Nrf2 é crítico para defesas antioxidantes e eficiência detox - saiba como estimular esta via

O Nrf2 (fator nuclear derivado de eritróide 2) é um caminho bioquímico crítico para a saúde, sendo a via conhecida mais importante no aumento das defesas antioxidantes do corpo. para aumentar nossa defesa antioxidante natural e inata. Atua como um fator de transcrição, ou seja, uma proteína capaz de influenciar a expressão genética e a transcrição de outras proteínas. Dentre elas estão as proteínas antioxidantes, que protegem o corpo contra o estresse oxidativo, danos e inflamação.

O Nrf2 é encontrado em maiores quantidades nos rins, músculos esqueléticos, pulmões, coração, fígado e cérebro - tecidos que sofrem com estresse oxidativo. Substâncias que estimulam a via Nrf2 estão sendo estudadas para o tratamento de doenças causadas pelo ataque por radicais livres a estes tecidos.

Como funciona?

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O Nrf2 estimula a geração do grupo NQO1, antioxidante que doa elétrons e desintoxica uma variedade de produtos químicos e drogas. O NQO1 é importante para a desintoxicação da fase 2, no fígado.

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O Nrf2 também estimula a produção de glutationa, um dos mais importantes antioxidantes do organismo. Além disso, a ativação do Nrf2 também é responsável pela produção de glutationa S-transferase (GST), a qual permite que a glutationa se ligue a drogas e toxinas, para que o corpo possa eliminar compostos potencialmente nocivos e tóxicos.

Nrf2 estimula a heme oxigenase-1 (HMOX1 ou HO-1), uma enzima que catalisa a quebra do heme na biliverdina, que atua como antioxidante. O HO-1 também defende o corpo contra a sepse, hipertensão, aterosclerose, lesão pulmonar aguda, lesão renal e inflamação e dor.

No vídeo abaixo explico as principais maneiras de aumentar seu Nrf2.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Yoga contribui para a prevenção do Alzheimer

Vamos viver mais quantos anos? 10? 20? 30? 100? E como iremos viver, bem ou mal? Este ano foi pesado pra muita gente, mas podemos começar nos preparando para um 2018 um pouco melhor, cuidando de nós mesmos. Para uma vida mais harmoniosa precisamos ter comprometimento com nosso bem estar físico e mental. Isto também contribuirá para a prevenção de doenças crônicas como diabetes, problemas cardiovasculares e demência, condições que roubam a qualidade dos dias e a energia para enfrentar os desafios que vão surgindo. Este é o tema do vídeo.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Divertículo, diverticulose e diverticulite - riscos e tratamento

Divertículos intestinais são pequenos sacos que projetam para fora do intestino grosso. Surgem nas áreas de maior fraqueza da parede intestinal. O termo diverticulose ou doença diverticular simplesmente descreve o fato do intestino apresentar divertículos. Pessoas com diverticulose podem permanecer assintomáticas por toda a vida.

Os divertículos podem inflamar-se e infectar-se, situação conhecida como diverticulite. A mesma é causada pela obstrução dos divertículos, tanto por fezes quanto por alimentos. Gera dor abdominal e frequentemente é acompanhada por outros sintomas como náusea, vômitos, constipação, febre, podendo inclusive causar a morte do paciente. Isto acontece porque a pressão interna dentro do divertículo pode ser grande o suficiente para romper a parede intestinal, derramando matéria fecal no abdômen. Dados dos Estados Unidos mostram que 9 de cada 10 pessoas que falecem devido a ruptura dos divertículos nem sabiam que tinham a doença.

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A presença da doença diverticular é mais comum em pessoas acima de 50 anos, surgindo em decorrência de características pessoais e estilo de vida, como dieta, atividade física e execesso de peso. A obesidade está relacionada com maior incidência de quadro de diverticulite e de sangramento (hemorragia) decorrente da presença dos divertículos, sendo estas as duas maiores complicações da doença diverticular.

A dieta rica em fibras é considerada a melhor maneira de se prevenir o surgimento dos divertículos, principalmente quando associada a prática de exercício. Aproximadamente de 15 a 25% dos pacientes com diverticulose apresentarão uma crise de diverticulite, enquanto de 5 a 15% evoluirão com sangramento intestinal.

