Terapias metabólicas de ciclagem

Alterações no metabolismo de carboidratos estão relacionadas a uma série de condições de saúde, aumento de triglicerídeos e de colesterol LDL (lipoproteínas de baixa densidade), diminuição dos níveis de colesterol HDL (lipoproteínas de alta densidade), maior risco de coágulos, trombos, alterações inflamatórias, retenção de sódio, hipertensão arterial, infartos, síndrome do ovário policístico, diabetes do tipo 2, obesidade, fígado gorduroso não alcoólico, ansiedade, depressão e até doença de Alzheimer.

O mecanismo da associação entre resistência insulínica e estas doenças ainda não é completamente compreendido. E, muitas pessoas com resistência à insulina não apresentam doenças. Além disso, algumas pessoas com estas doenças não têm resistência insulínica.

Mesmo assim, a associação é muito comum. Dentre as casusas da resistência à insulina estão estresse, sedentarismo, fatores genéticos, etnia, mas, o mais importante é a dieta inadequada. Por isso, a abordagem mais eficaz para solicionar a resistência insulínica também é alimentar: reduzir o consumo de carboidratos e álcool, jejuar, consumir fibras para alimentar a microbiota intestinal adequadamente, treinar a flexibilidade metabólica.

Treinando a flexibilidade metabólica

Uma mitocôndria flexível é capaz de usar carboidratos, gorduras ou proteínas como fonte de energia. Contudo, quanto mais envelhecemos, quanto menos músculos temos e quanto mais carboidratos consumimos, menos flexível tornam-se as mitocôndrias.

A maneira mais rápida de melhorar o funcionamento mitocondrial e solucionar a resistência insulínica é aliar a dieta cetogênica com musculação. Um programa adequado garante biogênese mitocondrial e reprograma as células para uso de todos os substratos energéticos.

Após o emagrecimento e restauro da glicemia normal, a dieta começa a ciclar períodos de restrição de carboidratos (50g ou menos), com períodos de maior liberdade (50 a 130g de carboidratos ao dia). Essa abordagem oferece benefícios metabólicos e facilita a adesão à dieta a longo prazo.

DIETOTERAPIA QUE MUDA VIDAS

Andreia Torres é uma especialista em terapias metabólicas. Nutricionista com doutorado (UnB/Harvard) e experiência clínica de quase 30 anos. Há mais de 10 anos treina nutricionisstas e médicos no uso seguro e eficaz das terapias metabólicas para o tratamento da obesidade, câncer, transtornos do neurodesenvolvimento, câncer, epilepsia, depressão e transtorno bipolar. Atualmente disponibiliza vídeos de treinamento na plataforma t21.video e atende em seu consultório particular e online. Marque aqui sua consulta.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Prevenção do Alzheimer

O Alzheimer é uma doença complexa e multifatorial, e suas causas exatas ainda não são completamente compreendidas. No entanto, pesquisas científicas identificaram alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Principais fatores implicados no desenvolvimento do Alzheimer

  1. Acúmulo de placas beta-amiloide: no cérebro de pessoas com Alzheimer, ocorre um acúmulo anormal de uma proteína chamada beta-amiloide, formando placas que interferem na comunicação entre as células nervosas. Essas placas são consideradas uma das principais características patológicas da doença, mas existem discussões se são causas ou consequências das injúrias ao cérebro.

  2. Emaranhados neurofibrilares: Outra característica do Alzheimer é a formação de emaranhados neurofibrilares, que são agregados anormais da proteína tau dentro das células cerebrais. Esses emaranhados interferem no transporte de nutrientes e outras substâncias essenciais dentro das células nervosas.

  3. Neuroinflamação: Processos inflamatórios no cérebro podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento do Alzheimer. A resposta imunológica do organismo às placas beta-amiloide e aos emaranhados neurofibrilares pode levar à inflamação crônica, que contribui para a degeneração neuronal.

  4. Fatores genéticos: Certas alterações genéticas estão associadas a um maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer. O gene APOE ε4, por exemplo, está ligado a um aumento no risco de desenvolvimento da doença. No entanto, é importante destacar que a presença desses genes não garante o desenvolvimento do Alzheimer, e a hereditariedade da doença é complexa.

