Dieta ocidental: risco 30% maior de ataque cardíaco

Estudo mundial conduzido por pesquisadores canadenses mostraram (mais uma vez!) que dietas com mais frutas e verduras reduzem o risco de ataques cardíacos em 30%, comparadas às dietas ocidentais ricas em carnes, ovos, alimentos fritos e/ou muito salgados. Para o estudo, dados de 5.761 infartados e 10.646 pessoas saudáveis de 52 países, com idades entre 53 e 57 anos foram comparados. Todos responderam a questionários e foram entrevistados com relação aos hábitos alimentares. As informações foram classificadas em 19 categorias de alimentos, como por exemplo: vegetais folhosos verde-escuros, laticínios etc. Utilizando métodos estatísticos os pesquisadores caracterizaram as dietas seguidas em três grupos: oriental (rica em tofu, soja e molho de soja), ocidental (alto consumo de frituras, carnes, ovos e alimentos salgados) e a dieta prudente (com alto consumo de frutas e hortaliças).

Após o ajuste estatístico para excluir possíveis influências como idade, sexo, atividade física, tabagismo, local de moradia e índice de massa corporal, as análises revelaram que a dieta prudente apresentava um risco menor para ataques cardíacos. A dieta oriental não teve efeitos positivos na redução do ataque cardíaco. Os pesquisadores sugerem que os possíveis benefícios do tofu e outros alimentos com soja podem ter sido cancelados pelo alto consumo de sal dos molhos consumidos no oriente.

Para saber mais: Romaina Iqbal, Sonia Anand, Stephanie Ounpuu, Shofiqul Islam, Xiaohe Zhang, Sumathy Rangarajan, Jephat Chifamba, Ali Al-Hinai, Matyas Keltai, Salim Yusuf on behalf of the INTERHEART Study Investigators.

"Dietary Patterns and the Risk of Acute Myocardial Infarction in 52 Countries. Results of the INTERHEART Study."  Circulation, Published Online October 20, 2008.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Consumo de alimentos industrializados ricos em frutose contribui para o aumento da obesidade

O consumo de muitos alimentos contendo frutose pode induzir resistência à leptina, condição que pode levar ao excesso de peso. A frutose, açúcar encontrado naturalmente nas frutas, tem seu uso muito grande em alimentos industrializados. O xarope de frutose (também vendido como xarope de milho) é muito utilizado, por exemplo, em refrigerantes, doces, bolos e outros alimentos doces.

De acordo com estudo, publicado no American Journal of Physiology  - Regulatory, Integrative and Comparative Physiology, este alto consumo pode levar à resistência à leptina, que ocorre silenciosamente. Outros estudos já haviam demonstrado que uma elevação nos triglicerídeos plasmáticos diminui o transporte de leptina pela barreira hematoencefálica (no cérebro). E, quando a leptina não chega ao cérebro, o mesmo não recebe a mensagem para pararmos de comer.  Agora, outros estudos estão sendo feitos a fim de investigar se a resistência à insulina pode ser revertida com a retirada da dieta rica em frutose.

Adotar dieta antiinflamatória e suplementos adequados, incluindo curcumina C3 com bioperina: Associados a redução da leptina em pacientes inflamados (Shadnoush et al., 2020). Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Quanto maior é o consumo de bebida alcoólica menor fica o cérebro!

De acordo com novo artigo publicado na edição de outubro do Archives of Neurologyquanto maior é o consumo de bebidas alcoólicas, menor fica o volume cerebral. O volume cerebral diminui com a idade a uma taxa de 1,9% por década. Como pesquisas mostram que um consumo moderado de álcool melhora a saúde cardiovascular, pensava-se que o mesmo poderia acontecer com o cérebro porém este estudo mostrou que as bebidas alcoólicas não tem nenhum efeito protetor sobre a saúde do sistema nervoso. E mulheres: atenção! Os efeitos sobre o sistema nervoso são mais danosos no sexo feminino. 

Para saber mais: Carol Ann Paul; Rhoda Au; Lisa Fredman; Joseph M. Massaro; Sudha Seshadri; Charles DeCarli; Philip A. Wolf. Association of Alcohol Consumption With Brain Volume in the Framingham Study. Arch Neurol. 2008;65(10):1363-1367. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/