Ácido lipóico ajuda o emagrecimento em crianças, adolescentes e adultos acima do peso

O ácido lipóico (também denominado ALA, alfa-lipoato, ácido alfa-lipóico) é um composto sulfurado (que contém enxofre), derivado do ácido octanóico. Em condições fisiológicas, o ácido lipóico está, em sua maior parte, disponível no organismo como lipoato. Está presente em alimentos como brócolis, espinafre, porém em quantidades muito pequenas e pouco disponíveis. Atua como uma vitamina do complexo B, sendo cofator para várias enzimas. Ativa a fase 2 de destoxificação hepática, facilitando a excreção de toxinas, agindo como agente protetor celular.

Os níveis plasmáticos declinam com a idade e a suplementação tem sido estudada na atenuação de condições com danos ao fígado induzidos pelo álcool, mal de Alzheimer, agente antiienvelhecimento, anticâncer, protetor cardiovascular, prevenção da catarata, adjuvante em tratamento quimio ou radioterápico, melhoria de circulação e da resistência à insulina, glaucoma, hipertensão, esclerose múltipla, enxaqueca,  obesidade, dentre outras condições. Esta versatilidade decorre do fato do ácido lipóico ser um antioxidante que consegue atuar tanto em meios hidro quanto lipossolúveis limitando danos oxidativos. Além disso, contribui para a reciclagem de outros compostos antioxidantes, como a vitamina C, a vitamina E, a glutationa e a coenzima Q10.

Uma das formas de funcionamento do ácido lipóico é como antiinflamatório. A obesidade, por exemplo, está associada a um estado sistêmico de inflamação crônica. O tecido adiposo acumulado produz várias citocinas pró-inflamatórias, incluindo o TNF-α, a IL-1β e a IL-6. Na obesidade há redução da adiponectina e resistência à leptina, com diminuição do seu efeito anorexígeno. A adiponectina tem altos efeitos anti-inflamatórios e anti-aterogênicos, diminui os níveis de TNF-α e PCR e, aumenta a produção de óxido nítrico (NO).

O tecido adiposo é a principal fonte de produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e o acúmulo de gordura está fortemente associado ao aumento do estresse oxidativo. A concentração de malondialdeído (MDA) reflete o grau de estresse oxidativo.

O ácido α-lipóico (ALA) é um forte antioxidante que pode inibir o ROS diminuindo o estresse oxidativo e protegendo contra proteínas e oxidação lipídica. Além disso, pode reciclar outros antioxidantes no organismo, como vitaminas C, vitamina E e glutationa. Doses de 330mg (2x/dia, por 3 meses) ajuda na redução do peso, inclusive em crianças e adolescentes (Amrousy & El-Afify, 2020), assim como em adultos (Huerta et al., 2019).

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Precauções: indivíduos com tendência à hipoglicemia devem ser cuidadosos no uso. Além disso, indivíduos fazendo uso de agentes antidiabéticos também devem procurar um nutricionista para ajuste de dosagens do suplemento. Não existem estudos suficientes para recomendações em indivíduo com hipotireoidismo. Estudos ainda estão sendo feitos acerca da segurança da suplementação conjunta com vitamina C e vitamina B1.

Possíveis efeitos colaterais do ácido lipóico: fique de olho em problemas cutâneos pois os mesmos foram reportados com o uso constante do suplemento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Alterações epigenéticas e risco de autismo

Nosso cérebro é plástico, isto quer dizer que muda ao longo do tempo e é moldável pelo ambiente. Neste sentido, muitos pesquisadores entendem que o ambiente pode moldar o cérebro para um estado de alterações comportamentais ou para um estado “não autista”. Existem estudos científicos mostrando que fatores ambientais como infecções virais, deficiências de nutrientes como zinco ou vitamina D, menor produção de hormônios como melatonina, diabetes gestacional, estresse na gestação, contato com toxinas, metais pesados e outros xenobióticos (substâncias estranhas), idade da concepção, disbiose intestinal, disfunção mitocondrial, geram alterações epigenéticas no DNA que alteram o funcionamento do cérebro. Por outro lado, a dieta adequada, os estímulos precisos, o uso de certos medicamentos, poderiam contribuir para a correção genética nestes indivíduos.

Fonte da imagem: Essa & Qoronfleh, 2020

Fonte da imagem: Essa & Qoronfleh, 2020

As tecnologias atuais de sequenciamento de DNA permitem aos pesquisadores várias maneiras de examinar o genoma humano de maneira rápida e mais barata do que há uma década. Mais de uma dúzia de genes parece influenciar fortemente o comportamento da pessoa com transtorno do espectro do autismo, alguns com impacto maior, outros com impacto maior.

Atualmente, os médicos diagnosticam o autismo com base em padrões comportamentais que não se tornam aparentes até o segundo ano de vida de uma criança. Identificar características estruturais ou funcionais do cérebro ou características genéticas que precedem esses comportamentos pode permitir que eles as intervenções apropriadas sejam implementadas mais cedo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Emoções e compulsão

“Menina não grita”, “Menina não fala alto”, “Menina não xinga”, “Menina tem que ser doce e meiga”. Muita gente ouviu frases como essas durante a vida. Meninas são criadas para serem dóceis, gentis e aprendem a esconder as emoções. Crescem e não sabem reconhecê-las e nem expressá-las. Aprendem que algumas emoções são aceitáveis e outras não. Mas não é verdade. Todas as emoções são válidas e importantes, servem a um propósito. Se não aprendemos a lidar com nossas emoções, não sabemos como reagir a mudanças de humor de sensações e acabamos tentando escondê-las com comida. Afinal, comer dá muito conforto a todo mundo.

Outra questão é a genética. Muitas pessoas possuem polimorfismos genéticos que aumentam o descontrole frente aos alimentos. Isto pode ter tido origem lá atrás, em nossos ancestrais. Os mesmos não tinham comida disponível o tempo todo. Por isso, quando encontravam o que comer, comiam muito. Isso ficou marcado em nosso DNA.

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Vários estudos falam sobre essa relação entre nossa genética, nosso DNA a forma como o cérebro de uma pessoa com compulsão alimentar funciona. Na maior parte das vezes os pesquisadores chegam à conclusão de que devemos deixar as dietas restritivas diárias, pois estas vão criar no cérebro justamente o efeito que não queremos, relembrando-o de que comida é escassa e de que, na próxima vez que encontrarmos um rodízio devemos comer até explodir.

Para sairmos do ciclo de compulsão precisamos acreditar que nosso corpo é saudável e sábio. Que não precisa de uma nova dieta. O segundo passo é aprender a separar emoções de fome. O terceiro passo é aprender a fazer trocas inteligentes, que saciem e ao mesmo tempo dêem satisfação. Se precisar de ajuda, conte comigo.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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