Emagrecimento severo no câncer não poupa o coração

A caquexia -  condição caracterizada por dramática perda de peso e massa muscular, fadiga, fraqueza e anemia - reduz o funcionamento e modifica a estrutura do músculo cardíaco em ratos com câncer de cólon. A caquexia é responsável por algo entre 1/5 e 1/3 das mortes em indivíduos em tratamento do câncer porém alguns aspectos da condição continuam pouco entendidos. No estudo em questão foram demonstrados danos musculares nas fibras cardíacas dos animais caquéticos e mudanças mitocondriais (Tian et al., 2010).

As mitocôndrias são as usinas de força da célula, capazes de converter compostos carbônicos dos alimentos que consumimos em energia (ATP) e, nos tecidos cardíacos estudados, as mesmas encontravam-se em péssimas condições. Além disso, examinando-se a função dos genes no músculo cardíaco foi observado que as proteínas associadas com a geração de força foram convetidas da forma adulta (MHCα) para a forma fetal (MHCβ) nos ratos caquéticos, fenômeno ligado à falhas cardíacas. Outros estudos são necessários afim de testar drogas e suplementos que não só previnam a caquexia mas também as falência do músculo cardíaco. De qualquer forma, fica claro que o acompanhamento nutricional é importantíssimo afim de prevenir o emagrecimento, a perda de massa muscular severas, a parada cardíaca e também afim de tratar eventuais disfunções mitocondriais.

Prevenção da caquexia do câncer

Um dos aspectos associados à caquexia é a inflamação, com aumento de TNF-alfa, IL-1 e IL-6 que favorecem a proteólise muscular. O ômega-3 inibe a via do NFkB, reduzindo a cascata inflamatória e reduz a degradação muscular. Uma suplementação de 2g de ômega-3 ao dia é recomendada (Malta; Estadella; & Gonçalves, 2019).

Pacientes que adoram um leite precisam ter mais cuidado. O leite e o queijo estimulam muito a secreção de IGF-1 e a proliferação celular. O whey tem um efeito muito mais brando neste sentido (Melnik et al., 2012). Estudos também mostram que o whey ajuda a evitar a caquexia do câncer. Por isso, se está fazendo tratamento contra o câncer, indico que troque seu leite por uma proteína vegana neutra sem corantes ou um whey isolado sem corantes.

Opções de whey isolado sem corantes e sabor neutro:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Adolescentes que dormem menos comem mais

Estudo publicado no dia 01/09/2010 no periódico Sleep mostrou que os adolescentes que dormem menos que 8 horas por noite consomem porções maiores de alimentos ricos em gorduras e açúcares, como salgadinhos, doces, biscoitos recheados, cookies... A preocupação é que este hábito aumente o percentual de jovens adultos com obesidade. A pesquisa mostrou na verdade o que muita gente, adolescente ou não - já que adultos também apresentam tais hábitos, fazem quando passa muitas horas à frente da TV ou do computador à noite. Outro probleminha é que quanto mais tempo passar com as luzes ligadas, ou de frente para a luminosidade do computador ou da TV, menos melatonina será produzida e provavelmente maior será a inflamação e a resistência à insulina, o que aumenta o risco de doenças como diabetes e dislipidemias.

Em alguns momentos a suplementação de melatonina pode ser recomendada, em doses que vão de 0,21 a 3 mg. Depois de atingir o horário de sono desejado, ajude a mantê-lo tomando uma dose menor (máximo 2 mg) de melatonina duas horas antes de dormir.

A melatonina, em geral, não é recomendada em doses maiores que as fisiológicas (5mg). Além disso, o uso não é crônico para não inibir a capacidade de produção natural. Lembre que vários nutrientes são necessários para a produção de melatonina:

Artigo: WEISS, A. et al. The association of sleep duration with adolescent´s fat and carbohydrate consumption. Sleep, v. 33, n. 9, p. 1201-1209. 2010. Disponível em: http://www.journalsleep.org/ViewAbstract.aspx?pid=27900

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Quer viver mais? Aumente o consumo de vegetais

Se quiser viver mais adote uma dieta baseada no consumo de vegetais com baixo índice glicêmico. De acordo com estudo realizado com com 129.716 adultos e publicado  no Annals of Internal Medicine, a mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares dos que seguem dieta a base de vegetais é muito menor do que as que seguem dietas  com mais proteína de origem animal. A explicação é que a dieta com mais vegetais é mais rica em gorduras boas insaturadas, em fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos

Para saber mais: Teresa T. Fung, ScD; Rob M. van Dam, PhD; Susan E. Hankinson, ScD; Meir Stampfer, MD, DrPH; Walter C. Willett, MD, DrPH; and Frank B. Hu. 

"Low-Carbohydrate Diets and All-Cause and Cause-Specific Mortality - Two Cohort Studies". ANN INTERN MED September 7, 2010 153:337-339.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/