Azeite de oliva extra-virgem protege o fígado

Em estudo publicado no Nutrition and Metabolism ratos foram expostos ao herbicida tóxico ácido 2,4-diclorofenoxiacético. O mesmo causa estresse oxidativo e danos ao fígado. Este mesmo estresse oxidativo também aumenta o risco de doenças neurodegenerativas, cardiovasculares, câncer e diabetes.

Na pesquisa, todos os ratos expostos ao herbicida desenvolveram disfunções hepáticas. Porém, naqueles que receberam o azeite, o dano foi diminuído. Isto ocorre pois o azeite é rico em compostos fenólicos com propriedades antioxidantes e protetoras. Outros alimentos ricos em compostos fenólicos são os chás (como chá verde e chá de hibiscus), o cacau, as uvas, o açaí...

Mas voltando ao azeite, o mesmo ainda é rico no ácido graxo oléico que diminui o risco de oxidação da LDL (o "mau colesterol") e, portanto, de aterosclerose. Mas não vale comer uma refeição rica em frituras e gorduras ruins e regar com azeite. O ácido graxo oléico deve substituir as gorduras saturadas e trans da dieta. Escolha uma boa marca, sem aceitar aquelas com misturas de óleos (por exemplo azeite + óleo de soja). Como é um produto importado acaba sendo mais caro que os outros óleos mas vale a pena. Retire as guloseimas, sorvete, biscoitos, refrigerantes e sucos industrializados do carrinho. Economize e faça o azeite entrar de vez no cardápio da sua família.

O azeite extra-virgem é o mais saudável visto que sofre menos processamento, sendo extraído logo na primeira prensagem das azeitonas. Possui mais compostos fenólicos e por isto traz maiores benefícios à saúde. O ideal é comprar um produto com acidez abaixo de 0,8 e em vidro escuro para melhor preservação das substâncias antioxidantes.

O azeite é um dos alimentos muito consumidos na dieta mediterrânea. Saiba mais sobre o tema:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Diminua o consumo de gorduras

Uma pesquisa apresentada no encontro anual da Sociedade de Neurociência, mostrou que o consumo crônico de dietas ricas em gordura modifica singnificativamente a química cerebral. Isto acontece pois os alimentos ricos em gordura ativam regiões do cérebro associadas ao prazer e que promovem a compulsão por mais alimentos ricos em gordura.

Os lipídios são importantes na dieta saudável já que lubrificam articulações, protegem os órgãos internos, são precursores de hormônios e de citocinas. Porém, a qualidade da gordura deve ser observada dando-se preferência às monoinsaturadas (presentes no azeite, nas castanhas e no abacate) e às poliinsaturadas do tipo ômega-3 (encontradas nos peixes, na linhaça, no gergelim). Já alimentos ricos em gorduras saturadas, ômega-6 e trans devem ser limitadas afim de quebrar o ciclo engorda-emagrece.

Você já reparou que quando a sua dieta está ruim, com muito bolo, pizza e outros alimentos menos nutritivos, sua vontade de fazer as pazes com as frutas diminui? Por isto, é importante não passar muitas horas sem se alimentar, pois com fome, perde-se o controle e a compulsão aumenta. Para ter uma dieta saudável rica em antioxidantes e fitoquímicos que protegem nosso corpo de obesidade, diabetes, aterosclerose, Parkinson e doenças cardiovasculares é importante ter tempo para se pensar no cardápio da próxima refeição.

Não há necessidade de se mudar tudo de uma só vez mas comece já a diminuir os alimentos industrializados, substituindo-os por outros mais saudáveis. Pense na sua próxima lista de supermercado com carinho, progreme-se para preparar pratos nutritivos e evite encher a despensa com guloseimas ou acabará atacando-as nos momentos de cansaço ou tédio. Ainda falta um mês e meio para 2011. Você pode começar agora, não deixe sua saúde ser mais uma promessa de ano novo!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vitamina D e adiposidade visceral

Crianças deficientes em vitamina D engordam mais facilmente e acumulam mais gordura na região abdominal. Este é o resultado da pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition.

 A vitamina D pode ser produzida em nossa pele porém crianças e adultos que passam o dia inteiro dentro de edifícios ou que usam protetor solar em todo o corpo o tempo todo produzem quantidades muito pequenas, pois a conversão do colesterol na vitamina exige a ativação pelos raios solares. No estudo, 479 crianças entre 5 e 12 anos, da cidade de Bogotá, na Colômbia foram acompanhadas por 30 meses.

Os níveis de vitamina D plasmáticos foram avaliados assim como o peso, a circunferência da cintura e as pregas cutâneas subescapular e tricipital. Foi identificada deficiência de vitamina D em 10% das crianças e níveis insuficientes em 46% delas, sendo que as crianças com os mais baixos níveis de vitamina D ganhavam também peso mais rápido e de forma mais dramática principalmente na região da cintura. É sabido que o acúmulo de gordura na região abdominal aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas.

Nos Estados Unidos 60% dos adolescentes possuem níveis sanguíneos insuficientes deste nutriente (Olmos, 2004). No Brasil, Arantes e colaboradores (2013) divulgaram estudo no qual grande parte da população possui concentrações plasmáticas de vitamina D abaixo de 20 ng/mL (< 50 nmol/L), principalmente nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Por isto, quando a exposição ao sol se torna inviável por motivos como violência urbana ou risco de câncer de pele alternativas como a suplementação devem ser buscadas.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre a vitamina D. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância este hormônio e como ele melhorar a saúde de todos.

Valor laboratorial de vitamina D é aquele para manter sua absorção de cálcio. Mas pode não sobrar vitamina D para suas outras funções hormonais e imunológicas.

Vitamina D e imunidade

Estudo publicado agora em 2022 mostrou que pessoas com vitamina D menor que 20 tiveram 14 vezes mais chance de morrer do que os pacientes com vitamina D maior que 40 ng/ml (Dror et al., 2022).

Não sabe seu valor no exame de sangue? O ideal é fazer. Não dá? Então tome pelo menos uma suplementação mínima de 2.000 UI. Algumas boas marcas:

- Now

- Vitafor

- Puravida (com vitamina A e K2)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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