Quanto maior é o consumo de gordura maior é a fome!

De acordo com pesquisadores da Universidade de Cincinnati o hormônio grelina é ativado pelas gorduras da alimentação e não pelos lipídos fabricados pelo corpo, como pensado anteriormente. A grelina tem a finalidade de otimizar o metabolismo dos nutrientes e promover o estoque de gordura. A enzima estomacal grelina O-acyl transferase (GOAT) seria a responsável pela ativação da grelina e poderá ser o alvo de futuros tratamentos para a obesidade.  O estudo foi publicado no dia 5 de junho na Nature Medicine. A grelina é um hormônio que se acumula durante o jejum e é encontrado em altas concentrações antes das refeições. Também é conhecido como o hormônio da fome porque se administrado em doses farmacológicas estimula o consumo de alimentos em modelos animais e humanos. Para que funcione a grelina precisa ser acilada (adicionada a um ácido graxo). O processo ocorre por meio da enzima GOAT. Originalmente pensava-se que os ácidos graxos unidos à grelina pela enzima GOAT eram produzidos pelo corpo no jejum. Os novos dados mostram que na verdade estes ácidos graxos vem da dieta. O sistema grelina estomacal parece ser um sensor de lipídios que avisa o cérebro sobre a disponibilidade de calorias - dando o sinal verde para processos que consomem energia, como o crescimento.  No estudo os ratos expostos aos lipídios e que não tinham a enzima GOAT acumulavam menos gorduras do que aqueles que expressavam mais GOAT. Apesar deste estudo não poder ser imediatamente extrapolado para humanos, outro estudo da Universidade da Virgínia mediu separadamente as concentrações de grelina ativa e inativa. O estudo mostrou que durante o jejum os níveis de grelina estavam normais, porém na presença de gordura vinda da alimentação os níveis aumentaram. Na terapia de redução de estômago, por exemplo, o apetite fica diminuído e a perda de peso acontece. Será porque células que produzem GOAT são reiradas prevenindo a ativação da grelina? Mais dúvidas para novos estudos...

 
Fonte da imagem: http://www.nature.com/nrendo/journal/v3/n10/images/ncpendmet0625-f1.jpg

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Consumo de açúcar aumenta | Saúde física e mental piora

Estudo publicado pela FAO agora em junho (2009) o consumo mundial de alimentos mostrou um grande aumento na ingestão de açúcar. O consumo de açúcar não deveria ultrapassar 10% das calorias diárias. O IBGE estima que os brasileiros consumam 13% de calorias derivadas de açúcar só em casa, sem contar com o açúcar, doces, balas e refrigerantes consumidos na rua!

O USDA recomenda que não sejam ultrapassadas 10 colheres de sopa de açúcar ao dia. Há, isso é muito, certo? Certo, mas uma única lata de refrigerante contém estas 10 colheres de sopa de açúcar; 10 balas (50g) contém 11 colheres, 1 xícara de cereal matinal já adicionado de açúcar contém 4 colheres, 250ml de limonada no restaurante pode conter até 7 colheres! Fora o açúcar dos cafezinhos, do achocolatado para o leite, do iogurte de frutas, do chocolate ou da sobremesa do almoço. E você sabe: açúcar em excesso contribui para o aumento do peso e dos triglicerídeos. Além disto, este açúcar simples não contém fibras, vitaminas e minerais o que ocasiona um desequilíbrio em nosso organismo. Alguns autores relacionam, inclusive, o excesso de açúcar com depressão, constipação, congestão, ansiedade, inflamação e disfunções no sistema imune, dentre outros problemas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Massagem emagrece?

Esta é uma pergunta bem frequente de leitores do blog. Bom, a verdade é cruel: massagem não emagrece. O que emagrece é consumir menos calorias do que se gasta. A massagem, ao contrário do exercício físico, não aumenta o consumo de oxigênio nem a produção de ácido lático, não tendo efeito sobre os depósitos de gordura. Então, massagem não tem benefícios? Também não é assim. Estudos mostram que as diferentes técnicas podem melhorar a imunidade pela estimulação dos linfócitos T, ter efeito calmante (o que pode indiretamente contribuir para a redução da compulsão alimentar), reabsorver líquidos e auxiliar a excreção de toxinas (você poderá até ver uma diminuição do peso na balança, porém esta é devida à diminuição do edema e não à maior quebra de gordura), e até melhorar o funcionamento intestinal (o que dá uma sensação de bem estar e desincha a barriga).

Ou seja, você pode fazer massagens como auxiliar no tratamento para a perda de peso mas não há como fugir da única regra que funciona: comer menos e movimentar o corpinho!

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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