Antioxidantes da canela diminuem a glicemia e previnem o diabetes

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Estudo liderado pelo químico Richard Anderson sugere que o extrato de canela contém antioxidantes que podem contribuir para a redução do risco de diabetes e doenças cardiovasculares. Na pesquisa, 22 indivíduos obesos e com pré-diabetes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo ingeriu por 12 semanas 250 mg de extrato de canela enquanto o segundo grupo recebeu um placebo. Amostras de sangue foram coletadas para análise no início do estudo, na 6a e 12a semanas. Foi demonstrado que com o uso de suplemento o número de antioxidantes plasmáticos aumentou em até 23% e a glicemia diminuiu.

 Mais estudos são necessários a fim de verificar quais seriam as dosagens ideais e o tempo de administração, além de testar a segurança e a eficiência a longo prazo. Por enquanto as velhas condutas continuam valendo: emagrecer, consumir alimentos protetores ricos em antioxidantes como frutas, verduras, ervas e especiarias - incluindo-se aí a canela. A mesma pode ser utilizada na culinária tanto em pratos doces como salgados. A banana assada com canela é velha conhecida de todos mas procurem na internet, existem muitas receitas para todos os gostos. Mas cuidado, se você está gestante modere o uso, um pouquinho de canela não faz mal mas o chá forte ou o extrato podem estimular contrações.

Outros suplementos usados no tratamento do diabetes na Europa.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Suplementação de vitamina A não deve ser utilizada por mães HIV+ que amamentam

Suplementos de vitamina A e beta-caroteno não seguros para mulheres HIV+ que amamentam pois os mesmos aumentam a excreção do vírus no leite aumentando a chance de transmissão da infecção para o bebê. A pesquisa aparece em dois artigos publicados no  the American Journal of Clinical Nutrition e no Journal of Nutrition.

Estudos estimam que o risco de transmissão do vírus pelo leite humano seja de 7 a 22%, aumentando no caso da suplementação. A OMS, o UNICEF e a UNAIDS recomendam aconselhamento às mães para que estas possam decidir quanto à alimentação de seus filhos. No Brasil, o ministério da saúde desaconselha a amamentação por mulheres soropositivas para o HIV. Porém, a prática é muito comum principalmente na população mais carente não só aqui mas em outros países do mundo como a África. A pesquisa é bastante controversa pois a suplementação pós-parto de vitamina A é muito comum em vários países onde a prevalência de infecção por HIV é alta. Neste caso, quanto mais informação melhor para que as próprias mulheres decidam os procedimentos a adotar.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Bisfenol A altera os níveis de testosterona nos homens

Bisfenol A (BPA) é um composto químico controverso utilizado em embalagens de alimentos e bebidas. Vários países baniram o uso de BPA de embalagens destinadas à alimentação de bebês e também de mamadeiras. No Brasil, o bisfenol ainda é liberado em embalagens para todos os públicos inclusive infantis apesar de não existirem estudos formais em humanos mostrando sua segurança total. Quase todos os experimentos foram realizados em camundongos ou ratos desconsiderando que entre os roedores e os humanos existem diferenças na forma como o BPA é metabolizado. De qualquer forma existem evidências de que o contato com o BPA e sua circulação no organismo aumenta o risco de problemas como disfunções hormonais, mal funcionamento pancreático (o que pode conduzir a diabetes), doenças cardiovasculares e obesidade.

Atualmente o BPA esteve presente em mais de 90% dos indivíduos rastreados em todo o mundo e, agora, um novo estudo publicado no último volume da Environmental Health Perspectives, mostrou que Europeus estão expostos a cerca de 5 microgramas diariamente e quanto maior a exposição maior o risco de problemas endócrinos nos homens, especialmente aumentos anormais de testosterona no sangue. As repercursões disto não são claras mas o estudo mostra uma vez mais que o bisfenol A realmente atua como um disruptor endócrino, por sua estrutura similar aos hormônios naturalmente produzidos em nosso organismo, o que pode também aumentar o risco de câncer em homens e mulheres. A solução é consumir a menor quantidade possível de alimentos industrializados e embalados.

Artigo: GALLOWAY, T. et al. Daily Bisphenol A Excretion and Associations with Sex Hormone Concentrations: Results from the InCHIANTI Adult Population Study. EHP, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/