Programação metabólica na gestação

Todo mundo sabe que a alimentação da mamãe influencia a saúde do bebê. O que muita gente não sabe é que esta influência não se restringe ao período intra-uterino. Ou seja, se a mãe se alimentar mal durante a gravidez seu filho(a) pode desenvolver problemas muito mais tarde, já na vida adulta. Um novo estudo, publicado na edição de setembro do Journal of Lipid Research sugere que durante a gestação e logo após o nascimento, períodos críticos do desenvolvimento, ocorre a programação metabólica do bebê. No presente estudo, pesquisadores observaram os efeitos de uma dieta rica em gorduras saturadas durante a gestação de camundongos.

Como esperado o consumo exagerado de gorduras saturadas aumentou o risco de diabetes nos camundongos adultos. A surpresa foi que os camundongos concebidos também tiveram um risco maior. E que seus filhotes, fruto do cruzamento da segunda geração com camundongos saudáveis, também apresentavam riscos maiores de DM tipo 2.Apesar do estudo ter sido feito em animais, é sabido que devemos limitar a ingestão de gorduras saturadas (vindas de manteiga, leite, maionese e carnes, principalmente) visto que as mesmas aumentam o risco de pressão alta e doenças cardiovasculares tanto nas mães quanto em seus bebês.

Extra: no módulo 9 do meu curso de yoga converso mais sobre nutrição na gestação e ensino as técnicas de yoga e meditação apropriadas para a gestante praticar em casa.

Suplementação para um bebê saudável

A suplementação na gravidez varia para cada mulher e deve ser prescrita e avaliada durante a consulta, a partir da anamnese, resultado de exames, sinais e sintomas. Mas, de forma geral, a mulher deverá utilizar vitamina D, metilfolato, ômega-3, probióticos e um suplemento multivitamínico específico para esta fase da vida. Muitas mulheres também beneficiam-se do uso da melatonina.

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Artigos científicos:

Gniuli et al. Effects of high-fat diet exposure during fetal life on type 2 diabetes development in the progenyThe Journal of Lipid Research, 2008; 49 (9): 1936 DOI: 10.1194/jlr.M800033-JLR200

S. C. Langley-Evans. Metabolic programming in pregnancy: studies in animal models. Genes Nutr. 2007 October; 2(1): 33–38.

Mulchand S. Patel; Malathi Srinivasan. Metabolic Programming: Causes and Consequences. JBC Papers in Press. Published on November 6, 2001 as Manuscript R100017200.

Susan E Ozanne. Metabolic programming in animals. British Medical Bulletin 2001;60:143–152 http://bmb.oxfordjournals.org/cgi/reprint/60/1/143.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Framboesas inibem o desenvolvimento do câncer

Muitas frutas possuem fitoquímicos e vitaminas antioxidantes capazes de prevenir doenças. As framboesas entram neste grupo. Pesquisadores da Universidade de Ohio examinaram o efeito de framboesas pretas em genes alterados por um carcinógeno químico em células do esôfago de animais.

O carcinógeno afetou a atividade de 2.200 genes no esôfago dos animais, em apenas uma semana, porém 460 destes genes foram restaurados a sua atividade normal após o consumo de framboesas. Estes achados, publicados no em 15/07/2008 no journal Cancer Research, também identificou 53 genes associados ao desenvolvimento do câncer e que, portanto, podem ser alvos importantes de agentes quimioterápicos. De acordo com o pesquisador Gary Stoner, as framboesas contém compostos que atuam diretamente na expressão de genes envolvidos no desenvolvimento do câncer. Estas frutas contém vitaminas, minerais, fenóis e fitosteróis importantes para nossa saúde.

No estudo um segundo agente foi utilizado para restaurar os demais genes a condição normal. Ou seja, as framboesas sozinhas não são suficientes para inibir 100% das células cancerígenas. É por isto que diversos alimentos devem ser utilizados na alimentação pois suas propriedades somadas são capazes de prevenir centenas de doenças. Não esqueçam: a recomendação é de um consumo de 5 porções de frutas e hortaliças ou 400 gramas ao dia.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Apetite aumentado em idosos

Para alguns idosos, o apetite diminui com o passar do tempo (leia sobre o assunto aqui). Por outro lado, cientistas da Universidade Monash descobriram que células responsáveis pelo controle do apetite degeneram com o tempo. Isso pode causar, em alguns idosos, o aumento do apetite e um potencial ganho de peso.

De acordo com o Dr. Zane B. Andrews, um neuroendocrinologista do departamento de psicologia, estas células são atacadas por radicais livres após as refeições e quanto maior é o consumo de açúcares durante a vida, mais as mesmas são danificadas. Segundo o pesquisador as pessoas na faixa etária entre 25 e 50 anos são as de maior risco.

Quando o estômago está vazio o mesmo estimula a secreção do hormônio grelina, que notifica o cérebro de que estamos com fome. Quando estamos satisfeitos, um conjunto de neurônios conhecidos como POMC entram em ação. Contudo, os radicais livres produzidos naturalmente em nosso organismo danificam os POMCs o que causa uma degeneração a longo prazo, afetando nosso julgamento em reconhecer sensações de saciedade. Os próximos projetos do Dr. Andrews irão focar na relação entre o consumo de carboidratos e açúcares e outros impactos no cérebro, como a doença de Parkinson.

Controlar o apetite e o consumo excessivo de alimentos é importante. As pesquisas do Dr. Eric Ravussin buscam marcadores biológicos que possam representar os efeitos de aumento da longevidade com a restrição calórica. Ele iniciou um estudo, em fevereiro de 2007, analisando 240 pessoas. Até o momento, a conclusão é de que as células da pessoa que está sob restrição calórica têm maior qualidade, apresentando mais mitocôndrias e menos estresse oxidativo.

Em relação ao período de início desta restrição, o Dr. Eric informou ser melhor iniciá-la o mais cedo possível, mas nunca antes da puberdade. “Não temos dados sobre seres humanos, mas sabemos que em países como o Japão, onde a população chega facilmente aos 100 anos de idade, a alimentação é de baixa caloria”, informou o Dr. Eric.

Para saber mais: Monash University

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/