Vitaminas do complexo B reduzem degeneração cerebral

Vitaminas do complexo B tais quais ácido fólico, vitaminas B6 e B12 controla os níveis de homocisteína no sangue. Na deficiência vitamínica os níveis do aminoácido aumenta e isto está associado a maior risco de doença de Alzheimer. Estudo realizado na Universidade de Oxford, na Inglaterra, testou em 168 voluntários com idade superior a 70 anos e com problemas leves de memória até que ponto a suplementação de vitaminas do complexo B seria eficiente  na proteção do sistema nervoso.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que fizeram uso das vitaminas B9, B6 e B12 tiveram um encolhimento cerebral de 0,76% ao ano. Já o grupo não suplementado teve encolhimentos maiores de, em média, 1,08% ao ano. Ainda restam outras etapas do estudo com avaliações sobre o efeito das vitaminas na memória porém confia-se que a suplementação seja uma forma barata de retardar o progresso da doença de Alzheimer. É importante lembrar que os tipos e dosagens de suplementos devem ser indicados por seu nutricionista.

Fonte: A. David Smith, Stephen M. Smith, Celeste A. de Jager, Philippa Whitbread, Carole Johnston, Grzegorz Agacinski, Abderrahim Oulhaj, Kevin M. Bradley, Robin Jacoby, Helga Refsum, Ashley I. Bush. Homocysteine-Lowering by B Vitamins Slows the Rate of Accelerated Brain Atrophy in Mild Cognitive Impairment: A Randomized Controlled TrialPLoS ONE, 2010; 5 (9): e12244. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Mortalidade infantil diminui em todo o mundo mas ainda é fator de preocupação

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o número de crianças que morrem antes do 5o ano de vida caiu em 1/3 desde 1990. A notícia é boa porém os números ainda estão longe das metas de desenvolvimento do milênio para 2015.

De acordo com dados recentes a mortalidade infantil diminui de 12,4 milhões por ano (1990) para 8,1 milhões em 2009. Ou seja, morrem 12.000 crianças a menos por dia em relação aos dados da década passada. Porém, de acordo com a UNICEF a mortalidade infantil ainda é grande estando mais concentrada na Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão e China. Os países que mais melhoraram alcançaram as metas em decorrência de progressos na alimentação e em programas de saúde pública básicos, o que inclui maior cobertura de imunização, incentivo ao aleitamento materno, suplementação de vitamina A e expansão do tratamento de água.

No Brasil, apesar de as taxas de mortalidade infantil terem diminuído enormemente nas duas últimas décadas, ainda há muito a ser melhorado já que estimam-se cerca de 23,6 mortes/ mil nascimentos. Países onde a distribuição de renda é mais justa possuem taxas de mortalidades bem inferiores (ex: Suécia 3/mil nasc; Canadá 4,63/ mil nasc). O que preocupa é que em muitos países com menor desenvolvimento os índices de mortalidade estão abaixo dos nossos: Coréia do Sul (4,01/mil nasc); Cuba (6/ mil nasc); Chile (13/ mil nasc).

Afim de melhorar os índices, o Brasil estabeleceu a grande meta de reduzir a taxa de mortalidade infantil em 15,6% até o ano de 2015. O Rio Grande do Sul já alcançou a meta (13,5/mil nasc), mas esse percentual não reflete a realidade nacional, portanto há muito o que fazer nesse sentido. Afinal, uma criança morta desnecessariamente já é demais, quem dirá tantas crianças ainda sem assistência adequada.

Atualização de 2013 - Mortalidade cai mas ainda é um problema no mundo

Atualização de 2013 - Mortalidade cai mas ainda é um problema no mundo

Para saber mais sobre os objetivos de desenvolvimento do milênio acesse o site do PNUD, o site das Nações Unidas no Brasil ou o site internacional das Nações Unidas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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