Será mesmo déficit de atenção?

Irritabilidade, impulsividade, alteração de humor, raiva, hiperatividade, inquietação, dor de cabeça, fadiga. Tem tudo pra ser transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Mas nem sempre é! Por exemplo, estes sintomas também são comuns em crianças anêmicas. Por isso, antes do diagnóstico final é importante a avaliação hematológica, incluindo os níveis de ferritina. Lembre que as pessoas são muito diferentes. Enquanto algumas pessoas precisam de mais ferro nas veias para funcionar bem, outras precisam de menos.

Por exemplo, o valor de 19 ng/ml pode ser normal de acordo com os laboratórios (que consideram adequado entre 10 e 143 ng/ml). Porém, muitas pessoas só funcionam bem mesmo quando os níveis estão entre 70 e 120 ng/ml. Antes do uso de medicamento para TDAH que tal suplementar ferro? Se este for o problema os sintomas sumirão dentro de 40 a 90 dias. É claro, o mineral ferro não é a solução para tudo e também não deve ser administrado antes do resultado dos exames. Nem sem acompanhamento médico e nutricional. Afinal, ferro em excesso também faz mal! Aprenda mais:

Yoga e meditação para redução da hiperatividade

Estudos recentes mostram que o treinamento da atenção pode ajudar crianças, adolescentes e adultos com déficit de atenção e hiperatividade. Yoga e meditação (ou práticas de atenção plena) contribuem ainda para a regulação hormonal, complementando a retirada de açúcar e outros tratamentos (como uso de medicamentos ou suplementos). Ninguém com déficit de atenção e hiperatividade vai conseguir entrar em uma sala e meditar por 1 hora, mas pode começar com 1 minuto, 2, 3 e ir progredindo até pelo menos 20 minutos diários.

Muitos profissionais de saúde e professores têm indicado a prática de yoga e meditação para toda a família. Isso mesmo, é uma jornada familiar. Pais que meditam e praticam yoga em casa estimulam os próprios filhos pelo exemplo. Mães que fazem o treinamento vêem o comportamento dos filhos melhorarem ao longo do tempo, resultando em uma melhor relação com os mesmos, o que por sua vez ajuda na melhoria dos sintomas de TDAH e também de autismo. Vamos praticar?

Não fique sem tratamento. Nossa equipe de nutricionista e psicóloga podem lhe ajudar com muitas estratégias para que consiga navegar melhor pela vida. Agende sua consulta.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Como reciclar a coenzima Q10, um poderoso antioxidante?

Ubiquinone_ubiquinol_conversion.png

A coenzima Q10 (CoQ10) é um nutriente importante para o metabolismo de carboidratos e gorduras. Também possui ação antioxidante. A principal função da COQ10 é proteger a mitocôndria da célula, local de produção de energia (ATP).

A deficiência de (CoQ10) pode ocorrer devido a mutações de genes para enzimas que a sintetizam, pelo uso de medicamentos como as estatinas, em decorrência do estresse ou pelo baixo consumo de alimentos fonte. Gera cansaço e aumento do estresse oxidativo, associando-se a doenças como diabetes e câncer.

As principais fontes alimentares de CoQ10 são os peixes (em especial a sardinha), a soja e oleaginosas. Além disso, o consumo de vegetais verdes é muito importante já que a clorofila dos mesmos é capaz de regenerar a CoQ10, vitamina que também recebe o nome de ubiquinol.

Screen Shot 2018-11-18 at 2.46.08 PM.png

Quando o ubiquinol é usado como antioxidante, perde elétrons (é oxidado) e transforma-se em ubiquinona. É aí que entra a clorofila, transformando novamente a ubiquinona em ubiquinol. Este é um dos motivos pelos quais os vegetais folhosos verde escuros são tão bons para saúde. Claro, também são boas fontes de folato, vitamina C, minerais como fitoquímicos e fibras.

Paciente começa a tomar estatina (medicação para redução de colesterol) e começa a ter dores. É muito importante suplementar coenzima Q10 para reduzir esse tipo de efeito colateral. Muitas fórmulas de suplementos contém ubiquinona (coenzima Q10) mas certos pacientes não melhoram. Isso acontece pois muitos possuem polimorfismo genético de NQO1 não conseguindo converter ubiquinona em ubiquinol. Nesse caso, o que precisa ser suplementado é então o ubiquinol (50 a 100 mg/dia). Agora, quem não tem problemas genéticos e começa a usar ubiquinol a torto e a direito pode inibir o próprio metabolismo, ficando menos eficiente quando o suplemento não está sendo usado. Cuidado!

Aprenda mais sobre genômica nutricional: https://andreiatorres.com/cursos-online/genomica-nutricional

Saiba mais sobre a coenzima Q10 neste vídeo:

Agendamento de consulta: www.andreiatorres.com/consultoria

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Como tratar a disbiose intestinal?

O intestino parece simples mas na verdade é extremamente complexo. Digere nutrientes, secreta enzimas, hormônios, neurotransmissores, age como uma barreira contra agentes infecciosos e toxinas, alberga entre 500 e 1.000 espécies diferentes de microorganismos.

Ano após ano pesquisadores encontram novas evidências da importância do intestino para a saúde como um todo. Quando o intestino não está bem absorvemos menos nutrientes importantes e todo o metabolismo fica desregulado.

O revestimento do intestino possui milhões de células que criam uma barreira de segurança para o que não deve cair na corrente sanguínea. Se essa barreira é desintegrada, toxinas, pedaços de bactérias chegam ao sistema, provocando inflamação, reações alérgicas e uma quantidade enorme de sintomas como inchaço, gases, cãibras, fadiga, dores de cabeça e nas articulações, engordamos mais facilmente, a pressão arterial pode aumentar…

Screen Shot 2018-11-20 at 5.56.43 PM.jpg

Uma dieta pobre em fibras e rica em açúcar e gorduras saturadas é frequentemente culpada pelo problema. O uso de medicamentos (como antibióticos, antiinflamatórios, anticoncepcionais, ansiolíticos) também são grandes responsáveis pelas alterações gastrointestinais e pela disbiose intestinal (desequilíbrio da microbiota).

Melhore sua alimentação, exclua alimentos ultraprocessados, álcool e tudo o que não estiver caindo muito bem (pode ser pão, macarrão, bolo, biscoito, pizza, álcool). Consuma mais fibras (presentes em frutas, verduras, aveia, castanhas, feijões) e tome chás digestivos.

A avaliação da saúde intestinal pode ser feita por um nutricionista (com o uso do questionário de rastreamento metabólico), avaliação de sinais e sintomas e pedido de exames. Um deles é o Indican, feito a partir de uma amostra de urina. O exame avalia a quantidades de produtos bacterianos presentes na urina.

Conheça meu curso online sobre o tema.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags