Suplementar vitamina D na gestação pode prevenir o autismo?

Como a deficiência de vitamina D pode causar distúrbios do espectro autista, uma doença com forte ligação genética? Esta é a pergunta do Dr. Dennis Kinney, cientista de Harvard.

O pesquisador voltou a sua atenção à vitamina  D, já que a mesma é um dos nutrientes que regulam a expressão de genes e que protegem o genoma. Caso a teoria dele e de outros colegas se confirme, a suplementação de vitamina D passará a ser tão importante na gestação quanto a de ácido fólico.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre o tema. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância da vitamina D, como obtê-la e como ela pode melhorar a saúde.

Artigos científicos sobre o assunto:

1. Glaser G. What If Vitamin D Deficiency Is a Cause of Autism? Sci Amer April 24, 2009.

2. Kinney DK, Barch DH, Chayka B, Napoleon S, Munir KM. Environmental risk factors for autism: do they help cause de novo genetic mutations that contribute to the disorder? Med Hypotheses 2010;74:102-6.

3. Eyles DW. Vitamin D and Autism, Does skin colour modify risk? Acta Paediatr 2010 Mar 8.

4. Cannell JJ. On the Aetiology of Autism. Acta Paediatrica.  May 2010

5. Cannell JJ. Autism and Vitamin D.  Med Hypotheses 2008;70(4):750-9. Epub 2007 Oct 24.

6. Fernell E., et al. Serum levels of 25-hydroxyvitamin D in mothers of Swedish and of Somali origin who have children with and without autismActa Paediatr.  2010 May;99(5):645-7.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Café ou chá?

Os dois! Pesquisadores holandeses mostraram que:

- Indivíduos que bebem mais de 6 xícaras de chá ao dia têm 36% menos chance de morrer de doenças cardiovasculares em comparação àqueles que bebem menos de um copo de chá ao dia. O ideal é variar os tipos de chá para reduzir o risco de intoxicação pelos fitoquímicos ou metais pesados presentes nas plantas.

- Indivíduos que consomem 2 a 3 xícaras de café ao dia tem um risco 20% menor de doenças cardiovasculares do que aqueles que consomem menos de duas ou mais de 4 xícaras de café ao dia.

O ideal é variar os tipos de chá para reduzir o risco de intoxicação pelos fitoquímicos ou metais pesados presentes nas plantas. Saiba mais no curso online "Fitoterapia".

Referência: 

J. Margot de Koning Gans, Cuno S.P.M. Uiterwaal, Yvonne T. van der Schouw, Jolanda M.A. Boer, Diederick E. Grobbee, W. M. Monique Verschuren, and Joline W.J. Beulens. Tea and Coffee Consumption and Cardiovascular Morbidity and Mortality.Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology: Journal of the American Heart Association, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Café (sem açúcar) pode diminuir risco de diabetes mellitus tipo 2

O café é uma ótima fonte de antioxidantes, mas não combina com todo mundo. Tem gente que bebe e fica bem, tem gente que bebe e fica pior. Tem gente que bebe e dorme e tem os que ficam com insônia. A genética influencia muito o metabolismo e tudo deve ser individualizado. Mas se você se dá bem com café vá em frente.

Novas evidências sugerem que o consumo de café pode prevenir diabetes tipo 2 e que a cafeína parece ser a responsável pelo efeito, o que me leva a pensar que chás que contenham cafeína, como o verde, preto, branco, podem ter o mesmo benefício. No estudo o consumo de café também diminuiu a pressão sanguínea e melhorou a sensibilidade à insulina. Como o estudo foi feito com ratos aguardamos experimentos em humanos até para definição de dosagens.

Café e doenças autoimunes

O diabetes tipo 2 é diferente do tipo 1 (que é autoimune). Enquanto o café até combina com algumas doenças autoimunes (colangites, esclerose múltipla, retocolite ulcerativa), não é boa ideia para outras (artrite reumatóide, diabetes tipo 1, espondilite anquilosante).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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