Diferentes tipos de melatonina e sua aplicação na insônia, síndrome metabólica, síndrome de Down e autismo

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente no cérebro. Sua principal função é a indução do sono. Contudo, tem outras funções, atuando como um antioxidante e melhorando o metabolismo da glicose (Karamitri & Jockers, 2018). Pode ser suplementada, existindo fórmulas isoladas (apenas melatonina) de absorção lenta e/ou rápida. E existem também as fórmulas combinadas com outros nutrientes, como zinco, selênio e coenzima Q10. Tudo depende da avaliação médica e nutricional, diagnóstico e indicação.

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No caso da insônia primária, caracterizada pela dificuldade em iniciar o sono a melatonina de ação rápida é bastante eficaz. Já para aqueles que acordam no meio da noite pode-se prescrever um combo de melatonina de ação rápida com melatonina de ação lenta. A melatonina pode ser suplementada em cápsula, em spray oral, spray nasal ou gotas.

Fora isso, para quem tem síndrome metabólica, diabetes ou está lutando para a emagrecer, a melatonina pode ser combinada com zinco e magnésio. Neste caso, foi batizada de melatonina ZS. O selênio é um mineral importante para a síntese de glutationa, um poderoso antioxidante. á o zinco regula a síntese de melatonina e várias enzimas.

Para quem sofre com a ansiedade, a melatonina pode ser combinada com a planta valeriana e com o 5HTP. Para quem tem depressão a melatonina pode ser combinada com a coenzima Q10. Esta última combinação também pode ser útil na síndrome de Down e no autismo, pois reduz a neuroinflamação, melhora o metabolismo mitocondrial, desacelera o envelhecimento e aperfeiçoa a coordenação motora..

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Compostos naturais melhoram a função mitocondrial

As mitocôndrias são organelas responsáveis por várias funções celulares cruciais, incluindo a respiração, a fosforilação oxidativa para geração de energia e a regulação da apoptose (morte celular programada). Também são a principal fonte intracelular de espécies reativas de oxigênio (ROS).

Para que mitocôndrias possam utilizar carboidratos, proteínas e lipídios precisam estar saudáveis (converso sobre o tema neste vídeo). Para tanto, compostos naturais, obtidos do reino vegetal são de interesse particular. Quercetina, resveratrol, curcumina estão entre as moléculas estudadas. Possuem alto poder antioxidante e podem ser obtidas de cebola, maçãs, alimentos roxos e do açafrão. Estes compostos também possuem papel terapêutico contra o câncer (Gibellini et al., 2015).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Mantendo as mitocôndrias flexíveis para uma boa saúde

As mitocôndrias são sensíveis sistemas de detecção presentes nas células. Além de produzirem energia, regulam o metabolismo do cálcio e ativam a morte celular. Quando desreguladas, o risco de doenças como aterosclerose, disfunção vascular diabética, hipertensão pulmonar, câncer, doenças renais e hipertensão arterial aumentam.

Para gerar energia as mitocôndrias produzem uma alta quantidade de radicais livres. Para a própria proteção e do restante do corpo, os sistemas antioxidantes precisam funcionar muito bem. Dentre as substâncias protetores estão a vitamina B3 - niacinamida, que faz parte do NAD e NADH, vitamina B2 - riboflavina, parte do FAD e FADH2, l-carnitina, creatina, ácido lipóico, glutationa, glutationa S-transferase (produzidas a partir do aminoácido cisteína), n-acetil-cisteína, superóxido dismutase mitocondrial (dependente de manganês).

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Vamos falar da cisteína, que pode vir da dieta e também pode ser produzida em nosso corpo (no ciclo da metionina). Para tanto são necessários enzimas e vários cofatores, como B6, folato (B9), B12 e colina.

Na falta destes nutrientes mais homocisteína acumula-se (subindo para valores acima de 6) e o risco cardíaco aumenta, assim como o risco de doença de Alzheimer. Com as deficiências vitamínicas a produção de SAME (S-adenosil-metionina), um importante metilador cai. Já a redução na produção de glutationa, um potente antioxidante também acontece e com isso aumenta o estresse oxidativo. A quantidade exagerada de radicais livres contribui para um estado inflamatório crônico e para a disfunção mitocondrial.