  5. Idade avançada: O envelhecimento é o maior fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. Embora a doença possa afetar pessoas mais jovens, a prevalência aumenta significativamente com a idade.

  6. Histórico familiar: Ter parentes de primeiro grau, como pais ou irmãos, com a doença de Alzheimer aumenta o risco de desenvolvê-la. No entanto, é importante observar que nem todas as pessoas com histórico familiar da doença desenvolvem Alzheimer, e muitos casos ocorrem em pessoas sem histórico familiar.

  7. Estilo de vida e fatores de risco vascular: Alguns fatores de risco vascular, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo e colesterol elevado, também estão associados a um maior risco de desenvolvimento do Alzheimer. Esses fatores podem afetar a saúde vascular do cérebro e contribuir para a progressão da doença.

É importante ressaltar que o Alzheimer é uma doença complexa e que várias interações entre fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida podem estar envolvidas em seu desenvolvimento. Embora algumas causas sejam conhecidas, ainda há muito a ser descoberto sobre essa doença devastadora. Pesquisas continuam sendo realizadas para melhor compreender as suas origens e buscar novas estratégias de prevenção e tratamento.

Cuide-se para preservar o seu cérebro

A prevenção do Alzheimer é um tema de grande importância, pois busca adotar medidas que possam reduzir o risco de desenvolvimento da doença ou retardar o seu aparecimento. Embora não haja uma maneira garantida de prevenir o Alzheimer, alguns hábitos e estratégias podem ser adotados para promover a saúde do cérebro. Siga essas dicas para uma boa memória:

  1. Estimule o cérebro: mantenha o seu cérebro ativo e engajado em atividades intelectualmente desafiadoras. Leia livros, faça palavras-cruzadas, aprenda jogos que envolvam raciocínio e teste novas habilidades. Que tal aprender um instrumento musical ou uma nova língua? O objetivo é estimular a plasticidade cerebral e manter a mente afiada.

  2. Exercite-se regularmente: Faça atividades físicas regularmente, pois o exercício tem benefícios tanto para o corpo quanto para o cérebro. O exercício aeróbico, como caminhar, correr, nadar ou dançar, pode melhorar a circulação sanguínea e promover a saúde do cérebro.

  3. Mantenha um peso saudável: Manter um peso adequado é importante para a saúde geral e pode ter um impacto positivo na saúde cerebral. A obesidade e o sobrepeso estão associados a um maior risco de desenvolvimento de doenças como o Alzheimer.

  4. Controle a pressão arterial e o colesterol: Mantenha a pressão arterial e os níveis de colesterol sob controle. A hipertensão e o colesterol elevado podem afetar a saúde do cérebro e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas.

  5. Tenha um sono de qualidade: O sono adequado desempenha um papel vital na saúde cerebral. Priorize uma rotina de sono regular e crie um ambiente propício para um sono tranquilo e reparador.

  6. Mantenha uma vida social ativa: Interaja com outras pessoas, participe de atividades sociais e mantenha relacionamentos saudáveis. A conexão social pode ajudar a manter o cérebro estimulado e reduzir o risco de isolamento, o que pode ser prejudicial para a saúde mental.

  7. Gerencie o estresse: Encontre maneiras saudáveis de lidar com o estresse, como praticar técnicas de relaxamento, meditação, ioga ou hobbies que proporcionem prazer e bem-estar.

  8. Tenha uma dieta saudável: Adote uma alimentação equilibrada, rica em frutas e verduras de baixo índice glicêmico, peixes, nozes e gorduras saudáveis, como azeite de oliva. Evite alimentos processados, gorduras trans e excesso de açúcar. A dieta mediterrânea e a dieta mind, em particular, tem sido associadas a um menor risco de doenças cerebrais.

Adotar esses hábitos saudáveis pode ajudar a promover uma vida mais saudável e reduzir o risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Em caso de dúvidas consulte-se com um neurologista para avaliação do seu caso específico.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Recupere a sua energia

Você sente-se cansado o tempo todo? Pois saiba que o problema pode estar em suas usinas energéticas celulares, as mitocôndrias. A principal função das mitocôndrias é a produção de energia na forma de trifosfato de adenosina (ATP). Se você tem mitocôndrias produtivas e saudáveis, você tem boa energia.

