Diminua o consumo de gorduras

Uma pesquisa apresentada no encontro anual da Sociedade de Neurociência, mostrou que o consumo crônico de dietas ricas em gordura modifica singnificativamente a química cerebral. Isto acontece pois os alimentos ricos em gordura ativam regiões do cérebro associadas ao prazer e que promovem a compulsão por mais alimentos ricos em gordura.

Os lipídios são importantes na dieta saudável já que lubrificam articulações, protegem os órgãos internos, são precursores de hormônios e de citocinas. Porém, a qualidade da gordura deve ser observada dando-se preferência às monoinsaturadas (presentes no azeite, nas castanhas e no abacate) e às poliinsaturadas do tipo ômega-3 (encontradas nos peixes, na linhaça, no gergelim). Já alimentos ricos em gorduras saturadas, ômega-6 e trans devem ser limitadas afim de quebrar o ciclo engorda-emagrece.

Você já reparou que quando a sua dieta está ruim, com muito bolo, pizza e outros alimentos menos nutritivos, sua vontade de fazer as pazes com as frutas diminui? Por isto, é importante não passar muitas horas sem se alimentar, pois com fome, perde-se o controle e a compulsão aumenta. Para ter uma dieta saudável rica em antioxidantes e fitoquímicos que protegem nosso corpo de obesidade, diabetes, aterosclerose, Parkinson e doenças cardiovasculares é importante ter tempo para se pensar no cardápio da próxima refeição.

Não há necessidade de se mudar tudo de uma só vez mas comece já a diminuir os alimentos industrializados, substituindo-os por outros mais saudáveis. Pense na sua próxima lista de supermercado com carinho, progreme-se para preparar pratos nutritivos e evite encher a despensa com guloseimas ou acabará atacando-as nos momentos de cansaço ou tédio. Ainda falta um mês e meio para 2011. Você pode começar agora, não deixe sua saúde ser mais uma promessa de ano novo!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vitamina D e adiposidade visceral

Crianças deficientes em vitamina D engordam mais facilmente e acumulam mais gordura na região abdominal. Este é o resultado da pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition.

 A vitamina D pode ser produzida em nossa pele porém crianças e adultos que passam o dia inteiro dentro de edifícios ou que usam protetor solar em todo o corpo o tempo todo produzem quantidades muito pequenas, pois a conversão do colesterol na vitamina exige a ativação pelos raios solares. No estudo, 479 crianças entre 5 e 12 anos, da cidade de Bogotá, na Colômbia foram acompanhadas por 30 meses.

Os níveis de vitamina D plasmáticos foram avaliados assim como o peso, a circunferência da cintura e as pregas cutâneas subescapular e tricipital. Foi identificada deficiência de vitamina D em 10% das crianças e níveis insuficientes em 46% delas, sendo que as crianças com os mais baixos níveis de vitamina D ganhavam também peso mais rápido e de forma mais dramática principalmente na região da cintura. É sabido que o acúmulo de gordura na região abdominal aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas.

Nos Estados Unidos 60% dos adolescentes possuem níveis sanguíneos insuficientes deste nutriente (Olmos, 2004). No Brasil, Arantes e colaboradores (2013) divulgaram estudo no qual grande parte da população possui concentrações plasmáticas de vitamina D abaixo de 20 ng/mL (< 50 nmol/L), principalmente nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Por isto, quando a exposição ao sol se torna inviável por motivos como violência urbana ou risco de câncer de pele alternativas como a suplementação devem ser buscadas.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre a vitamina D. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância este hormônio e como ele melhorar a saúde de todos.

Valor laboratorial de vitamina D é aquele para manter sua absorção de cálcio. Mas pode não sobrar vitamina D para suas outras funções hormonais e imunológicas.

Vitamina D e imunidade

Estudo publicado agora em 2022 mostrou que pessoas com vitamina D menor que 20 tiveram 14 vezes mais chance de morrer do que os pacientes com vitamina D maior que 40 ng/ml (Dror et al., 2022). Não sabe seu valor no exame de sangue? O ideal é fazer a análise antes de suplementar.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Combatendo a deficiência de selênio

Essa nem eu sabia: 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem da deficiência do mineral selênio, que é um nutriente essencial para órgãos como fígado, coração e tireóide além de importantíssimo para o sistema imune. A deficiência é mais comum no sudeste da Ásia e por isto órgãos Australiados estudam formas mais eficientes de suplementação.

De acordo com pesquisa divulgada no Soil Science Society of America Journal o selênio se fixa melhor quando utilizado no solo misturado com o fertilizante. Porém, as plantas não são capazes de utilizar qualquer forma de selênio. Selênio elementar, selenito e selenato já se mostraram opções ruins. Já o selênio em spray parece ser um opção viável, como discutido no artigo.

Felizmente, o solo brasileiro, principalmente no norte do país é rico em selênio. Uma única castanha do Brasil (anteriormente chamada castanha do Pará) é suficiente para atender as necessidades diárias. Mas não abuse: o excesso de selênio ou selenose acarreta em problemas gastrintestinais, queda de cabelo, fadiga e fraqueza nas unhas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/