Toxicidade por ferro

O ferro é um mineral essencial. Ferro baixo atrapalha o funcionamento da tireóide, o metabolismo como um todo, a aprendizagem. Contudo, o excesso de ferro também é prejudicial, aumentando o risco de várias doenças, inclusive de câncer (Eid et al., 2017). É por isso que pessoas que doam sangue também estão mais protegidas.

O aumento do estoque de ferro na forma de ferritina pode acontecer quando estamos mais inflamados, quando há grande estresse oxidativo, infecção, mas é associada também ao processo de envelhecimento. Para proteção do organismo, não queremos que a ferritina ultrapasse muito 127,1 ng/mL (valor apontado nos estudos). Isso sugere que os níveis normais laboratoriais podem ser exagerados para pessoas com histórico de câncer na família.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Problemas gastrointestinais na síndrome de Down

Pacientes com trissomia do cromossomo 21 podem apresentar alterações estruturais e funcionais do trato gastrointestinal. Certos defeitos, como atresia, estenose (estreitamento) duodenal ou do intestino delgado, anormalidades pancreáticas, ânus imperfurado e doença de Hirschsprung são mais comuns na síndrome de Down do que na população típica.

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O duodeno é o local mais comum de obstrução intestinal neonatal, sendo responsável por 50% de todas as atresias intestinais. A obstrução duodenal (OD) é frequentemente complicada pela prematuridade e anomalias associadas. A doença de Hirschsprung é uma forma de obstrução intestinal, resultando em um segmento sem peristaltismo normal. Com isso, há falha no reflexo de defecação, causando obstrução e sintomas como distensão abdominal, prisão de ventre, dor abdominal ou vômitos.

Na última década, a aplicação de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e o advento de instrumentos laparoscópicos menores permitiram o tratamento mais eficaz do problema com reparo da obstrução intestinal. A sobrevida costuma ser superior a 95% quando a intervenção cirúrgica é rápida, combinada com cuidados intensivos adequados e suporte nutricional precoce.

Além dos defeitos estruturais, bebês com síndrome de Down podem apresentar outros distúrbios gastrointestinais, como refluxo gastroesofágico (DRGE) ou doença celíaca (Akhtar, Rizwan, & Bokhari, 2018). O acompanhamento e identificação precoce destes problemas de saúde são fundamentais para o tratamento adequado, para a prevenção de carências nutricionais e garantia de bom crescimento e desenvolvimento.

Como existe uma forte associação de doença celíaca com a síndrome de Down, alguns profissionais recomendam uma triagem anual da doença, após a inserção do glúten na dieta (em geral, após um ano de vida). Se diagnosticados, esses pacientes terão que permanecer com uma dieta isenta de glúten por toda a vida.

Estudos tem demonstrado que a microbiota intestinal podem afetar a regulação epigenética de células intestinais. Uma flora bacteriana ruim gera um meio proinflamatório que prejudica a metilação de genes das células do intestino, reduz a produção de butirato e aumenta a permeabilidade intestinal à substâncias que aumentam o risco de doenças metabólicas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Bebidas antioxidantes matutinas para facilitar o emagrecimento

A obesidade é um problema de saúde pública considerável em todo o mundo. A prevalência continua a aumentar no Brasil e as causas são múltiplas incluindo o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, redução no consumo de alimentos ricos em fibras (como os feijões), alterações metabólica e hormonais s e inflamação.

A medida em que o peso aumenta o metabolismo muda. Instala-se a síndrome metabólica, caracterizada por resistência à insulina, acúmulo de gordura na região abdominal e aumento da pressão arterial. Esta é responsável por um número substancial de mortes e doenças nos países ocidentais, em todas as classes sociais.

Alguns metabólitos estão fortemente correlacionados com o ganho de peso corporal e podem ser avaliados por exames de sangue como subclasses de VLDL, LDL e HDL exageradamente grande, aminoácidos de cadeia ramificada, triglicerídeos e produtos gerados pela presença de radicais livres em quantidade excessiva (como urato).

Radicais livres em excesso comprometem a função mitocondrial, comprometem o funcionamento de receptores de insulina e facilitam ainda mais o ganho de gordura. O consumo excessivo de gordura na dieta prejudica o funcionamento intestinal, reduz a diversidade de bactérias boas e a produção de ácido indolepropiônico, um poderoso antioxidante.

Assim, entre as estratégias para a redução do peso encontram-se a redução do consumo de gorduras (especialmente as saturadas presentes em carnes, leite e queijos), jejum e aumento do consumo de antioxidantes, presentes em frutas, verduras, condimentos.

Uma estratégia durante o jejum é começar o dia com uma bebida antioxidante, tomar chás e fazer a primeira refeição apenas após 12 a 16 horas após a última alimentação da noite. Você pode adotar esta bebida antioxidante em alguns dias pela manhã:

  • 1 copo de água, água de coco ou kefir de água

  • 1 colher de sopa de semente de chia, cânhamo ou linhaça

  • 1/2 colher de chá de canela

  • 1/2 colher de chá de açafrão

  • 1 pitada de pimenta preta

  • 1/4 colher de chá de cardamomo

  • 1 lasca de gengibre

  • 1 colher de sopa de colágeno hidrolisado em pó

Bater tudo no liquidificador e beber pela manhã. Nos demais horários tomar chás de ervas variadas sem açúcar, até o horário da primeira refeição sólida.

Outra opção para quem precisa de um pouco mais de calorias de manhã é um latte dourado, com açafrão. A curcumina desta raiz é um potente antioxidante que pode neutralizar os radicais livres e reduzir o risco de doenças, como as cardiovasculares. A pimenta do reino deve ser salpicada na bebida para melhorar a absorção da curcumina. Ingredientes:

  • 2 xícaras de leite de coco ou amêndoa

  • 1 colher de chá de açafrão em pó

  • 1 colher de chá de extrato de baunilha

  • ¼ colher de chá de canela em pó

  • Pitada de pimenta do reino

Em uma panela pequena, aqueça todos os ingredientes, em fogo médio-baixo. Mexa conforme necessário. Use um batedor elétrico ou bata com um garfo, se quiser uma consistência espumosa. Retire do fogo e divida em duas canecas. Pode colocar um pouquinho de mel ou estévia, se precisar adoçar.

Lembrete: para reduzir a compulsão ansiedade é importante ainda praticar yoga e meditar pela manhã. Tomar banho gelado pela manhã ativa o metabolismo. Quem puder fazer sauna depois também beneficia-se. Existem evidências de que a prática contribui para a longevidade. Quando for comer sente-se à mesa, respire, mastigue devagar, adote técnicas de alimentação consciente.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/