Emagrecimento melhora saúde do fígado

A esteatose hepática é uma condição na qual uma grande quantidade de gordura se acumula no fígado prejudicando o funcionamento do mesmo. As principais causas da esteatose são o consumo excessivo de álcool, a obesidade, o diabetes mellitus não controlado, o consumo excessivo de calorias, carboidratos e gordura.

Medicamentos sozinhos não resolvem os problemas. Geralmente mudanças no estilo de vida também fazem-se necessárias, principalmente quando o assunto é a perda de peso, as dislipidemias e a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

A figura abaixo foi publicada na revista Nature (Parekh et al, 2015). Mostra que a resistência à insulina reduz a saciedade, aumenta a inflamação de células de gordura, reduz a capacidade de queima de gordura na musculatura e uma queda na produção de butirato no intestino, que eleva a produção de hormônios que geram o acúmulo de gordura.

Segundo os autores do artigo, o desequilíbrio da flora intestinal também é um problema pois pode gerar aumento da síntese de ácidos graxos de cadeia curta (acetato e proprionato) levando a um aumento de gordura no fígado.

De acordo com estudo, publicado na edição de janeiro de 2009 do Hepatology, a perda de peso de apenas 9% pode reverter a esteatose hepática não-alcoólica. Além de reduzir a quantidade de gordura no órgão a redução do peso também diminui a resistência à insulina e a inflamação e aumenta os níveis de adiponectina (uma proteína antiinflamatória).

Artigo recomendado:

Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. 1;4(2):226-35. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23493539

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Alto consumo de gordura aumenta risco cardiovascular, mesmo quando colesterol sanguíneo é normal

Estudo de pesquisadores da Universidade de Cincinnati mostrou que dietas ricas em gorduras, mesmo quando seguidas por um período curto de tempo pode inflamar os tecidos que circulam os vasos sanguíneos, contribuindo para as doenças cardiovasculares. Os achados foram publicados em janeiro no Circulation Research, onde os autores descrevem uma menor secreção da adiponectina, uma proteína antiinflamatória, e maior secreção de citocinas inflamatórias (interleucina-6, interleucina-8) e proteínas que atraem monócitos. O mais interessante é que isto acontece independentemente do ganho de peso ou dos níveis de coleterol sanguíneo. Ou seja, isto serve de aviso àqueles que dizem que podem consumir alimentos gordurosos já que seu peso e seus níveis de lipídios séricos são normais (Chatterjee et al., 2010).

Sabia que vegetarianos podem ter colesterol alto?

Apesar das dietas a base de plantas serem mais ricas em fibras, antioxidantes e pobres em colesterol, vegetarianos podem também ter colesterol alto. Um dos motivos é a disbiose intestinal. Quando bactérias ruins proliferam-se, aumentam a produção de endotoxinas. Ao serem absorvidas pelo intestino, chegam ao fígado, desregulando-o. Neste momento o fígado passa a produzir mais colesterol.

Muitos vegetarianos possuem uma dieta excessivamente industrializada. Não comem carne, mas comem substitutos industrializados, ricos em corantes, conservantes, açúcar ou gordura de qualidade duvidosa. Muitos medicamentos, como anticoncepcionais, antidepressivos, antiinflamatórios prejudicam o intestino. Fora isso, a ansiedade e o estresse excessivo também estão entre as causas de disbiose. A saúde depende de cuidados globais, de corpo e mente. Além de cuidar da dieta adote práticas integrativas como yoga e meditação.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O chá verde gelado conserva seus benefícios?

Sim! Caso prefira o chá verde (e outros chás) pode ser consumido gelado. Porém o ideal é prepará-lo em casa já que os chás previamente engarrafados ou em embalagens tipo tetra pak parecem conter menor teor de polifenóis, substâncias protetoras das plantas. Além disso, garrafas de plástico e embalagens acartonadas também podem contaminar os alimentos. Por isto, o ideal é comprar a erva e adicioná-la (1 colher de ) em 1 litro de água fervente. Deixe por 5 minutos e leve à geladeira em uma jarra de vidro tampada.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/