A alimentação certa para sua genética

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A alimentação impacta nossa saúde tanto nos tornando mais saudáveis ou mais doentes. É claro que a genética é importante, tanto que conhecemos pessoas com estilos de vida nada saudáveis mas com saúde de ferro. De qualquer forma, é impossível manter a saúde para sempre tendo uma vida desregrada. É por isto que a nutrigenômica, uma nova área da nutrição que estuda a relação entre a alimentação e a nossa genética única, oferece uma promessa significativa na prevenção de doenças.

A revista científica OMICS mostra alguns artigos (que estão disponíveis online gratuitamente) com vários assuntos relacionados à esta nova área. O mais interessante é que o consumo de azeite de oliva por três semanas altera a expressão de genes relacionados à aterosclerose, diminuindo sua progressão.

🧬 O seu paciente tem uma variante genética de risco. E agora?

É aqui que começa, e não termina, a verdadeira interpretação genômica. Uma revisão publicada na Frontiers in Nutrition mostra como variantes em genes como FADS1, BCMO1, MTHFR, FTO, TCF7L2 e APOE podem estar relacionadas à forma como diferentes pessoas respondem a nutrientes e intervenções nutricionais.

Mas existe uma diferença enorme entre encontrar uma variante e saber interpretá-la. Por exemplo:

🧬 Qual é o gene?

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🔬 Que proteína ou enzima ele produz?

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⚙️ Em qual via metabólica ele atua?

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🥑 Qual nutriente é afetado?

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🧪 Existe evidência de alteração funcional ou de resposta à intervenção?

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👤 Isso é relevante para este paciente?

É essa sequência de raciocínio que transforma um teste genético em informação útil. No curso Genômica Visual, você aprende a interpretar variantes dentro do contexto das vias metabólicas, priorizar o que realmente merece atenção e conectar genética, nutrição e fenótipo. Não é decorar que “gene X = suplemento Y”. É aprender como pensar a partir do genoma.

👉 Se você é profissional de saúde e quer aprender a fazer essa interpretação, conheça o curso Genômica Visual clicando neste link.

Nestas formações completas você terá todas as ferramentas necessárias à interpretação dos testes nutrigenéticos com aplicação clínica:

I also have a channel in English:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Novo documento discute a alimentação no esporte

No dia 02 de março a associação de nutricionistas do Canadá e dos EUA, em parceria com a faculdade americana de medicina esportiva, divulgaram um novo posicionamento sobre alimentação no esporte. O documento pode ser acessado no site da associação de nutricionistas canadenses.

O texto tenta sanar dúvidas gerais acerca da importância dos nutrientes para a performance. Para casos específicos consulte um nutricionista esportivo, o profissional mais qualificado na área. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Pacientes celíacos precisam de suplementação

A doença celíaca é um exemplo de síndrome de má absorção, acomentendo indivíduos com predisposição genética à alimentos que contenham glúten (tudo o que for feito com trigo, aveia, centeio, cevada e malte). Sintomas da doença incluem diarréia ou constipação crônica, anemia, alterações de humor, dor ou inchaço abdominal e osteoporose.

Uma outra consequência da doença é a deficiência de micronutrientes, como ácido fólico e vitamina B12. Tais vitaminas desempenham diversas funções, sendo uma delas a conversão de metionina em glutationa peroxidase, um potente antioxidante. Sem estas vitaminas a metionina (um aminoácido) é convertida em homocisteína, um marcador de risco cardiovascular.

É comum pacientes celíacos terem níveis aumentados de homocisteína por isto uma nova pesquisa, divulgada no World Journal of Gastroenterology, investigou justamente a suplementação destas vitaminas neste grupo. O grupo de pesquisadores demonstrou que a suplementação de B6, B12 e ácido fólico é benéfica nestes pacientes, aumentando os níveis séricos e reduzindo os níveis de homocisteína.

Este paciente tem doença celíaca?

Você saberia interpretar este exame?

Explico neste vídeo:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/