Nas consultas uma das grandes queixas das pessoas é justamente a falta de energia para realizarem todas as atividades que gostariam. Quando o cérebro não tem energia suficiente, você pode se sentir confuso ou desorientado. Quando nossos músculos não têm energia suficiente, a tolerância à atividade física é reduzida.

Ao alimentarmos as mitocôndrias com os nutrientes de que precisam, observamos melhorias na função muscular, na fala, na memória… E precisamos dar ainda mais suporte às mitocôndrias à medida que envelhecemos, especialmente a partir dos 40 anos. Quando o metabolismo energético é comprometido observamos maior declínio cognitivo e na vitalidade geral.

A disfunção mitocondrial tem sido implicada em inúmeras condições que afetam a saúde do corpo e da mente, como: autismo, TDAH, convulsões, demências, Parkinson, enxaquecas, fadiga crônica, obesidade, diabetes e muito mais.

Genética e disfunção mitocondrial

Alterações genéticas influenciam a função mitocondrial de muitas formas. Podemos os dividir os genes que afetam as mitocôndrias em 6 conjuntos, de acordo com seus papéis funcionais:

  1. subunidades OXPHOS, fatores de montagem e transportadores de elétrons,

  2. manutenção, expressão e tradução do DNA mitocondrial,

  3. dinâmica mitocondrial, homeostase e controle de qualidade,

  4. metabolismo de substratos,

  5. metabolismo de cofatores,

  6. metabolismo de compostos tóxicos.

Numerosos genes têm papéis duplos nessas categorias (indicados por um asterisco). A saúde mitocondrial também está indiretamente relacionada a outros genes como os que influenciam os processos de metilação, destacando-se o famoso MTHFR.

Como saber se minhas mitocôndrias funcionam bem?

O diagnóstico é feito por uma combinação de observações clínicas, avaliações laoratorias, imagens cerebrais e biópsia muscular. A sociedade de medicina mitocondrial orienta (Parikh et al., 2014):

Avaliação metabólica (sangue e urina) de todos os pacientes com sintomas ou doenças que sugiram alterações mitocondriais:

Testes bioquímicos básicos, hemograma, aminoácidos plasmáticos, acilcarnitina, enzimas hepáticas, amônia, ácidos orgânicos urinários, lactato, piruvato, razão lactato:piruvato, creatina quinase

Avaliação sistêmica de todos estes pacientes:

Ecocardiograma, teste audiológico, exame oftalmológico, eletrocardiograma, ressonância magnética do cérebro

Avaliação do fluido espinhal para pacientes com sintomas neurológicos:

Lactato, piruvato, aminoácidos, estudos de rotina incluindo contagem celular, concentração de proteína e glicose.

Avaliação neurogenética para pacientes com atrasos do desenvolvimento:

Cariótipo (estudo do pareamento dos cromossomos e presença ou ausência de anormalidades), consulta genética, avaliação neurológica.

Como melhorar o funcionamento mitocondrial?

Aqui estão algumas outras sugestões:

• Converse com seu médico sobre possíveis infecções ocultas (H. Pylori, Herpes simplex, Lyme, vírus Epstein-Barr), que roubam suas mitocôndrias de nutrientes e energia essenciais.

• Peça ao seu nutricionista análise de possíveis deficiências nutricionais, como B9, B12, B1, B2, zinco, magnésio, B6, coenzima Q10.

• Adote uma abordagem mente-corpo. Respire pela barriga várias vezes ao dia. Tente yoga e considere iniciar uma prática de meditação. Todos esses exercícios de atenção plena reduzem estresse e produção de radicais livres, melhorando a função mitocondrial.

• Faça jejum entre as refeições ou experimente a dieta cetogênica. Foi comprovado que a redução da ingestão calórica ajuda na função mitocondrial. Reduzir a ingestão de carboidratos também pode melhorar a produção de energia e reduzir os picos de insulina que causam inflamação.

• Reduza a exposição tóxica , filtrando a sua água, fazendo sauna, consumindo alimentos orgânicos, evitando adoçantes, consumindo algas (clorela ou espirulina).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/