Resolução federal proíbe a prescrição de quantidades excessivas de vitaminas

Desde antes de me formar, e me formei há muito tempo, ouvia meus professores, tanto de nutrição, quanto de bioquímica dizerem que megadoses de suplementos eram prejudiciais. Lembro de vários de meus professores comentando sobre o charlatanismo dos médicos ortomoleculares que "enganavam" os clientes garantindo-lhes que os mesmos iriam prevenir várias doenças ou resolver o problema da obesidade ao "corrigir"suas deficiências com megadoses de vitaminas e minerais. Há vários anos se sabe que tais megadoses podem, ao contrário, desencadear doenças, inclusive o câncer. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Por que precisamos de mais energia quando estamos doentes?

O gasto energético de uma pessoa é muito variável e depende do sexo, idade, peso, altura, grau de atividade física, bom funcionamento glândular e por aí vai. Ferimentos e infecções podem aumentar este gasto por estímulos neurológicos e citoquímicos ao hipotálamo, bem como pela modificação na secreção de catecolaminas e de neurotransmissores. Além disto a necessidade aumentada de nutrientes para os reparos necessários faz com que aumentemos o gasto durante mastigação, digestão e metabolização do alimento consumido. De qualquer forma, nem sempre existe um aumento significativo já que o indivíduo doente fica mais tempo deitado ou imóvel, o que faz com que a atividade física reduza-se muito, neutralizando o aumento ocasionado pela doença.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Os riscos do consumo de répteis

Conheço pessoas que adoram carnes exóticas e aproveitam viagens para experimentar de tudo: tartarugas, crocodilos, cobras, lagartos, iguanas e por aí vai... Mas cuidado: estudo publicado no International Journal of Food Microbiology mostra que o risco de contrair doenças como triquinose, pentastomiase, gnatostomiase e esparganose é grande.

Existe também o risco microbiológico devido a possível presença de bactérias patogênicas como Salmonella, Shigella, Escherichia coli, Yersinia enterolitica, Campylobacter, Clostridium e Staphylococcus aureus, que podem causar doenças com graus variados de severidade. Como os animais muitas vezes são abatidos na natureza não espere que os mesmos tenham sido tratados com antibióticos ou outros medicamentos.

Como existem poucos artigos publicados sobre o consumo de carnes exóticas e a contaminação por estes agentes, a Organização Mundial de Saúde não consegue precisar o número de casos no mundo, até porque o consumo é maior em regiões remotas do planeta. De qualquer forma, os especialistas recomendam que a carne seja sempre congelada para o transporte e sempre, sempre bem cozida afim de reduzir a quantidade de patógenos no alimento.

Para saber mais: Magnino et al. Biological risks associated with consumption of reptile products. International Journal of Food Microbiology, 2009; 134 (3): 163.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/