Cólicas nos bebês

As cólicas acontecem em até 40% dos bebês (Hall, Chesters, & Robinson, 2012). Caracterizam-se por irritabilidade e choro inexplicável ou inconsolável por mais de 2 horas por dia, pelo menos 3 vezes por semana, levando os pais correndo aos pediatras (Lacovou et al., 2012).

As cólicas geralmente iniciam-se nas primeiras duas a três semanas de vida e desaparecem ao final do terceiro mês de vida. As causas incluem a imaturidade intestinal do recém nascido, alergia à proteína do leite de vaca (por isto amamentar é muito importante), estresse materno, pega errada da mama, fazendo com que a criança engula muito ar, aspectos relativos ao próprio temperamento do bebê, predisposição genética ou ingestão materna de alimentos que causam gases.

Apesar de ser uma situação normal deve ser tratada com seriedade pois contribui para a ansiedade dos pais, depressão pós-parto e descontinuidade do aleitamento materno (Oberklaid, 2001). O bebê chora pois tem dor, o que não é fácil ou agradável (Shamir et al., 2013Zisk, 2003).

Estudo muito interessante mostrou que o óleo de menta parece mais eficiente para a redução de cólicas dos bebês do que vários medicamentos comumente prescritos pelos pediatras (Alves, Brito e Cavalcanti, 2012), tais quais a simeticona (Lucassen et al., 1998). Mesmo assim o óleo de menta ainda precisa ser mais investigado pois pode causar problemas respiratórios em crianças pequenas (Charrois et al., 2006). O que fazer, já que nem colocar o bebê para arrotar é garantia de menos cólicas (Kaur, Bartir e Saini, 2015)?

Uma das formas é mudar a dieta da mãe visto que algumas substâncias consumidas podem passar para o leite materno. Dentre os alimentos mais estudados estão o leite e seus derivados (Lucassen et al., 1998, Sopo et al., 2014), o chocolate, o amendoim e outras oleaginosas, o café, o refrigerante, as frutas cítricas e o peixe. A eliminação ou diminuição destes alimentos é importante pelo menos nos 3 primeiros meses de vida do bebê. Mas mais importante é a paciência até que a maturidade gastrointestinal seja adquirida.

Enquanto as cólicas persistirem é importante que a criança seja confortada por outro adulto sem ser a mãe. Quando é a mãe quem pega o bebê ele instintivamente vai querer mamar. Por isto outro adulto deve segurar o bebê de pé apoiado no ombro. O bebê deve estar bem aquecido o que faz também com que se acalme mais rapidamente. Massagens também podem aliviar. Se você é expert em cólicas deixe aqui sua dica para as outras mamães!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Teclados de computador mais sujos do que o vaso sanitário?

Teclados de computador ficam facilmente sujos. Quando eu tinha um computador preto nunca percebia mas agora que o computador é branco... Eca! Um estudo britânico mostrou que os teclados podem ficar 5 vezes mais contaminados que o vaso sanitário podendo, portanto, ser vetor de doenças. O principal problema é lógico a higiene do usuário. 

O patógeno mais comum nos teclados é o Staphylococcus aureus, uma bactéria classicamente envolvida em intoxicações alimentares já que o ser humano é justamente o reservatório e agente de transmissão, principalmente por meio de suas secreções. 

Por isto as regras básicas: lavar as mãos após ir ao banheiro, não comer quando estiver trabalhando no computador, evitar tossir ou espirrar sobre o teclado e limpá-lo uma vez por semana. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Duas perguntinhas que podem salvar

Infelizmente muitos brasileiros ainda passam fome, que aparece principalmente nas áreas de pobreza, atingindo as famílias sem acesso ao básico. Outra causa da fome são as catástrofes naturais como as enchentes que assolaram Alagoas e Pernambuco.

Um dos indicadores da fome é a desnutrição infantil e, por isto, pesquisadores propõem, em estudo publicado na revista Pediatrics, que todos aqueles que trabalham na área de saúde pública deveriam fazer duas perguntinhas às famílias: 

- Nos últimos 12 meses você se preocupou com o fato de que poderia faltar comida em sua casa?

- Nos últimos 12 meses aconteceu de o alimento comprado acabar e não haver dinheiro para a compra de quantidades extras?

O estudo mostrou que 92,5% das famílias que passam fome respondem sim à primeira pergunta e 81,9% das famílias respondem sim à segunda pergunta. Identificar tais famílias é fundamental afim de que as crianças destas famílias sejam monitoradas e a família encaminhada à programas governamentais de combate à fome. 

Além disso, estes questionamentos são importantes pois muitas crianças não parecem desnutridas à primeira vista, visto que alguns alimentos calóricos e baratos como farinha, pão, óleo e açúcar acabam suprindo as necessidades calóricas deixando, contudo, um rastro de deficiências protéicas, vitamínicas e minerais. Estas deficiências tem impacto negativo na saúde e no desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Para os pais, preocupados constantemente com o que irão alimentar os filhos, a ansiedade e a depressão são comuns.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/