Importância do zinco para idosos

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Estudo conduzido pelo Dr. Simin Nikbin Meydani, diretor do laboratório de imunologia nutricional do USDA, o departamento de agricultura dos EUA, demonstrou que idosos com status adequado de zinco tinham 50% menos chance de desenvolver pneumonia, tomavam menos antibióticos e os índices de mortalidade eram menores. O grupo estudou infecções respiratórias em cerca de 600 idosos na área de Boston e verificou que a deficiência deste nutriente é muito comum neste grupo, tanto devido à alimentação inadequada, quanto à má absorção intestinal ou uso de medicamentos que interferem em sua disponibilidade.

O zinco é um mineral importante para a competência do sistema imunológico e para o bom desenvolvimento do sistema antioxidante. A deficiência pode ter como consequências a anorexia, o que agrava o problema pois reduz o consumo de alimentos fonte do mineral e ainda dificulta o reparo dos tecidos lesados. As principais fontes de zinco são os frutos do mar, farelo de aveia, leguminosas (como feijão), oleaginosas (castanhas, amêndoas, amendoim). Os níveis de zinco podem ser avaliados no sangue e caso os níveis estejam a suplementação é recomendada.

Valores ideais de zinco

Ao analizar zinco plasmático a concentração deverá estar entre 110 a 130 mcg/dL. Valores mais próximos de 70 ainda são aceitáveis mas já podem começar a gerar sintomas. Valores menores que 70 são considerados muito baixos.

Suplementos de zinco

O melhor livro sobre biodisponibilidade de nutrientes em língua portuguesa é o da Dra. Silvia Cozzolino, disponível aqui. Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta online de nutrição.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Cuidar do intestino também é importante para indivíduos com HIV

Um novo estudo está avaliando o papel dos probióticos no aumento da contagem de células CD4 em indivíduos infectados pelo virus HIV. Os pacientes selecionados farão ingestão de cápsulas contendo 2 bilhões de células de Bacillus coagulans também conhecido como GanedenBC30 por 3 meses. Estudos na África demonstraram que o uso de iogurtes com probióticos aumentava as células do sistema imune CD4 em indivíduos infectados por HIV.

Contudo, tais pesquisas deixaram algumas perguntas sem respostas por isto o uso agora de cápsulas com cepas específicas. A hipótese dos cientistas americanos da AHF é que o consumo do probiótico reduzirá a passagem de bactérias prejudiciais e inflamatórias para a corrente sanguínea. Estas bactérias patogênicas acelerariam a destruição das moléculas CD4, o que enfraquece o sistema imune e abre espaço para as infecções oportunistas. Já as bactérias probióticas não produzem as toxinas das anteriores e ainda expulsam as cepas ruins à saúde.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Saúde oral

Novo artigo da nutrition today discute mitos da saúde oral nas diversas fases da vida. 

Mito 1: As consequências da saúde oral ruim ficam restritas à boca

Isto não é verdade. O que a gestante consome, por exemplo, é essencial ao desenvolvimento da dentição do feto. Uma alimentação inadequada nesta fase aumenta o risco de cáries dentárias e outros problemas bucais na criança anos após o nascimento. A dieta deficiente nas vitaminas B6 e B12 aumenta o risco de má formação do palato.

A cárie é a doença mais comum na infância (5 vezes mais prevalentes do que a asma)! Além disso, se a criança apresenta dores de dentes sua concentração na escola diminui e seu aprendizado é prejudicado. Outro problema é que com dor a criança passa a optar por alimentos que não exigem tanta mastigação como iogurtes, balas (é só chupar), chocolates (derrete na boca), sorvetes e salgadinhos ou massas, que são mais moles e pobres em fibras. Tais alimentos não são tão nutritivos quanto frutas e verduras. Por isto, as complicações orais podem contribuir para o ganho de peso, deficiências nutricionais e doenças crônico-degenerativas a longo prazo.

Mito 2: Quanto mais açucarada a dieta maior é o número de cáries

Nem sempre, já que o problema não é a quantidade de açúcar na dieta mas sim o tempo que este açúcar permanece em contato com os dentes. Se a criança come um doce mas escova os dentes não há tanto problema quanto tomar um refrigerante ou comer alimentos ricos em carboidratos e que podem permanecer grudados nos dentes como os salgadinhos de pacote. Quando não há higienização as bactérias passam a digerir estes açúcar produzindo ácidos que danificam os dentes. 

Mito 3: Cáries na infância não são preocupantes já que os dentes de leite serão substituídos por dentes permanentes

O problema é que a perda da dentição precocemente prejudica o desenvolvimento da coroa dos dentes permanentes. Além disso, o dente permanente tem maior chance de nascer mal posicionado por falta de espaço entre os demais dentes de leite.

Mito 4: A osteoporose afeta apenas a espinha e os quadris

Não! A osteoporose também conduz a perda de dente já que os ossos estão ancorados nos ossos da face, que também podem ser afetados. A mandíbula e outros ossos da face estão constantemente se renovando durante a vida. Para isso uma dieta adequada é fundamental. Nutrientes importantes aos ossos ou para seu perfeito metabolismo incluem cálcio, vitamina D, magnésio, cobre, zinco, manganês, boro, vitamina K, vitamina C, silício.

Mito 5: Dentaduras melhoram a saúde oral

Nem sempre, se as próteses não estiverem bem ajustadas a pessoa acaba optando pelos alimentos de mais fácil mastigação como massas e bolos. Se você cuida de um idoso fique atento ao posicionamento das dentaduras, se o indivíduo tem dificuldade de mastigação ou se sente desconforto. Enquanto a prótese não é substituída ajude-o a preparar alimentos mais nutritivos e de fácil mastigação como purês de legumes e de frutas, sopas, sucos batidos com vegetais, carnes moídas e macias.

Mito 6: Cáries são problemas exclusivos de crianças

Adultos também podem ter cáries. Além da higienização inadequada o uso de drogas como antidepressivos, diuréticos, antihistamínicos e sedativos aumentam o risco de cáries pois diminuem a produção de saliva. A mesma é importante para limpar a cavidade bucal com maior velocidade. Neste caso, um maior consumo hídrico é fundamental. Indivíduos que passaram por cirurgias de estômago ou intestino também podem absorver menos os nutrientes importantes para a saúde dentária e também para a produção de saliva. Indivíduos diabéticos também precisam dar mais atenção à higienização visto que o risco de doenças periodontais dobra neste caso. E, é um ciclo vicioso já que as doenças periodontais dificultam o controle do diabetes.

Referência: 

Palmer et al. It's More Than Just Candy : Important Relationships Between Nutrition and Oral HealthNutrition Today, 2010; 45 (4): 154. Disponível em Nursing Center.com

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/