Saúde mental e imunidade

Pânico, paranóia, tristeza, mau humor, ansiedade, raiva, tédio, luto, insônia, sensação de perda de controle... Estas experiências muito humanas estão deixando muita gente esgotada mentalmente. E o pior: o estresse mental piora ainda mais a imunidade.

O que podemos fazer, todo mundo já sabe: limitar o contato social, lavar as mãos de maneira adequada e regular, usar álcool quando não pudermos lavar as mãos, limpar o telefone e o teclado do computador todos os dias, não usar o telefone no banheiro, manter a distância das pessoas quando saímos à rua, não tocar o rosto, remover aneis para não acumular sujeira, deixar os sapatos usados na rua fora de casa, informar-se a partir de fontes confiáveis, não compartilhar informações se não souber a procedência, checar as fontes, limitar o acesso às redes sociais, se isso te estressar ainda mais.

Busque apoio nas pessoas que ama. O momento é mesmo doloroso e não há vergonha em sentir qualquer coisa que esteja sentindo. Mas reconheça o que está sentindo e aja com racionalidade. Se estiver calmo tomará melhores decisões. Por isso, medite, faça yoga, pratique exercícios em casa, ouça música, cozinhe algo saudável, beba água, tome chás, durma bem, ligue-śe à sua espirutalidade.

A pandemia do COVID-19 também pode ser uma oportunidade de automelhoramento. Você pode fazer um curso, atualizar-se, até mudar de profissão. Qualquer coisa que o faça sentir-se bem, útil, produtivo, contribuirá para sua saúde mental. Não cuidar-se é um erro. Sem dormir, sem alimentar-se bem, estressando-se assistindo a notícias complicadas 24 horas por dia, fará você cometer erros desnecessários, poderá perder oportunidades quando tudo passar, colocará sua vida e a dos outros em risco se sair por aí em pânico. Além disso, medo exagerado aumenta a pressão arterial, o risco de ataques cardíacos, derrames, diabetes, depressão. A pandemia de COVID-19 é grave mas o mundo não acabará. Só será diferente e se desacelerarmos podemos manter nossa sanidade mental e nossa saúde física para podermos ver com os próprios olhos como esse novo mundo será.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Como a flora intestinal influencia o peso corporal em pessoas com Síndrome de Down?

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Quando pensamos em excesso de peso frequentemente pensamos em dieta inadequada, sedentarismo ou a expressão de alguns genes específicos. Porém, nos últimos anos pesquisas vem mostrando que a microbiota ou flora intestinal também influencia o ganho de peso corporal.

São cerca de 30 trilhões de bactérias no intestino (Sender et al., 2016). Em estudos clássicos, a microbiota de ratos obesos foi transferida para animais magros, o que ocasionou aumento do peso corporal nestes últimos.

Bactérias diferentes possuem diferentes ações no organismo. Enquanto algumas são protetoras outras aumentam a inflamação. Pessoas com peso aumentado possuem mais bactérias patogênicas do gênero Firmicutes. Em pessoas com peso adequado isto se inverte. Já foi demonstrado que na Síndrome e Down a quantidade de Firmicutes está de fato aumentada (Biagi et al., 2014).

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A partir de fibras alimentares, as bactérias podem produzir diversos ácidos graxos: as que gostam de frutas, verduras e legumes produzem mais ácidos graxos para o intestino e o fígado; as outras produzem ácidos graxos que também ajudam a aumentar as reservas de gordura no restante do corpo. É por isso que dois alimentos com o mesmo valor calórico (como uma banana ou um copo de sorvete) podem ter efeitos bastante diferentes em termos de ganho de peso.

Pessoas acima do peso muitas vezes possuem menor variedade de bactérias boas. As bactérias ruins inflamam o corpo enviando sinais para que o mesmo entre em modo de alerta. Assim, passa a estocar mais energia, a fome aumenta, a produção de hormônios do prazer cai, Isto se agrava com escolhas alimentares errôneas. Por exemplo, quanto mais gordura na dieta maior é a produção de acetato pelas bactérias intestinais. O acetato estimula a secreção de insulina e desencadeia ganho de peso.

O desequilíbrio da microbiota intestinal também gera neuroinflamação, que não só desencadeia compulsão alimentar mas também aumenta o risco de Alzheimer (Houser & Tansey, 2017). Debateremos mais sobre este e outros assuntos no grupo de estudos em Epigenética da Síndrome de Down.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estresse desregula a glicemia | Diabéticos em risco

Quando o estresse aparece, seu corpo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células.

Qual é a melhor dieta para a prevenção e tratamento da diabetes? Saiba mais aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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