Genética e preferências alimentares

Você prefere chocolate, alimentos salgados, gordurosos ou vegetais? Sabia que estas preferências possuem influência da sua criação, mas também da sua genética?

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Para muitas pessoas é extremamente difícil mudar os hábitos alimentares, mesmo sabendo que uma mudança na dieta traria benefícios para estética e para a saúde. A dificuldade pode dever-se à características genéticas próprias. Mutações nos genes MC4R e SLC6A2 fazem as pessoas gostarem mais de gordura. Mutações nos genes FADS1 e FADS2 fazem as pessoas gostarem mais de vegetais. Pessoas com mutações de CREB1 e GABRA2 geram preferência por sal. O gene OXTR está associado à reação do corpo à ocitocina, o hormônio da felicidade, regido pelo amor. Alterações neste receptor pode levar a dificuldades de criação de vínculos e compulsão por chocolates. Os genes SLC6A2, SLC6A5 foram associados ao óleo vegetal e ao açúcar. Muitas dessas variantes gênicas são associadas ao aumento do risco de obesidade. Discuto mais sobre o tema neste curso:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Aleitamento materno de bebês com síndrome de Down (Trissomia do cromossomo 21)

O leite materno é uma fonte de nutrientes especialmente adaptados às condições digestivas e metabólicas do bebê. É também rico em substâncias protetoras contra microrganismos patogênicos e fatores bifidogênicos que protegem o intestino e reduzem o rsico de alergias. Também é uma forma de estreitar os laços entre a mãe e a criança. É por isso que a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até o 6° mês de vida e de forma complementar até os 2 anos de idade.

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Contudo, na síndrome de Down, problemas no coração e hipotonia muscular frequentemente dificultam a amamentação. Estudo publicado em 2018 uma redução na duração do aleitamento materno exclusivo e maior consumo de alimentos hipercalóricos e cheios de carboidratos simples (Bricker, Hamby e Hill, 2018).

Mas muitas mães conseguem amamentar por longo tempo, com informação e acompanhamento adequado. Alguns bebês podem ter problemas para coordenar sucção, deglutição e respiração. Por isso, o trabalho com a fono é muito importante. A própria amamentação treina o bebê e aumenta sua força para sugar. E, quanto mais forte vai ficando, mais consegue mamar.

Para saber se o bebê está mamando suficientemente observe:

  • Ele produz pelo menos cinco fraldas ​​muito molhadas por dia?

  • Ele evacua pelo menos três vezes a cada 24 horas?

  • Ele está com um bom de pele?

  • O bebê está hidratado? Sua pele é elástica (volta ao lugar se puxada)?

  • O bebê está crescendo e engordando, conforme o esperado?.

Algumas dicas:

  • deixe seu leite fluir antes de colocar o recém nascido com SD no peito. Assim, ele não precisará gastar energia tentando extrair o primeiro leite. Pressione o peito e com o polegar e indicador role o mamílo.

  • Verifique se o bebê está bem posicionado. Bebês pequeninos podem ser apoiados em um travesseiro. Caso fiquem com a cabeça ou o pescoço mal posicionados gastarão energia para conseguir alcançar o peito. A boca do bebê deve ficar no mesmo nível do mamilo.

Amamentar qualquer bebê, com ou sem uma síndrome, pode ser um desafio. Você pode se orientar melhor com um pediatra, com uma doula, com uma enfermeira ou no banco de leite da sua cidade.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/