Desde antes de me formar, e me formei há muito tempo, ouvia meus professores, tanto de nutrição, quanto de bioquímica dizerem que megadoses de suplementos eram prejudiciais. Lembro de vários de meus professores comentando sobre o charlatanismo dos médicos ortomoleculares que "enganavam" os clientes garantindo-lhes que os mesmos iriam prevenir várias doenças ou resolver o problema da obesidade ao "corrigir"suas deficiências com megadoses de vitaminas e minerais. Há vários anos se sabe que tais megadoses podem, ao contrário, desencadear doenças, inclusive o câncer.
Por que precisamos de mais energia quando estamos doentes?
Os riscos do consumo de répteis
Conheço pessoas que adoram carnes exóticas e aproveitam viagens para experimentar de tudo: tartarugas, crocodilos, cobras, lagartos, iguanas e por aí vai... Mas cuidado: estudo publicado no International Journal of Food Microbiology mostra que o risco de contrair doenças como triquinose, pentastomiase, gnatostomiase e esparganose é grande.
Existe também o risco microbiológico devido a possível presença de bactérias patogênicas como Salmonella, Shigella, Escherichia coli, Yersinia enterolitica, Campylobacter, Clostridium e Staphylococcus aureus, que podem causar doenças com graus variados de severidade. Como os animais muitas vezes são abatidos na natureza não espere que os mesmos tenham sido tratados com antibióticos ou outros medicamentos.
Como existem poucos artigos publicados sobre o consumo de carnes exóticas e a contaminação por estes agentes, a Organização Mundial de Saúde não consegue precisar o número de casos no mundo, até porque o consumo é maior em regiões remotas do planeta. De qualquer forma, os especialistas recomendam que a carne seja sempre congelada para o transporte e sempre, sempre bem cozida afim de reduzir a quantidade de patógenos no alimento.
Para saber mais: Magnino et al. Biological risks associated with consumption of reptile products. International Journal of Food Microbiology, 2009; 134 (3): 163.


