Todos precisam de probióticos?

O uso de probióticos deixou de ser novidade. Seja na forma de cápsulas, sachês, kefir ou iogurte está todo mundo usando. Mas todo mundo precisa?

As bactérias boas (probióticas) são muito importantes para o nosso organismo. Colonizam o trato digestório protegendo competitivamente contra microorganismos causadores de doenças. Além disso digerem parcialmente as fibras produzindo ácidos graxos de cadeia curta, fundamentais para a saúde intestinal.

A morte exagerada das bactérias probióticas se dá por vários fatores como dieta desbalanceada (pobre em fibras, rica em açúcares, conservante, corantes, pesticidas), uso de antibióticos e fatores que alterem o pH do meio (uso indiscriminado de antiácidos, medicamentos - inclusive anticoncepcionais) e, principalmente, o estresse. Isto significa que vez ou outra poderemos apresentar sintomas relacionados à disbiose, o desequilíbrio entre as bactérias "boas"e "ruins". Dentre os sintomas mais comuns estão constipação ou diarréia, cansaço, alergias alimentares, queda de cabelo, rinite e até ganho de peso. Se este for o caso, após o diagnóstico o nutricionista irá sugerir uma dieta com o mínimo de irritantes, rica em fibras e nutrientes importantes para o reequilíbrio do organismo e, provavelmente, suplementação de probióticos.

O cuidado deve ser com os modismos. Existem em nosso intestino cerca de 800 espécie diferentes de bactérias. Apesar de terem nomes parecidos os efeitos não são os mesmos. Por exemplo, Lactobacillus acidophilus combinados com Lactobacillus bifidus são eficientes para prevenir a diarréia comum ao se utilizar antibióticos. Já a combinação Lactobacillus bulgaricus com Streptococcus termophilus é ineficiente neste caso. Ou seja, o mesmo produto não serve para todos e nunca será completo. É por isto que alguns pesquisadores estudam - pasmem - o uso das próprias fezes de indivíduos saudáveis como medida extrema para recolonizar o trato digestório de pacientes.

Agora se você já é saudável e consome uma dieta balanceada, com quantidade adequada de fibra, proteína e gordura de boa qualidade, é provável que consiga restabelecer a quantidade de bactérias rapidamente, mesmo sem o uso de produtos especiais. O ideal é moderar o consumo de gordura saturada (presente nas gorduras animais, carnes, laticínios integrais), substituindo-a parcialmente por gordura monoinsaturada (presente por exemplo no azeite e no óleo de canola). A recomendação de fibras é de 25 a 30 gramas por dia. Para atingir esta quantidade consuma cerca de 5 porções de frutas e hortaliças diariamente (pelo menos 400 gramas) e ainda cereais integrais. Nozes e castanhas também fornecem fibras, proteína e gorduras de boa qualidade. Se você se adapta bem ao consumo de iogurte, opte por aqueles com probióticos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Carne e Alzheimer

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Você sabia que uma dieta com menos calorias, gordura e rica em vegetais, frutas e peixes pode atrasar a progressão do Alzheimer? E não é só, um estudo publicado este mês mostrou que uma dieta rica em proteína desencadeia a formação de placas no cérebro e o pior: diminuem o tamanho do órgão em 5% em comparação a dietas com menos proteínas e mais carboidratos. Lembre, contudo, que estes carboidratos devem ter baixo índice glicêmico para não aumentar a inflamação do organismo e do cérebro.

Para saber mais: Steve Pedrini, Carlos Thomas, Hannah Brautigam, James Schmeidler, Lap Ho, Paul Fraser, David Westaway, Peter Hyslop, Ralph Martins, Joseph Buxbaum, Giulio Pasinetti, Dara Dickstein, Patrick Hof, Michelle Ehrlich and Sam Gandy. Dietary composition modulates brain mass and amyloid beta levels in a mouse model of aggressive Alzheimer's amyloid pathology. Molecular Neurodegeneration, (in press).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vai fazer prova?

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O final do ano está chegando e meus alunos na faculdade estão cheios de provas, apresentações de monografia e trabalhos finais de estágio. Para fazer uma boa prova é necessário dedicação e estudo mas comer bem também é fundamental. Uma boa alimentação melhora a concentração. Balinhas e chocolates podem até fornecer energia porém como o carboidrato é de alta absorção e, portanto, consumido rapidamente, esta energia não dura. O melhor sempre é:

- Fazer o café da manhã. Frutas, cereais integrais como pães, aveia ou quinoa fornecem energia de absorção lenta, que não te deixará com sono momentos depois. Iogurte com frutas e castanhas ou mesmo um omelete com tomate, queijo e suco são boas pedidas.

- Regularidade durante o dia. Não passe mais de 3 horas sem comer para que consiga manter as concentrações de glicose plasmática constantes. Lembre-se: nosso cérebro funciona a base deste nutriente! Frutas, iogurte, torrada integral são algumas opções para aguentar até a hora do almoço. Tanto nesta refeição quanto no jantar não abuse. Quantidades muito grandes ou alimentos de difícil digestão o deixarão muito sonolento.

- Não se esqueça da água, ela é fundamental para que todas as reações químicas ocorram, reduz a fadiga e ajuda o cérebro a trabalhar. Leve a garrafinha com você para a biblioteca ou sala de aula.

- Limite a cafeína. Como assim? Cafeína não é estimulante? Sim, porém em excesso pode deixá-lo mais agitado, irrequieto, nervoso, além de prejudicar o sono.

- Lembre-se da atividade física. Não pense que ao se exercitar estará perdendo o tempo do estudo. Incluir uma atividade física moderada durante o dia contribuirá para a redução do estresse, para melhorar o sono e para levar mais sangue e nutrientes a todos os lugares, inclusive ao cérebro.

- Esqueça as novidades. No dia da prova não invente moda. Nada de comer em locais muito diferentes do seu habitual ou comprar uma novidade da indústria alimentícia. Atenha-se ao que já está acostumado e funciona para você para não correr o dia de passar mal bem no dia da prova para a qual você estudou tanto.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/