Frutas: mais poderosas do que se imaginava

Frutas contém polifenóis, substâncias de estrutura química variada que em nosso organismo atuam como antioxidantes, antivirais, bactericidas e anti-enzimáticos, protegendo-nos contra doenças. Em laboratório os químicos conseguem extraí-los a tempos porém uma nova pesquisa mostrou que a parte não extraída é cinco vezes maior do que a extraída. Ou seja, muitas pesquisas subestimaram os poderes das frutas e outros vegetais. Se os nutricionistas já recomendavam antes, imagine agora. Aliás, já consumiu sua cota hoje?

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estratégias nutricionais para o combate à gripe

A gripe é uma doença aguda viral que afeta principalmente as vias respiratórias. Os vírus da gripe sofrem constantes mutações. Por isso, mesmo quem toma vacina contra a gripe não costuma estar protegido por mais do que um ano. Os sintomas incluem mal-estar, cansaço, febre, dores musculares e articulares, dores de cabeça, tosse seca e inflamação nos olhos. Bebês também podem apresentar otite, diarreia ou vômito.

O tratamento envolve repouso, uso de medicação para baixar a febre, boa hidratação e alimentação antiinflamatória. Mas o ideal mesmo é prevenir. Se você tem tendência à gripe, tome diariamente 1/2 colher de café de açafrão em pó com 20 gotas de própolis (alcoólico ou aquoso) e 1 limão espremido em jejum ou à noite.

O consumo regular de suplementos de vitamina C é capaz de prevenir a gripe em apenas 4% dos indivíduos. Ou seja, a suplementação (além da alimentação) só seria justificada em caso de deficiências, necessidades aumentadas, para atletas de alta performance ou pessoas vivendo em ambientes extremamente frios. Nestes casos, o consumo pode reduzir o risco da gripe em até 50% (Douglas et al., 2007).

Os suplementos de vitamina C são um dos mais consumidos no mundo todo. A fama deve-se em parte ao livro de 1970 "Vitamin C and the Common Cold" (vitamina C e a gripe comum) escrito pelo ganhador do prêmio Nobel, Linus Pauling. Para o pesquisador (que era químico) o consumo de 1 grama de vitamina C diárias seria capaz de se prevenir a gripe.

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Hoje sabe-se que os benefícios do consumo de suplementos de vitamina C são muito pequenos e não se justificam uma vez que o nutriente é facilmente encontrado em frutas e hortaliças. O consumo destes alimentos fornecem também outros benefícios. Saciam a fome, ajudam a manter a forma, fornecem outros antioxidantes e também fibras, ajudando inclusive na prevenção do câncer, das doenças cardiovasculares, da artrite e de condições inflamatórias. Os alimentos também são mais baratos que os suplementos ou medicamentos.

A recomendação diária de vitamina C é de 90 mg para homens e 75 mg para mulheres adultas. O excesso de vitamina C é excretado na urina. Veja abaixo a quantidade de vitamina C em alguns alimentos e observe como é fácil atingir esta recomendação:

Quantidade de vitamina C (mg) em 100 gramas de frutas:

Acerola - 1,6   /   Maçã - 6   /   Abacate - 8   /   Banana - 9   /   Amora - 6

Carambola - 21   /   Figo - 2   /   Uva - 4   /   Kiwi - 98   /   Suco de limão - 46

Manga - 28   /    Melão - 42   /   Laranja - 53   /   Mamão Papaya - 62

Pêssego - 7    /   Pêra - 4    /   Abacaxi - 15    /    Ameixa - 10

Morango - 57   /   Tangerina - 31   /   Tomate- 19   /   Melão - 10

Outro estudo mostrou que o uso de antioxidantes (vitamina C + vitamina E) por indivíduos fisicamente ativos pode prejudicar as adaptações celulares. Isso pode resultar em menor ganho de massa magra, por exemplo. Aprenda mais nos cursos online:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

"Não quero, não quero, não quero!" | REJEIÇÃO DE ALIMENTOS NA INFÂNCIA

Seu filho é daqueles que separam tudo o que é verde no cantinho do prato, de ervilhas à cheiro verde? Ou ele oferece tudo ao cachorro escondido em baixo da mesa? Esta situação - engraçada na opinião de alguns e trágica na opinião das mães - é muito comum. Apesar da preocupação quanto ao consumo de nutrientes indispensáveis ao pleno crescimento da criança, a recusa de alguns alimentos é normal, fazendo parte do desenvolvimento cognitivo infantil.

