Como você está vivendo seus dias?

"A maneira como você passa seus dias é a maneira como você passa sua vida.”
Como você quer que seja sua vida? Você faz hoje o que precisa ser feito para ter a vida que sonha? Se quer algo no futuro, comece a ensaiar hoje mesmo.

Não deixe seus sonhos para depois. Tem gente que diz: quando eu emagrecer eu vou:

  • Ter mais amigos

  • Encontrar o homem perfeito

  • Ganhar mais dinheiro

  • Viajar o mundo

  • Casar

  • Usar mini-saia

Mas por que não fazer amigos hoje? Trabalhar hoje pelo que quer? Usar mini-saia hoje? Juntar dinheiro para fazer a viagem dos sonhos e assim por diante. Perfeccionismo, esperar até que tudo seja perfeito para ser feliz pode fazer a vida ser menos do que deveria. Também não siga os padrões impostos pela sociedade. Muita gente, por exemplo, acha que só será feliz quando emagrecer. Que só encontrará a mulher perfeita se entrar em forma. Mas que padrão é esse que está seguindo? Ele cabe na sua genética, nos seus valores, no que você gosta de fazer e de comer?

Aceitamos muito bem os defeitos dos outros, por que somos tão cruéis com nossas características e com nossos corpos? Deveríamos ser nossos melhores amigos, mas frequentemente somos nossos piores inimigos.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Revivendo antigas amizades

Na adolescência tive uma grande amiga. Das melhores. Quando entramos na faculdade fomos nos afastando. Era outro mundo e ficamos atarefadas com nossas rotinas. Depois nos casamos e nos afastamos ainda mais. Eram bebês, fraldas e trabalho. Passamos a nos falar apenas em datas importantes, como os aniversários. E depois, nem nestas datas.

Um belo dia, perto dos meus 30 anos senti uma saudade enorme. Mandei um email gigante contando da vida e de todo o que havia acontecido nos últimos anos e finalizei com um “morro de saudade de você". Em poucos minutos recebi outro email gigante que terminava com “morro de saudade de você também". Depois disso nunca mais ficamos separadas. Hoje moro em outro país e graças à internet continuamos trocando longos áudios, preocupações e gargalhadas.

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Antigos amigos ocupam um espaço peculiar no nosso círculo social. Conhecem detalhes da nossa vida que outros nunca saberão. É por isso, que mesmo após longos anos sem contato quando nos reencontramos tudo parece tão normal e bom e leve. Uma ligação rara e verdadeira não pode ser perdida. Mas por que temos laços tão fortes com amigos da juventude ou com pessoas do trabalho? Pesquisas mostram que para um conhecido virar amigo precisamos de cerca de 50 horas de atividades compartilhadas e conversas cotidianas. Para um amigo virar um melhor amigo são necessárias cerca de 200 horas. Como passamos muito tempo na escola e no trabalho é natural que laços fortes sejam criados nestes ambientes.

Se você está sentindo-se sozinho que tal resgatar a amizade com alguém com quem compartilhou tanto tempo de qualidade? Amizades assim proporcionam muitos benefícios positivos à saúde, como redução da incidência de doenças crônicas, maiores níveis de felicidade e menores taxas de mortalidade. Redes robustas de apoio social também podem ser um amortecedor para estresse, depressão e ansiedade.

Mas se achar que vale a pena ressuscitar uma amizade prepare-se emocionalmente. Talvez aquele velho amigo tenha passado por muitas mudança (problemas de saúde, mudanças de país, casamentos, divórcios, filhos, netos), traumas, problemas financeiros. Talvez o amigo venha com uma bagagem maior do que a prevista. Ou talvez não queira contato neste momento.

Bom, eu reatei minha amizade com um longo email e muitos detalhes da minha vida. Mas as pessoas não são iguais. Vá sentindo o terreno. Talvez você prefira recomeçar de forma leve, indo aos poucos, como no início de um namoro. Conheço amigos que se reconciliaram após brigas, mas não tem jeito: é preciso duas pessoas para uma amizade acontecer. Se não der certo, que tal começar um novo hobbie. Após 200 horas, quem sabe terá um grande novo amigo?

Obrigada por compartilhar!
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Trauma: um gatilho para a depressão

Dos 17 aos 24 anos vivi o primeiro amor. Não foi um mar de rosas. Pelo contrário, em uma relação abusiva com alguém 11 anos mais velho desenvolvi traumas e medos que levaram tempo a serem superados. E foram. Mas muita gente apresenta dificuldades maiores e anos ou décadas mais tarde desenvolvem depressão. Como tudo acontece?

O trauma emocional é um tipo de dano psicológico que ocorre como resultado de um ou vários acontecimentos. É acompanhado de dor, sofrimento físico ou emocional e gera uma exacerbação do medo e do estresse. Isso tudo culmina com mudanças físicas no cérebro, que acabam afetando o comportamento e a forma de pensar.

O trauma é um choque esmagador no equilíbrio de uma pessoa. Pode estar ligado a um ataque emocional, físico ou sexual. Também acontece com pessoas que testemunham violências. Quando pensamos em traumas frequentemente pensamos em guerra, estupros, assassinatos, acidentes. Mas até pessoas “bem intencionadas” e até procedimentos médicos mal sucedidos podem traumatizar. Assim como ataques emocionais ou verbais e perdas devastadoras de qualquer tipo.

Quando as pessoas estão traumatizadas, muitas vezes adaptam suas crenças sobre si mesmas ou sobre a vida. Começam a pensar de forma negativa. São comuns frases e pensamentos como “não estou seguro”, “não sou digno de ser amado”, “sou um monstro”, “o amor é perigoso”, “sou um fracasso”, “sou impotente", “sou incompetente”, “nunca serei feliz", “nunca serei bem sucedido", “ninguém gosta de mim", “faço tudo errado", etc. . Tais pensamentos afetam os sentimentos e as ações e contribuem para o desencadeamento da depressão.

