Como conservar os utensílios domésticos por mais tempo?

Os equipamentos e utensílios utilizados na cozinha merecem cuidados, visto que descuido ou desconhecimento ao manejá-los, falta de manutenção ou consertos e limpeza inadequados reduz a vida útil dos mesmos.

Seguem algumas recomendações, adaptadas do livro técnica dietética (ORNELLAS, 2001):

- evite atritos e fricção desnecessária de superfícies de materiais que riscam e desgastam;

- seque as superfícies de metais que enferrujam, como tesouras;

- não aqueça as chapas além do necessário para não expor o metal à fusão e diminuir o gasto de gás;

- limpe cuidadosamente o equipamento elétrico depois de utilizá-lo, seguindo as instruções do fabricante;

- evite que as panelas se manchem e deformem, não deixando-as secar nem queimar no fogo;

- nunca adicione água fria em panela muito quente para evitar que rachem ou deformem. O melhor é usar água quente em panela quente;

- limpe imediatamente os utensílios de madeira, para evitar que fiquem impregnados com o odor dos alimentos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Comer mais e pesar menos?

Isto soa bem para você? Então não está sozinho já que a maior parte das pessoas gosta de comer. Os últimos estudos em nutrição e perda de peso sugerem duas estratégias:

- Escolha alimentos menos calóricos e com mais nutrientes. Frutas e verduras tem estas características, são riquíssimos em nutrientes, fibras e água e fornecem pouca energia. Para saber mais sobre alimentos nutricionalmente densos ouça ao antigo podcast alimentação saudável, gravado em 2009:

Alimentos mais densos nutricionalmente
Andreia Torres

- Inclua fontes magras de proteína em suas refeições. As proteínas saciam por mais tempo que os carboidratos por terem uma digestão mais lenta. Veja algumas sugestões:

  • Café da manhã: troque as torradas e o pão francês com manteiga por iogurte desnatado com frutas ou vitamina de leite de soja com quinua.

  • Almoço: substitua o macarrão por uma fonte protéica (carne magra, soja ou ovo, salada, arroz e feijão - aquela alimentação que tinhamos quando criança).

  • Lanches: troque os biscoitos por castanhas e nozes, frutas com aveia ou quinua ou mesmo um suco de abacate ou açaí (estes são mais calóricos mais ajudam a controlar a compulsão noturna.

  • Jantar: tente fazer refeições parecidas com o almoço, evitando os pães e bolos. Se não conseguir faça omelete, tapioca (você pode rechear com pasta de grão de bico ou mesmo de vegetais). Na pior das hipóteses substitua o pão branco por pão integral, recheado com salada (alface, tomate, cenoura ralada...) e uma fonte protéica (queijo, peito de peru e atum são boas opções).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estimular o apetite dos idosos é muito importante

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Um novo estudo mostrou relação entre o apetite na velhice e as taxas de mortalidade. De acordo com estudo publicado no Journal of Nutrition, Health & Aging, quanto menor é o apetite maior é a mortalidade entre idosos. Assim, levar em considerações as queixas sobre falta de apetite é muito importante no tratamento e acompanhamento destes indivíduos.

Muitas vezes, a perda de apetite é decorrente de alterações próprias do envelhecimento incluindo redução do olfato, paladar e tato, o que pode reduzir o interesse de idosos pelos alimentos. Também são comuns problemas na dentição ou deglutição. Com o passar dos anos, o trato digestório também fica mais sensível – alimentos que antes eram ingeridos com frequência passam a causar certo desconforto, como gases, dor abdominal, queimação. Diante dessas dificuldades, muitas pessoas passam a evitar determinados alimentos. Dependendo das exclusões feitas na dieta o consumo calórico, protéico, de ácidos graxos essenciais, vitaminas, minerais ou fibras pode ficar prejudicado.

Além disso, muitos idosos convivem com situações de saúde que restringem a oferta de alimentos. Por exemplo, no diabetes há redução no consumo de alimentos ricos em carboidratos, pacientes com colesterol alto podem reduzir o consumo de carnes e laticínios. Idosos com ácido úrico elevado reduzem carnes e assim por diante. As restrições podem gerar queda da imunidade ou perda da massa magra, caso suplementação adequada não seja prescrita.  

Por serem mais propensos à problemas nutricionais, a falta de apetite em idosos é considerada uma questão de saúde. Outros fatores também podem estar relacionados à inapetência como baixa produção hormonal, alterações metabólicas, tratamentos específicos (como quimio ou radioterapia), uso de medicamentos e até mesmo problemas psicológicos.

Assim, recomenda-se que profissionais de saúde especialistas na área sejam consultados com o objetivo de melhor investigar as causas da inapetência. Um nutricionista também deverá ser consultado para que o cardápio seja ajustado, oferecendo alimentos ao mesmo tempo apetitosos e saudáveis.

Em determinadas situações também é recomendado suporte nutricional, por meio da suplementação de proteína ou calorias ou mesmo pela indicação de terapia nutricional enteral (conheça o curso online para mais orientações a este respeito).

Dicas

  • Ter menos apetite ocasionalmente é normal, porém, se a situação se tornar corriqueira, procure um médico e um nutricionista;

  • Próteses mal adaptadas e problemas dentários podem afetar a deglutição e causar desconfortos que desestimulem a alimentação. É importante observar esses sinais e consultar-se regularmente com um dentista;

  • Variar o cardápio é essencial para estimular os sentidos: se o paladar está reduzido, aposte no aroma e visual da preparação para compensar essa perda. Em todos os casos é possível explorar o melhor dos alimentos para instigar o apetite;

  • A oferta de pratos coloridos, além da maior diversidade de nutrientes também melhora a aceitação;

  • Certos tratamentos e medicações podem causar a inapetência como efeito colateral, relate o ocorrido ao seu médico e jamais utilize medicamentos por conta própria;

  • Incentivar o convívio familiar e social é essencial para que a refeição do idoso seja mais prazerosa, evite o isolamento e esteja atento à sinais de tristeza e depressão;

  • Adeque a dieta: opte por alimentos palatáveis de fácil consumo. Aposte na variação de sopas, purês e vitaminas para facilitar a ingestão;

  • Consulte um nutricionista, ele será capaz de auxiliar na elaboração de um cardápio nutritivo e variado. Este profissional será capaz de avaliar a necessidade de suplementação nutricional para complementar a dieta do idoso.

Para ler o artigo original publicado este mês: Shahar, D.R., B. Yu, D.K. Houston, S.B. Kritchevsky, J.-S. Lee, S.M. Rubin, D.E. Sellmeyer, F.A. Tylavsky, and T.B. Harris. " Dietary Factors in Relation to Daily Activity Energy Expenditure and Mortality among Older Adults." The Journal of Nutrition Health & Aging. May 2009; 13(5): 414-20.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/