Nós seres humanos somos programados geneticamente para rejeitar alimentos mais amargos. Isto porque na natureza a maioria dos venenos tem este sabor. Porém, infelizmente, alguns vegetais muito saudáveis compartilham esta característica, fazendo com que as crianças torçam o nariz para aqueles com o sabor mais pronunciado. Neste caso o que conta é a persistência dos pais já que podem ser necessárias 20 tentativas em situações diferentes para que a criança queira ao menos provar o verdinho novo. O importante então é que a salada seja sempre muito variada e colorida. E que os alimentos à mesa sempre sejam colocados no prato de todos. Mesmo que a criança rejeite, da próxima vez que o alimento estiver presente no cardápio ofereça novamente - indefinidamente!E aquela criança que aceita tudo na casa do vizinho e na sua casa não aceita nada? Dois problemas podem estar acontecendo: o primeiro é aquela manha básica que toda mãe conhece e o segundo pode ser o tipo de preparação do alimento. Se o seu filho come com todo mundo menos quando você está por perto talvez seja importante adotar algumas estratégias como passar mais tempo com ele, brincar e conversar bastante para que na hora da refeição ele não esteja carente. O segundo caso, envolvendo o tipo de preparação, é motivo de recusa inclusive entre adultos. Existem pessoas que gostam de cenoura ralada mas não gostam de cozida. Tem pessoas que gostam de cenoura cozida mas nunca muito cozida e mole... Ou seja, teste novas texturas e continue oferecendo uma alimentação muito colorida.

O importante é que se vá progredindo gradualmente. Aos três anos as crianças devem ser capazes de consumir a alimentação oferecida ao restante da família. Existem também os casos em que uma criança nunca aceita um determinado tipo de alimento mas aceita os demais. Se o seu filho come todos os vegetais menos o jiló não se preocupe, os demais alimentos oferecerão os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. Você também não gosta de tudo, certo? Perceber quando ceder é importante para não arruinar todo o relacionamento com a criança durante a refeição. Obviamente, o acompanhamento nutricional da criança é muito importante. Checar periodicamente com o nutricionista como anda o crescimento da mesma é fundamental. Crianças que não ganham peso e não crescem podem estar com problemas digestivos ou outras doenças que devem ser investigadas pelo pediatra.

Algumas dicas:

- Varie o cardápio. Dietas monótonas são menos aceitas;

- Não substitua alimentos saudáveis por outros não saudáveis. Crianças são espertas e percebem o tipo de adultos em volta. Se os cuidadores oferecem outro alimento (leite, iogurte, biscoito...) mesmo sem a criança ter almoçado, a mesma passará a adotar tal comportamento;

- Comam juntos. A hora da alimentação é importante e todos deve ir à mesa juntos criando maior interação familiar e um momento de aprendizado (inclusive alimentar) para a criança;

- Planeje os lanches. Não permita que seu filho belisque o dia todo. Se fizer isso não terá a menor fome no jantar. Além disso, se a criança aprender a consumir alimentos muito doces ou salgados nos intervalos passará a achar todos os vegetais e frutas, que aceitava tão bem quando ainda bebê, muito sem graça;

- Não surte. Se você der muita atenção ao comportamento alimentar da criança, brigando, deixando de castigo, chantageando ou gritando a mesma te dará cada vez mais trabalho para se alimentar. As crianças aprendem o que fazer para chamar a atenção, muito antes de aprenderem a falar ou andar.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/