Consumo de álcool aumenta o risco de deficiência de zinco

O consumo excessivo de álcool gera, a longo prazo, vários efeitos adversos no organismo. Aumenta o risco de pressão alta, arritmia cardíaca, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, problemas no coração, problemas renais e no pâncreas.

O álcool também gera maior deficiência de zinco, um mineral muito importante para a imunidade. A carência de zinco também aumenta a permeabilidade intestinal, a inflamação de todo o corpo e o dano no fígado. Apesar das limitações dos exames, a dosagem das concentrações de zinco no organismo pode ser utilizada para avaliação da severidade do abuso do álcool (Skalny et al., 2017).

A deficiência de zinco também interfere na ação dos neurotransmissores. A inflamação e o estado pró-oxidativo também aumentam o risco de atrofia cerebral. Existem estudos mostrando inclusive que a suplementação de zinco ajuda no tratamento da encefalopatia e também do alcoolismo, pelo menos em camundongos (Skalny, & Kampov-Polevoy, 1988). 

A maioria das pessoas vai bebendo cada vez menos conforme envelhece. Contudo, algumas pessoas mantém um alto consumo, por hábito ou na tentativa de lidar com alguma dor (baixa renda, doença, solidão, perda de pessoas queridas, depressão). Contudo, com o passar da idade a capacidade do corpo de metabolizar o álcool vai decrescendo, o que aumenta os riscos para a saúde. Pessoas que fazem uso de medicamentos também devem reduzir o consumo do álcool, visto que este pode reduzir os efeitos esperados ou sobrecarregar ainda mais o sistema.

A vida fica sem graça sem álcool? Este é um sinal de vício. Muitas pessoas não percebem o problema a não ser que tentem parar ou reduzir o consumo. Uma vida sem álcool pode ser muito mais rica e prazerosa. Peça ajuda!

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Tenha também uma alimentação saudável. A primeira vez que uma pessoa consome uma bebida alcoólica, a dopamina é liberada pelo cérebro, relaxando e trazendo ao corpo uma sensação de prazer.  Isso faz muita gente pensar: "era isso que faltava em minha vida". Porém, a dopamina é um neurotransmissor. Como tudo no corpo, nutrientes são necessários para seu aumento. Consumo alimentos ricos em minerais como o zinco presente em castanhas, frutos do mar, leguminosas (lentilha, ervilha, grão de bico, feijão) ou converse com seu nutricionista sobre a suplementação.

A falta de zinco também reduz a sensibilidade a sabores e aromas. Está achando a comida sem graça? Pode estar com carência deste mineral. Tem sintomas como irritabilidade, confusão mental, apatia? Pode estar deficiente em zinco. 

O consumo exagerado de álcool também depleta as vitaminas do complexo B. A deficiência de vitamina B6, por exemplo, faz com que o cérebro produza menor quantidade de dopamina e serotonina, aumentando a compulsão (por álcool e carboidratos). 

Meditação, yoga e atividade física também ajudam a liberação de dopamina. Os cuidados com a saúde devem ser holiticos, focando em vários aspectos que ao final vão manter nosso corpo e nossa mente em seu melhor.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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