Ervas aromáticas - alecrim e manjericão

Alecrim

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O alecrim (Rosmarinus officinalis L.) é um membro da família Labiatae. É utilizado em preparações culinárias e possui propriedades antioxidantes que vêm sendo atribuídas a uma variedade de compostos fenólicos, capazes de reagir com radicais livres e eliminar as espécies reativas de oxigênio, evitando assim o estresse oxidativo.

O extrato aquoso de Alecrim possui uma ação anti-inflamatória e antioxidante. Melhora a sensibilidade à insulina e o risco de diabetes. Sua ação antioxidante pode estar relacionada a seus compostos isoprenoides quinonas, diterpenos fenólicos como ácido carnósico e carnosol, ácido rosmarínico, além de antioxidantes adicionais incluindo ácidos fenólicos e os flavonoides, que são capazes de capturar espécies reativas de oxigênio, prevenindo, assim, a oxidação lipídica.

O alecrim também possui atividade antimicrobiana, antitumoral e quimio-preventivas, por regular a atividade e/ou expressão de sistemas enzimáticos relacionados a processos apoptóticos, de promoção tumoral, e tradução de sinais intracelulares. A erva possui sabor refrescante e associa-se muito bem com carnes de boi, aves e peixes, com recheios e pães, sopas e alguns molhos, além de combinar muito bem com legumes. É utilizada também para aromatizar vinagre ou azeite.

Manjericão

O manjericão (Ocimun sanctum Linn.), também conhecido como Indian Holy Basil, é uma planta da família das mentas, muito comum na Índia, África e Mediterrâneo. O principal composto bioativo do manjericão é o Eugenol, que possui atividade anticancerígena e antiinflamatória.

Outro tipo de manjericão (Ocimum basilicum Linn.), ou Sweet Basil, é bastante utilizado na medicina Chinesa no tratamento de doenças cardiovasculares, inclusive hipertensão. Estudos com ratos demonstraram o efeito anti-hipertensivo e antitrombótico. Também é um protetor neurológico, pela presença de compostos fenólicos, flavonóides e taninos, e sua consequente recuperação de antioxidantes endógenos.

Ao redor do mundo, vários tipos de manjericão são cultivados e utilizados na culinária e como plantas medicinais. É uma importante erva em gastronomia, encontrado tanto na forma fresca, quanto folhas secas. Como o calor diminui o seu aroma, é preferível acrescentá-lo ao final da preparação (Sakurai et al., 2016).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Ervas aromáticas - Louro

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Embora as causas do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e doenças cardiovasculares sejam multifatoriais, a dieta assume um papel importante para controle e prevenção dessas enfermidades. Os componentes nutricionais presentes na alimentação têm papel benéfico para prevenção e tratamento, embora os mecanismos pelos quais eles agem não sejam bem definidos. No entanto, é sabido que determinados condimentos assumem papel importante para esse controle.

O louro (Laurusnobilis L) é um arbusto aromático grande, nativo da Ásia Menor e cultivado no sul e sudeste do Brasil. Suas folhas são largamente empregadas na culinária de vários países como condimento tanto de pratos doces como salgados. Combina bem com sopas, peixes, carnes e aves. Uma folha basta para aromatizar o prato. (Sakurai et al., 2016).

As folhas de louro possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, melhorando o metabolismo da glicose e de lipídios. Seu óleo essencial é muito utilizado na indústria como aromatizante com efeitos sedativos, além de combater os radicais livres que aceleram o envelhecimento e ter ação fungicida, bactericida e parasiticida. 

Dica: Colocar folhas de louro no cozimento do feijão diminui as lectinas (responsáveis pelos gases).

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Ervas aromáticas - salsa e cebolinha

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A salsa (Petroselinum crispum), pertencente à família Umbeliferae, é uma planta oriunda da região do Mediterrâneo, mas que hoje é cultivada no mundo todo. É utilizada com diferentes propósitos medicinais em diferentes países, inclusive como antimicrobiana, antisséptica, digestiva, sedativa, para tratar problemas gastrointestinais, inflamação, halitose, cálculos renais e amenorreia (falta de ovulação e menstruação). É uma importante fonte de compostos antiplaquetários benéficos, diminuindo agregação plaquetária e, consequentemente, o risco de trombose.

A Cebolinha (Allium schoenoprasum) é um tempero bastante utilizado no Brasil em diversas preparações culinárias. É uma planta com efeitos antimicrobianos e antifúngicos e também utilizada para aliviar a dor de garganta. A planta é rica em compostos fenólicos em suas folhas que conferem a ela uma propriedade anti-inflamatória e capacidade antioxidante e preventiva do câncer e do envelhecimento prematuro. Tanto salsa, quanto cebolinha são bastante utilizadas para realçar o sabor de saladas, ovos, omeletes (Sakurai et al., 2016). E você, como utiliza estas ervas aromáticas?

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Ervas aromáticas - Tomilho

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O tomilho (Thymus vulgaris L.) é uma planta medicinal, aromática e condimentar, pertencente à família Lamiaceae, originária da Europa e cultivada no sul e sudeste do Brasil. Sua atividade biológica, benéfica à saúde, relaciona-se à presença dos óleos essenciais, timol e carvacrol.

O timol possui efeitos antifúngicos, antibacterianos e anti-helmínticos, já o carvacrol tem sido estudado por seus efeitos bactericidas. Os óleos essenciais do tomilho também possuem flavonóides variedade de flavonóides, incluindo apigenina, naringenina, luteolina e timonina, responsáveis pela capacidade antioxidante, antitumoral e antiinflamatória da planta.

A erva é parente do orégano, sendo a variedade mais conhecida o tomilho francês. combina muito bem com sopas, molhos de tomate, legumes em geral e carnes vermelhas (Sakurai et al., 2016). .

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