Deficiência de vitamina D associada a mais sintomas asmáticos

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Mais dois estudos sobre a hipovitaminose D mostram agora que a deficiência piora sintomas da asma. De acordo com os autores crianças com deficiência de vitamina D são mais alérgicas, tem pior função pulmonar e usam mais medicamentos, incluindo os corticosteróides. Já aquelas que recebiam suplementação de vitamina D conseguiam reduzir o uso destes medicamentos.

Os pesquisadores avaliaram 100 crianças com asma e observaram que 47% das mesmas tinham níveis de vitamina D plasmática considerados insuficientes, abaixo de 30 nanogramas por mililitro de sangue (ng/mL).  Cerca de 17% dos pacientes tinham níveis menores que 20 ng/mL. Indivíduos com baixos níveis de vitamina D geralmente possuem mais IgE circulante, um marcador de alergias.  Estes pacientes tinham mais sintomas quando expostos a alérgenos ambientais tais quais poeira, carpetes, cachorros.

Os baixos níveis de vitamina D também diminuem a capacidade pulmonar, o que torna muitos pacientes dependentes do uso de esteróides, medicamento que age reduzindo a inflamação e abrindo as vias respiratórias. A vitamina D melhora a ação do medicamento por isto indivíduos com deficiência precisam de doses cada vez maiores para evitar crises. O grupo continua fazendo estudos afim de avaliar que nutrientes poderiam trazer uma melhor resposta com o uso mínimo de drogas.

Artigos:

SEARING, D.A.; MURPHY, J.; HAUK, P..; LEUNG, D.Y.M. Vitamin D Levels in Children with Asthma, Atopic Dermatitis, and Food Allergy. The Journal of Allergy and Clinical Immunology. February 2010 (Vol. 125, Issue 2, Supplement 1, Page AB44).

SEARING, D.A.; ZHANG, Y.; MURPHY, J.R. HAUK, P.; GOLEVA, E. LEUNG, D.YM. Decreased serum vitamin D levels in children with asthma are associated with increased corticosteroid us. The Journal of Allergy and Clinical Immunology

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Fique de olho no índice glicêmico

O consumo de carboidratos com alto índice glicêmico, aqueles que caem na corrente sanguínea rapidamente aumentando demais os níves de glicose circulantes aumenta o risco de doenças coronarianas em mulheres.  

Artigo publicado no dia 12 de abril no Arch of Internal Medicine, uma das revistas do prestigiado JAMA, tanto o índice glicêmico (IG) quanto a carga glicêmica devem ser cuidadosamente observados, uma vez que a grande quantidade de açúcar no sangue aumenta também triglicerídeos (gorduras que entopem artérias) e diminuem o HDL (lipoproteína protetora).

No estudo 32.578 mulheres foram acompanhadas por um período médio de 7,9 anos. Destas, 158 desenvolveram doenças cardíacas, sendo que as que consumiam carboidratos com mais alto índice glicêmico (proveniente de açúcar de mesa, balas, doces, pães e massas refinadas) tinham um risco 2,24 vezes maior do que aquelas que consumiram carboidratos com menor IG. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Mamadeiras plásticas podem fazer mal aos bebês

O desruptor endócrino bisfenol A (BPA), contido em embalagens é capaz de penetrar no organismo. Estudos mostram uma relação entre altas concentrações do composto e o desenvolvimento de doenças crônicas. Agora um estudo suíço mostrou que bebês alimentados com mamadeiras plásticas de policarbonato e rexinas epóxi estão em maior risco. Estas substâncias podem penetrar pelas vias aéreas, pela água ou junto ao alimento. O BPA é uma substância que atual como o hormônio natural estrogênio. Mesmo em pequenas quantidades pode prejudicar o desenvolvimento sexual do feto e de recém-nascidos. Isto porque os mesmos absorvem quantidades grandes de BPA, por isto a mamadeira ideal continua sendo o seio materno!

Von Götz N et al.  Bisphenol A: How the Most Relevant Exposure Sources Contribute to Total Consumer ExposureRisk Analysis, (2010), 30, 473-487.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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