Antes de engravidar adote um estilo de vida que desinflame | Proteja o cérebro de seu bebê

Toda a mulher que deseja engravidar deve adotar uma alimentação saudável, para preparar o corpo para a gravidez. Uma dieta antiinflamatória torna o útero menos hostil para o bebê. Já mulheres que não cuidam-se, que consomem muito álcool, alimentos fritos e com características inflamatórias, que vivem doentes (por exemplo, estão sempre gripadas), que tem o intestino ruim (aprenda mais sobre disbiose) ou tem um excesso de gordura corporal apresentam muito mais inflamação corporal, tornando o útero um meio muito mais hostil para o feto. Isto aumenta o risco de malformações e também de abortos.

Além disso, o corpo inflamado gera alterações no desenvolvimento cerebral da criança (Rudolph et al., 2018). A inflamação pode ser um fator de risco para transtornos do neurodesenvolvimento (como autismo e TDAH) e outras doenças neurológicas, como esquizofrenia. Porém, mais estudos são necessários nesta área (Gustavson et al., 2019).

O que acontece na barriga da mãe pode mudar a expressão genética do bebê e aumentar a susceptibilidade a doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, renais e certos tipos de câncer (Thornburg et al., 2014). Fatores como a má nutrição, o estresse (com elevação de cortisol), a má circulação (e hipoxia tecidual) modificam genes.

O ideal é que mulheres com excesso de gordura corporal percam um pouco de peso antes de engravidar, uma vez que a obesidade está ligada a um ambiente mais inflamatório e dificuldades na metilação, o que aumenta o risco de doenças futuras nos filhos (Chavira-Suárez, 2019).

Estudos clássicos mostram que mulheres com carência nutricional de vitamina do complexo B produzem menos substâncias protetores, como glutationa e SAM ( S-adenosilmetionina). Por isso, antes de engravidar a mulher vai provavelmente precisar suplementar B9, B12, vitamina D e ômega-3. Se tiver outras carências, estas precisarão ser corrigidas. Se tiver disbiose intestinal, esta também precisará ser tratada.

Se a mulher engravidar precisará de um polivitamínico que contenha colina, selênio, iodo, complexo B. Vitamina B12 e B9 poderão ser necessárias em maiores quantidades se a mulher for vegana ou se tiver polimorfismos como o do gene MTHFR. Precisará continuar tomando ômega-3 e provavelmente também probióticos.

A mulher também poderá precisar de suplementos para que possa amamentar sem desenvolver carências nutricionais. O acompanhamento nutricional nas 3 fases (antes, durante e após a gravidez) é fundamental. Agende sua consulta online e comece a cuidar-se desde já.

HOMENS TAMBÉM PRECISARÃO PREPARAR-SE PARA A GRAVIDEZ.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Efeito da meditação e do yoga no cérebro

Recebemos mais de 16 milhões de bits de informação por dia, 500 mil por minuto. Tudo o que se passa à nossa volta nos comunica algo. É impossível captar tudo. O cérebro então filtra o que é mais importante. Uma mulher grávida vê carrinhos de bebê para todo lado (está filtrando isso). Pessoas não grávidas podem nem perceber os carrinhos de bebê, concentrando-se em outras coisas do ambiente. Esse sistema de filtragem é conhecido como Sistema de Ativação Reticular (SAR). Este sistema é composto por um conjunto de neurônios que vai filtrando aquilo com que devemos trabalhar. Deixa na memória de trabalho (MT) as tarefas mentais do momento (leitura, aritmética, resolução de problemas. Quem não consegue filtrar o que é mais relevante sobrecarrega a memória de trabalho.

Por isso, estas pessoas devem decidir conscientemente no que focar. Devem estabelecer metas, falar sobre elas, escrevê-las, lê-las e focando em sua concretização durante o dia. Pessoas que têm dificuldade em focar podem precisar fazer um trabalho, entram na internet para pesquisar mas perdem-se ali dentro. O ideal então é fazer uma meditação à noite, pensar nas tarefas principais do dia seguinte e escrevê-las (poderá usar também uma agenda ou um alarme). No dia seguinte, ao acordar, leia a lista de tarefas e comece pelo que é mais importante. Distraiu-se, não lembra o que tinha que fazer? Leia novamente a lista e continue assim até completar sua tarefa. Existem também suplementos que ajudam a focar melhor. Discuto isso durante as consultas e também em meu curso online Psiconutrição.

Meditação e memória de trabalho

Outra forma de ativar o SAR e reduzir a sobrecarga da memória de trabalho é pela meditação. Para treinar o sistema de ativação reticular e a performance no trabalho práticas como meditação e yoga são indicadas. Embora a maioria das pessoas experimente atenção plena apenas por períodos muito curtos, a capacidade de concentrar-se pode ser aprimorada com treinamento adequado. As práticas não precisam ser complexas. O simples ato de fechar os olhos e prestar atenção na respiração já tem um grande efeito no cérebro. Pesquisas mostram que a meditação aumenta o fluxo sanguíneo no córtex pré-fronta e lobos parietais. A meditação também reduz a oscilação de ondas mentais no lobo frontal. Assim, as práticas meditativas contribuem para a regulação da atenção, maior consciência corporal, regulação da emoção e consolidação da memória.

Yoga e o cérebro

O yoga é uma filosofia milenar que inclui técnicas respiratórias, meditativas, corporais, dentre outras. Pesquisas mostram que a prática de yoga estimula a neuroplasticidade, a mudança do cérebro, ao ganho de novas conexões. Existem evidências de que a prática regular reduz o risco de problemas cognitivos, atrofia cerebral, condições psiquiátricas (como depressão) e ajuda a tratar a hiperatividade e déficit de atenção, tão comuns em nossa sociedade.

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Cuide-se bem. Adote uma rotina diária de autocuidados

CONSULTORIA NUTRICIONAL ONLINE
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Epigenética mitocondrial na síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21)

As mitocôndrias são organelas citoplasmáticas que desempenham um papel central na geração de energia e em vários outros mecanismos envolvidos no equilíbrio do organismo. A mitocôndria possui seu próprio genoma (DNA mitocondrial), que é regulado por mecanismos epigenéticos (nesse caso a ciência é a mitoepigenética).

Variações genéticas (como ocorre na trissomia do cromossomo 21) ou alterações epigenéticas podem influenciar o funcionamento mitocondrial, alterar a capacidade de metilação do DNA e acelerar o desenvolvimento de diversas doenças (como o hipotireoidismo e a doença de Alzheimer).

Pessoas com síndrome de Down apresentam maiores concentrações de piruvato, succinato, fumarato, lactato e formato (Caracausi et al., 2018). O aumento destes compostos sugere alterações no funcionamento mitocondrial. A superexpressão do gene Hsa21 NRIP1 parece ser uma das causas da disfunção das mitocôndrias na síndrome de Down (SD), prejudicando a capacidade de produção energética das células. Outra causa da disfunção mitocondrial (no cérebro) é o acúmulo de proteína beta amilóide. A correção parcial do problema depende do adequado consumo de nutrientes. D

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/