Índice glicêmico

O índice glicêmico (IG) é uma das formas de classificação dos carboidratos, em uma escala de 0 a 100 de acordo com a velocidade com que os mesmos conseguem aumentar os níveis de glicose sanguínea após uma refeição. Os alimentos com um elevado IG são aqueles que são rapidamente digeridos e absorvidos, resultando em flutuações rápidas nos níveis de açúcar no sangue. Alimentos com IG baixo, em virtude de sua lenta digestão e absorção, produzem aumentos graduais de açúcar e insulina plasmáticos, beneficiando a saúde.

Dietas com baixo índice glicêmico têm sido recomendadas para melhorar não só a glicemia mas também as taxas de gordura plasmáticas, principalmente em indivíduos com resistência à insulina, diabéticos, cardiopatas e pessoas que precisam controlar o peso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) recomendam que a alimentação inclua uma variedade de alimentos com baixo IG, a fim de prevenir as doenças mais comuns nos países industrializados, justamente as  coronarianas, diabetes e obesidade. Eu gosto muito deste tipo de abordagem mas confesso que não sou muito criativa na cozinha, por isso vivo pesquisando receitas com o índice glicêmico mais baixo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Plantas medicinais combatem os efeitos indesejáveis da menopausa

Plantas com fito-hormônios, substâncias obtidas das plantas com propriedades semelhantes aos hormônios naturalmente produzidos pelo organismo, vem sendo foco de estudos em todo o mundo, desde a década de 1920, quando  as isoflavonas da soja foram identificadas.

Além da soja as isoflavonas estão presentes na  Cimicifuga racemosa ou Black cohosh (foto), agindo de forma a reduzir os níveis do hormônio luteinizante, o LH, responsável por sintomas como as ondas de calor,  ansiedade, cefaléia, vertigens e distúrbios do sono. É contraindicada para pacientes com história de tumor endometrial, durante a gravidez, na amamentação e para alérgicos ao ácido acetilsalicílico (Aspirina).

A angélica sinensis, também conhecida como ginseng feminino e Dong-Quai, é uma raiz com atividade predominantemente prostagênica, diminuindo a expressão de citocinas pró-inflamatórias. Como tem efeito antiespasmódico também é utilizada por mulheres em idade fértil para minimizar as cólicas menstruais. Não deve ser utilizada por gestantes. Aumenta a sensibilidade ao sol, por isto a proteção com filtro solar é importante visto que alguns estudos mostram aumento à susceptibilidade a câncer de pele com o uso prolongado.

Yam mexicano (Dioscorea villosa): seu principal composto ativo, a diosgenina, possui ação estimulante da progesterona, hormônio da gravidez e da segunda metade do ciclo menstrual. Estimula os receptores hormonais, mimetiza os efeitos decorrentes da queda do hormônio estrogênio, possui atividade antiinflamatória e antiespasmódica. Também é utilizado em pequenas doses para a redução de náuseas durante a gravidez, porém em virtude do pequeno número de estudos com gestantes, prefiro indicar o gengibre para o tratamento deste problema.

Red clover (Trifolium pratense): também conhecido como trevo vermelho, diminui o risco de câncer de mama e estimula melhor equilíbrio hormonal. Liga-se também a receptores de estrogênio nos ossos e sistema vascular, diminuindo o risco de osteoporose e infartos. A genisteina presente no trevo vermelho também bloqueia a enzima aromatase, responsável pela conversão de testosterona em estrogênio. O bloqueio desta enzima aumenta os níveis de testosterona, responsável pela libido. O aumento da testosterona e a diminuição dos níveis de estradiol também melhoram o humor, contribuem para maior disposição, aumentam a produção de massa magra e diminuem a gordura subcutânea, efeito neste caso similar ao do tribulus terrestris.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Papel da vitamina D durante a gestação

A vitamina D é fundamental para a absorção intestinal de cálcio, assim fortalece os ossos. Porém, há tempos se sabe que esta não é a única função desta vitamina durante a gestação. De acordo com pesquisas importantes na área, evidenciou-se que o consumo adequado deste nutriente durante o período gestacional está inversamente relacionado ao aparecimento de asma e rinite alérgicas em crianças acompanhadas até os 5 anos de vida.  

Os níveis adequados de vitamina D plasmáticos maternos também são importantes para reduzir o risco de diabetes mellitus tipo 1 na criança e  na mãe o de diabetes gestacional e esclerose múltipla.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre o tema. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância da vitamina D, como obtê-la e como ela pode melhorar a saúde.

Extra: no módulo 9 do meu curso de yoga converso mais sobre nutrição na gestação e ensino as técnicas de yoga e meditação apropriadas para a gestante praticar em casa.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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