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Várias substâncias presentes nos alimentos melhoram a função mitocondrial. Por isso a dieta precisa ser variada. Muito se discute acerca da melhor dieta para os seres humanos: será a dieta mediterrânea, a dieta paleo, a dieta cetogênica etc? Estudos mostram que uma mitocôndria saudável é flexível. Consegue metabolizar todo tipo de macronutriente (carboidrato, proteína, lipídios). Por isto, sou a favor de uma dieta muito variada. E quanto mais colorida melhor para a prevenção de carências nutricionais e para o fornecimento de fitoquímicos protetores e antiinflamatórios.

Em breve estarei divulgando meus novos cursos: nutrição ortomolecular, bioquímica de nutrientes e avaliação laboratorial.

Estou preparando dois três cursos novos, um de nutrição ortomolecular, outro de bioquímica e um último de avaliação de exames laboratoriais. Em breve, muitas novidades para que profissionais de saúde consigam auxiliar cada vez melhor seus clientes. Assine a newsletter para receber por email as promoções de lançamento.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Tratamento das ataxias

Ataxia é um sintoma de alguma condição que afete a coordenação muscular. Andar torna-se difícil e outros movimentos corporais podem também ser prejudicados. Existem três tipos de ataxia: cerebral (mais comum), vestibular e sensorial.

  • Ataxia cerebelar: Causada por danos às vias cerebelares, resultam na perda de coordenação motora e dificuldade de planejamento dos movimentos. Os sintomas dependem da área do cerebelo afetada.

  • Ataxia vestibular: Causada por danos à via vestíbulo-ponto-cerebelar, resultam da perda de equilíbrio gerando vertigens, náuseas, visão turva ou outros problemas oculares.

  • Ataxia sensorial: Causada por danos às vias aferentes e posteriores, resultam da perda da capacidade de sentir locais do corpo (como pés e pernas) ou sua localização no espaço.

As causas das ataxias podem ser genéticas (mutação de genes como o MSTO1, SACS, FXN  ou PEX 10), adquiridas após uma doença (catapora, sarampo, caxumba, hepatite A, infecções causadas pelos vírus Epstein-Barr e Coxsackie) ou acidente (traumatismo craniano), idiopáticas (sem causa definida), por exposição a toxinas, como álcool, metais pesados, pesticidas ou até mesmo o glúten (Hadjivassiliou, Sanders & Aeschlimann, 2015).

O tratamento é individualizado e pode incluir terapia ocupacional, fisioterapia, terapia nutricional (por sonda, se houver prejuízo na capacidade de deglutição), dieta antiiflamatória e isenta de glúten e suplementação para correçao da disfunçao mitocondrial.

Na ataxia de Friedreich a disfunção mitocondrial é bem documentada, gerando aumento do estresse oxidadivo, da peroxidação lipídica, com ataque aos neurônios e possível atrofia neuronal (MateuszMaciejczyk et al., 2017). Para a melhoria da função mitocondrial alguns suplementos podem ser prescritos como EGCG, quercetina e n-acetil-cisteína (Song et al., 2016), coenzima Q10, ácido alfa lipóico, carnitina, creatina, complexo B, vitaminas antioxidantes (especialmente vitamina E), arginina, resveratrol (Fogel, 2013; Avula et al., 2015).

O resultado do tratamento depende do diagnóstico precoce e também do tipo de ataxia.

Algumas ataxias agudas que ocorrem após infecções solucionam-se rapidamente (entre 72 horas e 21 dias), outras sâo episódicas podendo piorar sempre que há ingestão de toxinas ou alterações metabólicas. Existem também as ataxias crônicas causadas por tumores, alterações metabólicas importantes, problemas hereditários ou malformações congênitas. Estas podem ser progressivas ou não. Para cada caso e dependendo da existência de comorbidades associadas, um conjunto de medicamentos também poderá ser indicado (NAF, 2015)

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/