A complexidade dos estudos do microbioma intestinal

A microbiota intestinal consiste na presença de trilhões de microorganismos, como vírus, bactérias, arqueias… A qualidade da microbiota é essencial para nossa saúde. Existem evidências de que certos micróbios contribuem para o menor risco de diabetes, obesidade e outros questões metabólicas. A microbiota varia de acordo com fatores maternos (o que aconteceu na gestação), hábitos dietéticos após o nascimento (aleitamento, dieta mais ou menos rica em vegetais) e outros fatores ambientais (estilo de vida, hábitos de higiene, uso de medicamentos, exposição à xenobióticos, prática de atividade física, estrese etc).

Os cientistas agora tentam entender melhor o papel do microbioma (comunidade de microorganismos, seus genes e as substâncias geradas pelo metabolismo) na saúde do hospedeiro. Estes estudos dependem de tecnologias como espectometria de massa (MS), sequenciamento de última geração (NGS) e cromatografia em líquido ou gás (LC/GC). As mesmas permitem a análise da composição, função e produtividade do microbioma. O ideal é que estes estudos sejam conduzidos em paralelo para uma visão mais abrangente do microbioma do hospedeiro (Durack & Lynch, 2019).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Sulforafano, epigenética cancer

Estudo que investigou o consumo de sulforafano mostrou que o composto do brócolis regula a expressão do gene Nrf2 por meio de desmetilação e inibe a expressão da proteína DNMT1. O Nrf2 tem efeito protetor contra o câncer. A inibição de DNMT1 induz a transcrição das enzimas defensivas UGTs, que protegem células e tecidos contra carcinógenos exógenos e / ou endógenos (Zhou et al., 2019).

Compostos bioativos dos vegetais e prevenção de doenças:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estudos sobre o café da manhã | É obrigatório? | Vou me prejudicar se pular? | Amo, devo comer sempre?

Tem gente que acorda com muita fome, existem aqueles que acordam sem fome nenhuma. Existem os que fazem jejum, outros que não conseguem. Sabemos intuitivamente que somos todos diferentes. Mas o que dizem os estudos?

Em 2019 foi publicado um artigo mostrando que pessoas que pulam o café da manhã apresentam maior mortalidade por doenças cardiovasculares. O estudo acompanhou 6.550 participantes, com idade média de 53 anos, por 6 anos. Contudo, os pesquisadores não avaliaram que tipo de alimentos e bebidas foram consumidos no café da manhã, sua qualidade nutricional (nem em outros momentos do dia). Por isto, existem muitos fatores confundidores na pesquisa (Rong et al., 2019).

Outro estudo avaliou o efeito dos hábitos alimentares no café da manhã no sofrimento mental e na atenção consciente de estudantes universitários, com idades entre 18 a 24 anos. Foi avaliada a presença de angústia mental e atenção consciente, a partir da lista de verificação de sintomas de Hopkins-10 e escala de avaliação da atenção consciente, respectivamente. Os hábitos alimentares do café da manhã foram acessados ​​qualitativa e quantitativamente usando um questionário de frequência alimentar. Os dados antropométricos e o padrão de estilo de vida foram avaliados por meio de questionários estruturados No estudo, 42,23% dos participantes deixaram de tomar o café da manhã e 57,76% tomaram o café da manhã. Entre os que tomaram café da manhã, 23,2% consumiram diariamente. O motivo mais comum relatado para pular o café da manhã foi acordar tarde (37,3%). Quando comparado entre os sexos, as mulheres pulavam o café da manhã com mais frequência (60,3%) em comparação aos homens (33,3%). O problema é que associação significativa foi encontrada entre o hábito de pular o café da manhã com sofrimento mental e redução da atenção consciente.

Temos que lembrar, contudo, que muitos estudos do passado mostrando que o café da manhã seria a refeição mais importante do dia foram financiados justamente pela indústria de alimentos. Existem novos estudos mostrando os benefícios do jejum matutino (pelo menos em alguns dias da semana).

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Contudo, é importante lembrar que existem variações genéticas que regulam a queima de gordura e o apetite. Algumas pessoas com determinados polimorfismos podem ter dificuldade em emagrecer, mesmo pulando o café da manhã. existem as variações genéticas. Por exemplo, o FTO, um conhecido gene da obesidade, também tem um efeito na regulação do apetite. Pessoas com duas cópias do gene não distinguem bem as sensações de saciedade e isto faz com que as mesmas comam mais do que precisam. São aquelas pessoas que para sentirem-se bem precisam estar sempre comendo. Para estas pessoas dietas com poucas refeições ao dia não são muito viáveis pois sentem muita fome pois vão ter compulsão em outros horários se fizerem restrições logo cedo. É por isso que o jejum não funciona para todo mundo. O ideal é aprender a conectar-se com seu corpo e com seus sinais de fome e saciedade. Assim, entenderá melhor quando deve comer e quando deve reduzir o consumo de alimentos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/