O diagnóstico da diverticulose é feito por exames como a colonoscopia ou tomografia computadoriza de abdome. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. A melhor maneira de se evitar as crises de diverticulite aguda é manter uma dieta baseada em vegetais, pobre em alimentos industrializados e rica em fibras. Após a primeira crise de diverticulite, um terço dos pacientes permanecerão assintomáticos, outro terço evoluirá com desconforto ocasional, e o último terço apresentará a segunda crise de diverticulite. Após a segunda crise, apenas 10% dos casos ficarão livres dos sintomas de desconforto abdominal.

Fezes macias e lubrificadas passam facilmente pelo intestino grosso. Já pessoas com baixo consumo de frutas, verduras, leguminosas, sementes e castanhas possuem fezes pequenas e endurecidas. Isso faz com que o intestino precise fazer muita força para movê-las. Este acúmulo de pressão é o que causa os divertículos. O consumo de fibras recomendado para adultos é de 25 a 30 gramas ao dia. No Brasil, a média de consumo nacional entre adultos fica entre 12 e 15 gramas ao dia. Para saber se o seu consumo está adequado consulte seu nutricionista. As fibras são muito importantes na dieta, não só regulando o trânsito intestinal e prevenindo a diverticulite, mas também reduzindo o risco de diabetes, doenças coronarianas, úlceras e câncer de cólon.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

O que é um antioxidante?

Nossas células produzem radicais livres durante o processo de "queima" ou oxidação dos alimentos. O radical livre é qualquer espécie na qual há um ou mais elétrons não pareados em sua órbita externa. 

A produção em quantidades normais não é prejudicial ao organismo. Pelo contrário, é importante para o reparo celular, para o crescimento muscular e para a destruição de patógenos.

Por outro lado, a produção excessiva de radicais livres desestabiliza a membrana de células, danifica mitocôndrias e o próprio material genético (DNA), acelerando o envelhecimento e aumentando o risco de mais de 40 doenças, incluindo o câncer e a aterosclerose. A vida moderna contribui para a maior produção de radicais livres. Alguns fatores associados ao estresse oxidativo são a radiação ultravioleta, a poluição ambiental, o estresse fisico ou mental, o tabagismo e a dieta inadequada. 

Para miminizar o dano gerado pelos radicais livres nosso organismo conta com um complexo sistema antioxidante, para neutralização dos mesmos. Os antioxidantes são definidos cientificamente como:

Rodrigues et al. (2003): Substâncias capazes de prevenir os efeitos deletérios da oxidação, inibindo o início da lipoperoxidação, sequestando radicais livres e/ou quelando íons metálicos.

Shamil & Moreira (2004): Qualquer substância que, presente em baixas concentrações, quando comparada a um substrato oxidável, atrasa ou inibe a oxidação desse substrato de maneira eficaz.

Os antioxidantes vão então reduzir danos celulares e o aparecimento de doenças. Nosso organismo conta com dois sistemas de defesa antioxidante: (1) enzimático; e (2) não-enzimático.

As enzimas Superoxido Dismutase (SOD), Glutationa peroxidase (GPx) e catalases (CAT) são produzidas no próprio corpo. A SOD é dependente de dos minerais manganês, zinco e cobre. Frutos do mar, feijões, nozes e germe de trigo são boas fontes de manganês. Ostras, carnes, leguminosas e linhaça são ricos em zinco. Já os ovos, o cacau, a semente de girassol e a aveia são fontes de cobre.

A GPx é dependente de selênio. O selênio está presente em castanhas. O consumo de 1 castanha do Brasil (Pará) a cada 3 dias já fornece todo o selênio que você precisa para seu corpo funcionar bem. Fácil, certo? Já a catalase é dependente de ferro. Carnes vermelhas e vegetais verde escuros são boas fontes deste mineral.

Os alimentos fornecem também compostos que participam das reações antioxidantes não-enzimáticas. As vitaminas A, E, C, o beta-caroteno e o licopeno, assim como o magnésio e inúmeros fitoquímicos possuem propriedades antioxidantes importantes. 

Portanto, dieta variada é fundamental para que estejamos sempre bem protegidos. Cuidado, entretanto, com a suplementação excessiva. Como vimos, radicais livres são importantes. Quando há um consumo excessivo de radicais livres reações importantes podem deixar de ocorrer. Com isto, o reparo muscular pode ser prejudicado, pode haver inibição da apoptose, a morte programada de células envelhecidas. A inibição da apoptose aumenta o risco de câncer. Também há redução da ação de várias medicações, inclusive drogas utilizadas no tratamento do câncer. Por isto, se for suplementar, consulte antes um nutricionista.

Grande abraço!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/