Fique de olho no índice glicêmico

O consumo de carboidratos com alto índice glicêmico, aqueles que caem na corrente sanguínea rapidamente aumentando demais os níves de glicose circulantes aumenta o risco de doenças coronarianas em mulheres.  

Artigo publicado no dia 12 de abril no Arch of Internal Medicine, uma das revistas do prestigiado JAMA, tanto o índice glicêmico (IG) quanto a carga glicêmica devem ser cuidadosamente observados, uma vez que a grande quantidade de açúcar no sangue aumenta também triglicerídeos (gorduras que entopem artérias) e diminuem o HDL (lipoproteína protetora).

No estudo 32.578 mulheres foram acompanhadas por um período médio de 7,9 anos. Destas, 158 desenvolveram doenças cardíacas, sendo que as que consumiam carboidratos com mais alto índice glicêmico (proveniente de açúcar de mesa, balas, doces, pães e massas refinadas) tinham um risco 2,24 vezes maior do que aquelas que consumiram carboidratos com menor IG. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Mamadeiras plásticas podem fazer mal aos bebês

O desruptor endócrino bisfenol A (BPA), contido em embalagens é capaz de penetrar no organismo. Estudos mostram uma relação entre altas concentrações do composto e o desenvolvimento de doenças crônicas. Agora um estudo suíço mostrou que bebês alimentados com mamadeiras plásticas de policarbonato e rexinas epóxi estão em maior risco. Estas substâncias podem penetrar pelas vias aéreas, pela água ou junto ao alimento. O BPA é uma substância que atual como o hormônio natural estrogênio. Mesmo em pequenas quantidades pode prejudicar o desenvolvimento sexual do feto e de recém-nascidos. Isto porque os mesmos absorvem quantidades grandes de BPA, por isto a mamadeira ideal continua sendo o seio materno!

Von Götz N et al.  Bisphenol A: How the Most Relevant Exposure Sources Contribute to Total Consumer ExposureRisk Analysis, (2010), 30, 473-487.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Atividade física neutraliza gene da obesidade

A obesidade é uma desordem de origem multifatorial com componentes genéticos e ambientais fortemente envolvidos. O gene FTO  rs9939609 está associado ao ganho de peso, gordura corporal, maior IMC e circunferência da cintura. Cada cópia a mais do mesmo neste gene pode elevar o peso em até 1,5kg. Afim de averiguar o impacto da atividade física em indivíduos que possuíam o mesmo, foi realizada uma pesquisa com 752 adolescentes. Entre os mesmos 37% não possuíam o gene, 47% possuíam uma cópia do mesmo e 16% possuíam duas cópias. O interessante no estudo foi que os adolescentes que faziam pelo menos 1 hora de atividade física diária conseguiam manter o peso ou ganhavam quantidades muito pequenas, como se não tivessem nenhuma mutação genética, o que demonstra que o ambiente é fundamental para a saúde, mesmo quando a genética não favorece. Ou seja, nada de botar a culpa na herança genética. Está na hora de malhar!

Fonte: Jonatan R. Ruiz; Idoia Labayen; Francisco B. Ortega; Vanessa Legry; Luis A. Moreno; Jean Dallongeville; David Martinez-Gomez; Szilvia Bokor; Yannis Manios; Donatella Ciarapica; Frederic Gottrand; Stefaan De Henauw; Denes Molnar; Michael Sjostrom; Aline Meirhaeghe; for the HELENA Study Group. Attenuation of the Effect of the FTO rs9939609 Polymorphism on Total and Central Body Fat by Physical Activity in Adolescents: The HELENA Study. Arch Pediatr Adolesc Med, 2010; 164 (4): 328-333.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/