Consumo de algas e imunidade

Algas são extremamente ricas em nutrientes. A spirulina é uma alga azul esverdeada fonte de proteínas, vitaminas (como carotenóides) e minerais (Kay, 1991).  Os nutrientes das algas combatem o dano oxidativo causado por radicais livres (Benedetti et al., 2004Sedriep et al., 2011). Algas também são fonte de vitamina B12 (Baroni et al., 2009), apesar de não tão bem disponível quanto a presente em ovos e laticínios. A vitamina B12 é muito importante para a maturação da espinha bífida do bebê durante a gestação, para o adequado funcionamento das hemácias (células do sangue que transportam oxigênio) e para o sistema nervoso, prevenindo a depressão.

As algas ainda melhoram a imunidade (Shytle et al., 2010) e contribuem para o tratamento da fibromialgia. Estudos mostram que algas como a clorella se ligam a metais pesados contribuindo para a destoxificação do organismo. Publicação de 2020 reforça que a spirulina contém picocianobilina que melhora a imunidade para que o corpo possa reagir melhor contra gripes e até contra o coronavírus (McCarty & DiNicolantonio, 2020).

Algas também são ricas em iodo (Combet et al., 2014), mineral importante para a tireóide e a regulação do metabolismo e de fibras (Wada et al., 2011), que tem um papel na regulação do funcionamento intestinal e na absorção de glicose e gorduras. Por estes efeitos, as algas parecem ser alimentos capazes de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer.

Contudo, as algas podem produzir uma toxina denominada microcistina. Os polifenóis do chá verde (Xu et al., 2007) e o sulforafano das brássicas (repolho, couve, brócolis) protegem o corpo contra a microcistina. Contudo, não se recomenda consumo alto de algas e suplementos de algas para gestantes e lactantes já que não se conhece o efeito da toxina no desenvolvimento do feto e crianças. A compra de suplementos também deve ser cuidadosa. 

Não tem acesso à algas? Aumente o consumo de alimentos como salsinha, couve, coentro, que também melhoram a imunidade. Se quiser conhecer mais sobre as propriedades dos alimentos faça este curso online. O mesmo é perfeito para os que querem aprender mais sobre as propriedades protetoras e antiinflamatórias dos alimentos e o impacto dos mesmos na saúde e na prevenção de doenças.

Você aprenderá mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Autocuidado como arma contra a excessiva medicalização e dependência dos serviços de saúde

Vivemos em sociedade que está cada vez mais medicalizada - uso exagerado, muitas vezes sem necessidade. Temos que pensar na saúde de forma holística. Não adianta curar o estômago e estragar o intestino ou o cérebro. E isso é muito comum de acontecer, principalmente em quem usa vários medicamentos. Para reduzir efeitos colaterais as pessoas devem ser capazes de se autocuidar, resolvendo situações corriqueiras, aliviando sintomas (como dores de cabeça), prevenindo doenças e que estas se cronifiquem.

Não é objetivo da desmedicalização deixar as pessoas sem assistência adequada, mas apenas reduzir a dependência dos profissionais e serviços de saúde, assim como diminuir o uso inadequado de drogas e seus efeitos negativos. Uma das possibilidades é a aromaterapia, que é uma forma de cura pelo olfato. Para tanto, cada pessoa deve aprender a ouvir o próprio corpo e a cuidar dele do jeito mais natural possível.

A Organização Mundial de Saúde define autocuidado como a capacidade de indivíduos, famílias e comunidades para promover a saúde, prevenir as doenças e manter-se saudável e cooperar com a doença e incapacidades com ou sem o apoio do prestador de cuidados de saúde (Webber, Guo e Mann, 2013). Só que sem informação adequada ninguém consegue cuidar de verdade da própria saúde. Por isso, a educação é tão importante.

Algumas práticas integrativas e complementares contribuem muito para o autocuidado. Aprenda mais sobre elas:

Aromaterapia

A aromaterapia é uma terapia holística, um dos ramos da fitoterapia e uma alternativa aos métodos convencionais da medicina. Tem como objetivo prevenir problemas de saúde e trazer alívio a sintomas de doenças por meio da “terapia dos aromas”. Para isso, a aromaterapia utiliza os óleos essenciais, que são compostos orgânicos voláteis extraídos das plantas (de suas flores, frutos, sementes, folhas e raízes, entre outras partes das plantas), responsáveis pelo aroma de algumas espécies. Estes óleos são muito concentrados e possuem a capacidade de penetrar no nosso corpo através da pele ou do olfato, atingindo a corrente sanguínea e exercendo seus efeitos. Por serem muito concentrados são necessários cuidados no uso destes óleos.

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Yoga

Os principais benefícios do yoga para o campo da saúde são: encorajamento de uma alimentação e saudável, maior consciência corporal, desenvolvimento da capacidade contemplativa e expansão da percepção da totalidade, prática da não violência, reeducação de hábitos associados com os vícios (medicação, alimentação excessivo, álcool, tabaco, trabalho, sexo, drogas ilegais, jogo, etc.) (Siegel, 2010), redução da ansiedade e dos sintomas depressivos.

TUDO SOBRE YOGA

Ayurveda

A palavra ayurveda vem das raízes em sânscrito ayuh, que significa “longevidade”, e veda, “conhecimento”. Muito praticada na Índia, a ayurveda se baseia na crença de que o corpo humano representa o universo inteiro em um microcosmo e que a chave para a saúde é manter um equilíbrio entre o corpo microcósmico e o mundo macrocósmico. A medicina Ayurvédica é parte da ciência védica e utiliza na sua abordagem terapêutica de autocuidados plantas medicinais, dieta, exercícios físicos, meditação, yoga, massagens, aromaterapia, psicologia.

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Fitoterapia

Utilizar as propriedades das plantas como cura para doenças é uma das mais antigas práticas terapêuticas da humanidade. Acredita-se que a ideia de utilizar plantas como tratamento de saúde tenha surgido a partir da observação da natureza e do comportamento dos animais.

Apesar das fórmulas produzidas a partir de plantas in natura ou manipuladas serem produzidas há milênios, somente em 1976 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu essa prática.

No Brasil, a legitimação dos fitoterápicos como tratamento seguro e eficaz ocorreu ainda mais tarde. Apenas em 2006, por meio da Portaria 971, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi instituída pelo governo federal. Três anos depois, foi criado também o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

Informe-se, aprenda a cuidar-se e torne-se mais independente e capaz em relação à sua saúde, de sua família e sua comunidade.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Aumento dos níveis de açúcares no sangue e TDAH

Estudo recente mostrou que a hiperglicemia, com elevação dos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) correlaciona-se à maior severidade da hiperatividade em crianças com TDAH (Yazar et al., 2019). A coexistência de TDAH e diabetes também ocorre em adultos. Fatores de risco para obesidade e resistência à insulina, como diabetes durante a gravidez e redução no crescimento intrauterino, também podem ter um papel no desenvolvimento do TDAH.

O TDAH também é fator de risco para componentes da síndrome metabólica, particularmente obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão, tanto em adultos quanto em jovens (Landau & Pinhas-Hamiel, 2019). As causas ainda da associação ainda são pouco compreendidas mas indica-se estratégias para prevenção e tratamento da diabetes neste grupo de pessoas.

Não fique sem tratamento. Nossa equipe de nutricionista e psicóloga podem lhe ajudar com muitas estratégias para que consiga navegar melhor pela vida. Agende sua consulta.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/