Sintomas da endometriose

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial - que é o tecido que forra o útero por dentro da cavidade - fora da cavidade uterina. Este tecido que sai do útero acaba por se alojar, em 90% dos casos, na pélvis, implantando-se em órgãos aí localizados, nomeadamente na trompa, no ovário, no útero. Também pode implantar-se noutros órgãos próximos, como a bexiga e o intestino.

As estatísticas mostram que 1 em cada 10 brasileiras tem endometriose e no mundo são 176 milhões de mulheres afetadas. A doença pode gerar um impacto negativo enorme na vida da mulher. Entre os sintomas da endometriose estão:

  • TPM com muita cólica

  • Sangramento vaginal intenso

  • Sangramento retal durante a TPM

  • Dificuldade de engravidar

  • Dor ao urinar ou urina com sangue

  • Fezes muito amolecidas no período pré-menstrual

  • Dor lombar

  • Pernas pesadas ou sempre doloridas

  • Dor durante ou após as relações sexuais

Converse sobre estes sintomas com seu ginecologista. O profissional fará o exame de toque e solicitará um ultrassom intravaginal. O tratamento dependerá da gravidade dos sintomas. Pode incluir apenas o uso de antiinflamatórios, associado à dieta antiinflamatória. Em casos de difícil controle a cirurgia é indicada.

Características da dieta antiinflamatória

É uma dieta livre de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, sorvetes, salgadinhos. Com muito menos açúcar, cafeína, lácteos, álcool e glúten. O objetivo é reduzir a produção de citocinas pró inflamatórias, diminuir a dor e melhorar a qualidade de vida. Deficiência de nutrientes, em especial vitamina D, E, C, complexo B, zinco, selênio, magnésio, ácidos graxos como ômega 3 aumentam dor e inflamação e precisam ser corrigidas. O uso de chás antiinflamatóriso como gengibre, cravo, macela, erva doce e camomila é muito bem-vindo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Diferença entre endometriose e adenomiose

A adenomiose é caracterizada pelo espessamento dentro das paredes do próprio útero provocando sintomas como dor, sangramento ou cólicas fortes, especialmente durante a menstruação.

Endometriose é o crescimento do endometrio fora do útero. O quadro clínico é parecido. O que a adenomiose faz que a endometriose não faz é aumentar o fluxo menstrual.

Como a endometriose está fora do útero não produz infiltração excessiva. As doenças podem coexistir. Estando juntas os sintomas são piores, com muita cólica, aumento do fluxo e comprometimento da parede do útero.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Algas no tratamento da endometriose

A endometriose é uma doença crônica que reduz a qualidade e vida de adolescentes e mulheres adultas, pois pode causar do crônica, sangramentos e aumentar o risco de infertilidade.

Uma das causas é o excesso de estrogênio, que desregula o metabolismo e gera "menstruação retrógrada". Ou seja, o sangue menstrual, ao invés de descer sobe e acumula-se no tecido de revestimento uterino, causando lesões na parede do órgão. Tais lesões podem ser removidas cirurgicamente. Contudo, a taxa de recorrência em cinco anos chega a 50%.

Existem alimentos com efeitos antiestrogênicos como as sementes de linhaça, a soja e as algas marinhas. Algas são extremamente ricas em nutrientes. A spirulina é uma alga azul esverdeada fonte de proteínas, vitaminas (como carotenóides) e minerais (Kay, 1991).  Os nutrientes das algas combatem o dano oxidativo causado por radicais livres (Benedetti et al., 2004; Sedriep et al., 2011). Algas também são fonte de vitamina B12 (Baroni et al., 2009), apesar de não tão bem disponível quanto a presente em ovos e laticínios. A B12 é fundamental para a saúde reprodutiva da mulher.

As algas ainda melhoram a imunidade (Shytle et al., 2010) e contribuem para o tratamento da fibromialgia. Estudos mostram que algas como a clorella se ligam a metais pesados contribuindo para a destoxificação do organismo. Publicação de 2020 reforça que a spirulina contém picocianobilina que melhora a imunidade para que o corpo possa reagir melhor contra gripes e até contra o coronavírus (McCarty & DiNicolantonio, 2020).

Algas também são ricas em iodo (Combet et al., 2014), mineral importante para a tireóide e a regulação do metabolismo e de fibras (Wada et al., 2011), que tem um papel na regulação do funcionamento intestinal e na absorção de glicose e gorduras. Por estes efeitos, as algas parecem ser alimentos capazes de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer, especialmente os estrogênicos.

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Mulheres japonesas consomem mais algas e têm taxas muito menores de câncer de mama, endométrio e ovário, além de ciclos menstruais mais longos do que as mulheres que não consomem algas. As algas inibem a produção ou facilitam a degradação do estrogênio. Podem até bloquear os receptores de estrogênio, diminuindo a atividade do estrogênio produzido.

Na endometriose o consumo diário de meia colher de chá de algas reduz as hemorragias e as dores. Contudo, não existem estudos recentes. Os existentes foram publicados há mais de uma década. Mesmo assim, meia colher de chá ao dia é algo muito tranquilo. Vale a pena tentar.

2 SUPLEMENTOS PARA O TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE

Um composto extraído de plantas amazônica, como a unha-de-gato (Uncaria tomentosa) e batizado de Miodesin® tem contribuído para o tratamento de miomas uterinos e da endometriose. As plantas utilizadas no fitocomplexo são ricas em taninos e alcalóides com atividades antiinflamatória, antioxidante, antitumoral e imunoestimulante. O fitoterápico unha-de-gato ser prescrito por nutricionista para uso oral ou por médico ginecologista para uso intravaginal, misturado a um veículo (Pentravan®) que permite a absorção pela pele.

Como a aromatase é mais abundante em mulheres com endometriose, o uso de inibidores de aromatase, como crisina, também é aconselhado, podendo ajudar a tratar mesmo casos mais graves.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/