Benefícios da aveia

oat-pile.png

A aveia é um cereal muito nutritivo, rico em carboidratos, fibras solúveis que auxiliam na redução do colesterol e dos triglicerídeos, e compostos fenólicos (avenantramidas) que protegem as artérias e o coração. Esta aliás é uma função importantíssima do alimento, já que a inflamação crônica dentro da parede das artérias eventualmente pode levar à aterosclerose. De acordo com estudo publicado no Free Radical Biology & Medicine avenatramidas da aveia inibem as citocinas inflamatórias, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares.

O consumo diário de 20 a 35g deste cereal fornece entre 5 e 10 gramas de fibras solúveis, que ligam-se ao colesterol arrastando-o para as fezes. A dieta ocidental não fornece nem metade desta quantidade de fibras solúveis! Uma opção é adicionar o farelo de aveia no feijão, nas sopas, no iogurte, na receita dos bolos.

Redução de triglicerídeos

Os triglicerídeos são a forma como a gordura normalmente se encontra nos alimentos que consumimos e também a forma como a estocamos em nosso organismo. No sangue, seu aumento é prejudicial pois coloca o indivíduo em maior risco de desenvolver pancreatite e doenças do coração. Por isto seus níveis devem ser mantidos em concentrações inferiores a 200mg/dl.

Modificações simples de estilo de vida podem levar a reduções impressionantes nos níveis de triglicerídeos sanguíneos:

  • diminua o consumo de gorduras saturadas (presentes nos produtos de origem animal, como carnes gordas e laticínios integrais), e gordura trans (presente principalmente em alimentos industrializados e também em alguns alimentos fritos),

  • aumente o consumo de fibras (como a da aveia),

  • substitua os carboidratos refinados pelos integrais,

  • diminua o consumo de açúcar e de bebidas alcoólicas,

  • aumente o consumo de ômega-3 (presente principalmente nos peixes),

  • se estiver acima do peso aproxime-o da faixa saudável,

  • pratique uma atividade física (reduz os triglicerídeos e aumenta o HDL, o colesterol bom),

  • se precisar faça uso de medicamentos ou suplementos (niacina, fibratos, óleo de peixe e estatinas).

Para saber mais sobre a aveia clique aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Chocolate: mocinho ou bandido?

Estudos sobre o chocolate estão sempre aparecendo. Um novíssimo, que será apresentado em abril no encontro anual da academia americana de neurologia, realizado com mais de 44.000 participantes mostrou que uma porção semanal de chocolate reduz o risco de derrame cerebral em 22%. Os pesquisadores, entretanto, são bem cautelosos e afirmam que outros estudos são necessários afim de confirmar este achado já que outras pesquisas não mostraram qualquer relação entre o chocolate e o derrame.

Outra questão é que os benefícios sempre são mostrados com o consumo de chocolate amargo e sempre em pequenas quantidades (cerca de 6,7 gramas ao dia, ou um quadradinho e meio). Como o cacau possui flavonóides, antioxidantes poderosos, suas propriedades ainda conferem proteção contra doenças cardiovasculares e até contra o envelhecimento precoce. Flavonóides são amargos, por isto a indústria acaba processando o cacau afim de diminuir esta característica. O problema é que ao fazer isto o conteúdo de flavonóides diminui muito. Assim, chocolates doces ou ao leite não fazem o mesmo efeito das versões amargas. Além disso, os efeitos não podem ser desculpa para o consumo exagerado já que a guloseima é rica em açúcar, gordura e calorias. E engordar também é prejudicial para o coração e para a circulação sanguínea, fazendo com que os efeitos dos flavonóides sejam anulados e o risco de derrames volte a aumentar. Por isto, consuma outros alimentos ricos na substância como as frutas cítricas, cebolas, o chá verde e o vinho tinto, todos com moderação.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Amamente mais e reduza as chances de obesidade quando seu filho for mais velho

Mais um estudo mostrou que quanto mais cedo a alimentação complementar e as papinhas são introduzidas maior é a chance de excesso de peso em fases posteriores da vida, no caso aos 42 anos! No estudo para cada mês a mais de aleitamento materno, o risco de excesso de peso aos 42 anos era reduzido em 10%. Ou seja, amamente por mais tempo seu bebê e mantenha-o saudável por muitos e muitos anos!

* A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida.

Aprenda mais no curso online. 

Referência: Schack-Nielsen et al. Late introduction of complementary feeding, rather than duration of breastfeeding, may protect against adult overweight. American Journal of Clinical Nutrition, 2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/