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Tais pensamentos podem ser verdadeiros no momento do trauma: “não estou seguro". Mas as crenças que se formaram durante um evento traumático são armazenadas e podem ficar repetindo-se mesmo quando a pessoa não encontra-se mais na mesma situação. Quando alguém não tem a chance de expor seus sentimentos (por vergonha, desamparo, falta de apoio) pode carregar crenças limitantes por toda a vida. O pensamento gerado durante o trauma acaba fazendo parte da identidade da pessoa.

As crenças também podem ser irracionais. Por exemplo, digamos que uma criança assiste a mãe ser assaltada e congela de medo. Talvez em sua mente infantil, ela conclua: "sou um covarde". Viver com a crença de que é um covarde pode ser tão doloroso que a criança desenvolve mecanismos de superação que podem ser inadequados. Pode passar a infância tentando provar coragem, brigando com todos os amigos da escola ou envolvendo-se em situações de risco. Quando ganha uma briga ou experimenta um sentimento de euforia ao fazer uma manobra arriscada de bicicleta (e mais tarde de carro) sente-se confiante e a crença “eu sou covarde” é aliviada. Enquanto a pessoa não trabalhar adequadamente a crença limitante, enquanto não superar o sentimento infantil de vergonha por não ter ajudado a mãe pode continuar colocando-se ou colocando os outros em risco.

Em outras situações em que sentir medo, não mostrará a vulnerabilidade. Continuará fingindo ser forte. E atrairá pessoas e situações de acordo com os comportamentos que adota. Não trabalhar traumas pode virar uma bola de neve. O uso de drogas, álcool e a depressão são mais comuns. Perceber que não houve covardia na infância. Que congelar em situações de estresse é normal (e até sábio) liberta para que a pessoa possa se redefinir e fazer novas escolhas.

Outro exemplo: imagine uma criança que é sexualmente agredida por um adulto. Essa criança pode responder ao trauma acreditando “adultos só me amarão se eu proporcionar-lhes satisfação sexual". Não é difícil imaginar que essa criança possa se tornar um adolescente ou adulto sexualmente disponível para muitos. Quando esse método de lidar com o trauma deixar de funcionar (por exemplo, quando a pessoa é pega relacionando-se fora do casamento e um divórcio acontece) a depressão aparece. Esta não surgiu por causa do divórcio. Os problemas iniciaram-se muito antes, com a tentativa de lidar com o trauma original.

As causas de um trauma podem ser muito variadas, assim como as respostas. Cada pessoa responde a um trauma à sua maneira mas é bom estarmos atentos às pessoas que amamos em busca de sinais como tremores, desorientação, ansiedade, pesadelos, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, baixa capacidade de concentração, medos, ataques de pânico, tristeza, culpa, vergonha, dores de cabeça, insônia, pensamentos suicidas, evitação de situações cotidianas ou situações que lembrem o evento traumático.

Um profissional especializado na área fará um diagnóstico e a proposta de tratamento. Este poderá envolver terapia, uso de medicação, atividade física, meditação, yoga ou outras estratégias para a redução do estresse. Além disso, em casa é importante manter um ambiente seguro, limitar a exposição à mídia, validar medos e preocupações, criar rotinas, fazer planos, manter promessas. A família também pode precisar de acompanhamento já que quanto mais calmos, focados e relaxados estamos mais podemos ajudar quem sofre.

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O poder do abraço

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Sabe aquele abraço bom com quem você ama? Pode ser um filho, um parceiro romântico, um membro da família, um grande amigo? Pois é, mais do que gostoso, pesquisas mostram que os abraços nos ajudam a lidar com conflitos (Murphy; Janicki-Deverts; & Cohen, 2018).

É comum que os abraços surjam em contextos positivos - quando nos reencontramos ou celebramos uma conquista. Mas também podem ser usados em contextos negativos, quando o apoio é necessário. Abraços amortecem o impacto negativo de uma notícia, de conflitos ou discussões.

Pesquisas sobre abraços encaixam-se no campo de pesquisa que aborda a importância do toque afetivo para o bem-estar físico e social. Por exemplo, outras descobertas desta equipe de pesquisa mostram que receber abraços reduz a probabilidade de pegar um resfriado e reduz a gravidade dos sintomas, mesmo quando as pessoas são infectadas.

O abraço desencadeia a produção da ocitocina, hormônio produzido no cérebro e envolvido em uma gama complexa de processos. É responsável pela liberação do leite materno, por parte do prazer durante o orgasmo, pela ligação romântica e laços de confiança.

O abraço também reduz a pressão arterial sistólica (Holt-Lunstad; Brimingham; & Light, 2008) e a freqüência cardíaca protegendo vasos do coração, cérebro e rins. Quanto à duração do abraço, quanto mais longo melhor. A maioria dos abraços dura três segundos mas evidências sugerem que abraços de 20 segundos são os que mais benefícios cardiovasculares provocam (Light; Grewen; & Amico, 2005).

Quer mostrar que se importa? Abrace. Não tem ninguém para abraçar? Então abrace um animal de estimação. Esse toque com um cachorro ou gato também desencadeia a produção de ocitocina e relaxa e reduz sintomas depressivos (Shiloh; Sorek; & Terkel, 2015; O'Haire; Guérin; & Kirkham, 2015).

É por isso que abraçamos tanto nossos alunos nas aulas de yoga também! Quer participar desse grupo enorme de profissionais que espalham amor por aí? Inscreva-se no curso de formação de instrutores de yoga: é 100% online!

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