Folato na forma ativa nos alimentos

O folato é um termo genérico usado para diferentes vitaminas solúveis em água do grupo do complexo B. É um micronutriente essencial necessário para uma ótima saúde, crescimento e desenvolvimento. A deficiência dietética de folato é comum em todo o mundo, e a deficiência dessa vitamina está direta ou indiretamente associada a distúrbios metabólicos e condições fisiopatológicas, como doença inflamatória intestinal e doença celíaca. A gravidez e o aleitamento também aumentam o risco de deficiência de folato devido à alta necessidade de apoiar o crescimento e desenvolvimento ideal do feto.

Dietas a base de grãos de cereais polidos e tubérculos são muito pobres em folato, mas podem ser melhoradas pela adição de leguminosas (feijão, lentilha, ervilha) e vegetais de folhas verdes na alimentação. Porém, se os vegetais são cozidos por muito tempo, em alta temperatura, perdem grande parte do folato.

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Já pseudocereais, como quinoa, amaranto e trigo sarraceno, conseguem manter maior quantidade de folato, inclusive na forma ativa (5-MTHF) mesmo quando aquecidos. Os pseudocereais também diferem dos verdadeiros cereais, como trigo e arroz, pela ausência de glúten. Uma porção de duas colheres de sopa amaranto e quinoa (35 g) contribui com pelo menos 25% da necessidade para folatos. Já o trigo sarraceno contribui com cerca de 14% da necessidade (Motta et al., 2018). Saiba mais sobre o folato:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Suplementação de ácido fólico pode melhorar sintomas associados ao autismo

O transtorno do espectro autista representa um grupo complexo de alterações do desenvolvimento neurológico, que tem como características comuns dificuldades de interação social, de comunicação e comportamentos estereotipados repetitivos. No dia 02 de abril foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em meu site você encontra mais de 50 textos sobre as pesquisas na área de alimentação e suplementação no autismo.

Ao longo da última década, muitas pesquisas focaram nas alterações fisiopatológicas observadas no autismo, incluindo a desregulação imune, a disfunção mitocondrial e as anormalidades metabólicas. Por exemplo, existem evidências de que o metabolismo de folato, homocisteína e glutationa sofre alterações prejudicando reações de metilação, eliminação de toxinas e contribuindo para o aumento do estresse oxidativo (Adams et al., 2009).

Alguns pesquisadores defendem que a suplementação de ácido fólico (400 mcg, 2x/dia, por 3 messes) ou seus metabólitos resulta em melhoria da sociabilidade, linguagem, expressão afetiva e comunicação em relação ao grupo de crianças autistas que não receberam a suplementação  (Sun et al., 2016). Contudo, outros estudos apresentaram inconsistências ou resultados inconclusivos (Castro et al., 2016).

É claro, a suplementação sozinha não é capaz de substituir as intervenções de outros profissionais como médicos, terapeutas ocupacionais, professores, psicólogos, fonoaudiólogos, educadores físicos. A intervenção multidisciplinar, associada ao amor e suporte familiar, são fundamentais para o diagnóstico e para que as melhores intervenções possam ser iniciadas precocemente.

Além disso, se existem polimorfismos genéticos outras formas da vitamina B9 serão mais indicadas. Aprenda mais no vídeo:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Efeito deletério da deficiência de folato na Síndrome de Down

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A vitamina B9 pertence ao grupo das vitaminas solúveis em água. Essencial em uma dieta equilibrada, esta vitamina confere diversos benefícios à saúde, protegendo coração, cérebro, músculos e células sanguíneas. Na gestação evita erros de formação da coluna e do tubo neural. A vitamina B9 é essencial para processos de metilação (transferência de CH3) e sua deficiência eleva os riscos de homocisteína, cardiopatia e Alzheimer.

Estudos com modelos de Síndrome de Down em camundongos mostram que a deficiência de B9 está ligada a alterações degenerativas no hipocampo, principal área do cérebro responsável pela memória (Helm et al., 2017).  Polimorfismos (alterações) nos genes responsáveis pela produção da enzima MTHFR são comuns na Síndrome de Down. Estes polimorfismos prejudicam a conversão da vitamina B9 inativa na forma ativa, gerando a necessidade de suplementação de metilfolato e/ou ácido folínico.

Debateremos mais sobre este e outros assuntos no grupo de estudos “Alimentação e Suplementação na Síndrome de Down. Inscreva-se.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Suplementação de vitamina E em crianças e adolescentes com síndrome de Down

Na síndrome de Down distúrbios metabólicos, como o estresse oxidativo e a disfunção mitocondrial tem sido observados e relatados na literatura científica. Como explicado em meu curso o tratamento destas condições é importante para a qualidade de vida destes indivíduos. 

O tratamento com antioxidantes tem sido sugerido por pesquisadores como uma forma de aliviar o estresse oxidativo. Um estudo colaborativo de pesquisadores da Inglaterra, China e Irã mostrou que a suplementação de vitamina E (alfa-tocoferol) e ácido lipóico, por 4 meses, reduz o estresse oxidativo (Nachvak et al., 2014) em crianças e adolescentes.

Outros estudos obtiveram resultados similares com a combinação de outros nutrientes como ácido folínico associado a antioxidantes, inclusive com aumento dos ganhos psicomotores e de linguagem.  As dosagens utilizadas nos estudos são em geral maiores do que as indicadas para a população neurotípica (no caso, sem síndrome de Down). 

Para maior individualização leva-se em consideração o consumo de nutrientes vindos da alimentação e os exames bioquímicos. Consulte um nutricionista.

Debateremos mais sobre este e outros assuntos no grupo de estudos “Alimentação e Suplementação na Síndrome de Down. Inscreva-se.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/