peso e o risco aumentou chegando a 50% dependendo da dosagem de cafeína consumida pela gestante. O efeito também foi maior nas mulhers que metabolizavam a cafeína mais rapidamente. Baseados nestas evidências, de toxicidade para bebês, o governo inglês alterará as recomendações de doses máximas de 300mg para 200mg ao dia.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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