Chocolate amargo faz bem ao fígado?

De acordo com pesquisa apresentada no encontro anual da associação européia para o estudo do fígado, em Viena (Áustria), a resposta é sim! Segundo os pesquisadores o chocolate amargo contém substâncias que diminuem o dano causado às veias do fígado de pacientes cirróticos, diminuindo a hipertensão portal. Já o chocolate branco não mostrou qualquer benefício, devido à ausência de fitoquímicos, como flavonóis, flavonóides e teobromina.

TABELA DE FLAVONÓIDES

De Gottardi A. et al, Dark Chocolate attenuates the post-prandial increase in HVPG in patients with cirrhosis and portal hypertension. Abstract presented at The International Liver CongressTM 2010.

O chocolate 🍫 é feito do cacau (Theobroma cacao), iguaria rica em antioxidantes, magnésio e ferro. Quanto mais escuro o chocolate, maior a quantidade de cacau e melhor o teor de nutrientes interessantes para a nossa saúde. Eu adoro, e você? E será que combina com seu Dosha?

→ VATA: deve comer pouco e escolher o chocolate com adoçantes naturais. O cacau tem os aspectos leve e seco que ampliam a luz e a secura de vata, desequilibrando por excesso. A cafeína do chocolate pode gerar nervosismo e ansiedade.

→ PITTA: adicionar cardamomo ao chocolate para dar uma apaziguada, pois as qualidades aquecedoras e estimulantes do cacau lançam mais calor ao fogo de Pitta, que já tem tendência  à azia, acne e irritabilidade.

→ KAPHA: para este dosha a notícia é melhor, pois as qualidades amargas e quentes são opostas às pesadas e frias de kapha. O importante é comer de forma equilibrada, um pouco de chocolate amargo uma ou duas vezes por semana.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Comer menos para viver mais

Quantidade de alimentos e longevidade

Várias pesquisas vem mostrando que o menor consumo calórico está associado à maior longevidade. As teorias sobre isto são inúmeras. O estudo mais novo foi publicado este ano na edição de 16 de abril da revista Science, nutrition and longevity. O mesmo aponta que a restrição calórica influencia os mesmos mecanismos moleculares relacionados ao envelhecimento.

De acordo com os autores cortar entre 10 e 50% das calorias consumidas diariamente inibe a atividade do IGF-1 (fator de crescimento análogo à insulina) e TOR (target of rapamycin ou alvo da rapamicina), aumentando o tempo de vida em animais. Infelizmente a sociedade está se movendo na direção contrária com a população, em praticamente todos os países, ficando mais gorda. De qualquer modo, o corte de calorias deve ser acompanhado por nutricionista ou os efeitos adversos podem não compensar os benefícios. Por exemplo, a libido pode diminuir já que a restrição calórica reduz a produção da testosterona. 

Saiba mais sobre IGF-1 no vídeo:

 PRESTE TAMBÉM ATENÇÃO AOS NÍVEIS DE VITAMINA D

Vitamina D abaixo de 40ng/dl para mulheres é super comum em todo o mundo. Convém suplementar pois associa-se a maior perda óssea, piora da imunidade, aumento do risco de câncer de mama e declínio cognitivo. Mas lembre que não é uma cápsula que fará você viver mais. Nenhum suplemento substitui um estilo de vida saudável.

Para agendamento de consulta de nutrição acesse: www.andreiatorres.com/consultoria

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Açúcar aumenta risco de doenças cardíacas

O consumo de açúcar, em preparações como café, suco, bolos, biscoitos aumenta os triglicerídeos plasmáticos e diminui o "colesterol bom" (HDL).  Nos estados unidos a quantidade de açúcar consumido em todas as preparações chega, em média, a 21 colheres de sopa ao dia, o equivalente a 359 calorias. Este consumo excessivo aumenta o risco de doenças cardíacas em 300% quando comparado às pessoas que consomem pouquíssimo açúcar.

O consumo máximo de açúcar ao dia não deve ultrapassar 10% das calorias totais. Ou seja, se você consome 2.000 kcal ao dia, 200 kcal podem vir do açúcar o que significa 50 gramas ao dia ou 5 colheres de sopa de açúcar. Por isto evite sair colocando açúcar em tudo o que bebe, ou pelo menos diminua a quantidade. Evite também alimentos doces, como bolos, tortas, chocolates, sorvetes...

Para saber mais: J. A. Welsh, A. Sharma, J. L. Abramson, V. Vaccarino, C. Gillespie, M. B. Vos. Caloric Sweetener Consumption and Dyslipidemia Among US AdultsJAMA: The Journal of the American Medical Association, 2010; 303 (15): 1490.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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