O vinho certo para cada alimento

Cientistas japoneses dão a resposta para uma pergunta gastronômica: Por quê o vinho tinto é consumido com carnes vermelhas e o branco com peixes? De acordo com os pesquisadores ao consumirmos peixes com vinho tinto o sabor desagradável aparecerá já que este tipo de vinho pode conter o mineral ferro.

O estudo, publicado no ACS' Journal of Agricultural and Food Chemistry, pelo Dr. Takayuki Tamura mostrou que quanto maior é o conteúdo de ferro do vinho tinto pior é o gosto desagradável após o consumo dos peixes e frutos do mar. Tanto que vinhos com baIxíssima concentração de ferro não ocasionaram o mesmo problema mesmo não sendo brancos.

Quer ler o artigo? Clique em:

Tamura et al. Iron Is an Essential Cause of Fishy Aftertaste Formation in Wine and Seafood Pairing. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2009; 57 (18): 8550.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Não ao ato médico

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Prezado parlamentar,

meu nome é Andreia Torres, sou nutricionista, docente da UnB no curso de pós-graduação em promoção à saúde e de vários cursos de graduação em Brasília. Fiz 4 pós graduações em saúde e nutrição, mestrado e atualmente curso o doutorado também na Universidade de Brasília. Busco me atualizar ao máximo e há mais de 10 anos atuo em consultório próprio auxiliando todos os que solicitam minha ajuda na busca por maior qualidade de vida e saúde.

Além das prescrições dietéticas muitas vezes preciso recorrer à suplementos vitamínicos e/ou minerais, probióticos, energéticos ou protéicos dentre outros afim de restabelecer a condição de saúde ou atender aos objetivos do cliente. Faço isto com muita responsabilidade e estou muito preocupada pois se o ato médico for aprovado perderei, assim como milhares de nutricionistas e farmacêuticos, a prerrogativa da prescrição destes compostos, os quais são estudados muito mais por nós do que pelos próprios médicos.

Peço que considerem seu voto a favor de todos os profissionais de saúde e não de uma única classe profissional. Para conhecer mais sobre minha profissão disponibilizo abaixo alguns textos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Todos precisam de probióticos?

O uso de probióticos deixou de ser novidade. Seja na forma de cápsulas, sachês, kefir ou iogurte está todo mundo usando. Mas todo mundo precisa?

As bactérias boas (probióticas) são muito importantes para o nosso organismo. Colonizam o trato digestório protegendo competitivamente contra microorganismos causadores de doenças. Além disso digerem parcialmente as fibras produzindo ácidos graxos de cadeia curta, fundamentais para a saúde intestinal.

A morte exagerada das bactérias probióticas se dá por vários fatores como dieta desbalanceada (pobre em fibras, rica em açúcares, conservante, corantes, pesticidas), uso de antibióticos e fatores que alterem o pH do meio (uso indiscriminado de antiácidos, medicamentos - inclusive anticoncepcionais) e, principalmente, o estresse. Isto significa que vez ou outra poderemos apresentar sintomas relacionados à disbiose, o desequilíbrio entre as bactérias "boas"e "ruins". Dentre os sintomas mais comuns estão constipação ou diarréia, cansaço, alergias alimentares, queda de cabelo, rinite e até ganho de peso. Se este for o caso, após o diagnóstico o nutricionista irá sugerir uma dieta com o mínimo de irritantes, rica em fibras e nutrientes importantes para o reequilíbrio do organismo e, provavelmente, suplementação de probióticos.

O cuidado deve ser com os modismos. Existem em nosso intestino cerca de 800 espécie diferentes de bactérias. Apesar de terem nomes parecidos os efeitos não são os mesmos. Por exemplo, Lactobacillus acidophilus combinados com Lactobacillus bifidus são eficientes para prevenir a diarréia comum ao se utilizar antibióticos. Já a combinação Lactobacillus bulgaricus com Streptococcus termophilus é ineficiente neste caso. Ou seja, o mesmo produto não serve para todos e nunca será completo. É por isto que alguns pesquisadores estudam - pasmem - o uso das próprias fezes de indivíduos saudáveis como medida extrema para recolonizar o trato digestório de pacientes.

Agora se você já é saudável e consome uma dieta balanceada, com quantidade adequada de fibra, proteína e gordura de boa qualidade, é provável que consiga restabelecer a quantidade de bactérias rapidamente, mesmo sem o uso de produtos especiais. O ideal é moderar o consumo de gordura saturada (presente nas gorduras animais, carnes, laticínios integrais), substituindo-a parcialmente por gordura monoinsaturada (presente por exemplo no azeite e no óleo de canola). A recomendação de fibras é de 25 a 30 gramas por dia. Para atingir esta quantidade consuma cerca de 5 porções de frutas e hortaliças diariamente (pelo menos 400 gramas) e ainda cereais integrais. Nozes e castanhas também fornecem fibras, proteína e gorduras de boa qualidade. Se você se adapta bem ao consumo de iogurte, opte por aqueles com probióticos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/